<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462</id><updated>2012-02-12T00:11:19.785-02:00</updated><category term='Flip 2009'/><category term='As esquinas de Copacabana'/><category term='Ponha-se na rua'/><category term='Televisão'/><category term='Cinema'/><category term='Literatura'/><category term='Festival do Rio 2009'/><category term='Podcast'/><category term='Idéias'/><category term='Política cultural'/><category term='Jornalismo'/><category term='Artes plásticas'/><category term='Política'/><category term='Eleições 2008'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='Bienal 2009'/><category term='Música'/><category term='Mundo'/><category term='Despedida'/><category term='História'/><category term='Contos e crônicas'/><category term='Teatro'/><category term='Textosetcetianas'/><category term='Fotografia'/><category term='Segurança Pública'/><category term='Seleções musicais'/><category term='Perfil'/><category term='Eleições 2010'/><category term='Relíquias'/><category term='Economia'/><category term='Quadrinhos'/><title type='text'>Textos etc</title><subtitle type='html'>Jornalismo cultural na web</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>243</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8383694376483364352</id><published>2010-09-14T00:25:00.007-03:00</published><updated>2010-09-14T01:20:18.375-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Despedida'/><title type='text'>Um pouco da minha vida, a música de Gonzaguinha e o fim do Textos etc</title><content type='html'>Uma vez, um amigo me disse e eu não acreditei. "Comece a escrever diariamente em jornal e dificilmente vai conseguir manter um blog pessoal". Essa era a frase. Pura verdade, o tempo mostrou. A vida de jornal, principalmente nessa fase de início de carreira em que estou, consome o sujeito de tal maneira que blog pessoal com qualidade e constância é sonho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não quero tornar o &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt; um blog-fantasma, em que o último post data de três meses. Não poderia fazer isso com ele. Esse blog aqui nasceu de verdade - o histórico de posts prova isso - quando eu nasci para o jornalismo, essa grande paixão da minha vida profissional, descoberta incessante sobre o que é o ser humano e seus feitos mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em 2007, mais precisamente em junho. Tive uma doença que me fez ficar 40 dias de bunda pro ar, dentro de casa. Estava infeliz na Script, agência de publicidade carioca que trabalhava à época, como redator publicitário. Triste mesmo. A quarentena serviu de terapia. Pensei, pensei, pensei. Conversei com os amigos - a quem mais recorrer, quando se tem 21 anos, está prestes a se formar numa profissão que odeia e constata que estava no rumo errado? Como eles me ajudaram! Mais que minha mãe e minha irmã, cujas ajudas, por mais amorosas que tenham sido, sempre eram inúteis. Quem me salvou foram meus quilos de amigos e professores da PUC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tomei a decisão acertada, não sei se por coragem própria ou luz divina. Decidi que seria jornalista. Ato contínuo, ainda aluno de Publicidade, puxei cadeiras de Jornalismo e toquei o barco para concluir o primeiro curso. Em 2008, reingressei na universidade novamente, para concluir a segunda habilitação, na carreira que eu arriscava ser a minha. Uma das primeiras aulas que fiz foi Técnicas de Reportagem, com a jornalista e professora Carla Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carla pedia algo simples. Cada dupla de alunos escolhia um bairro do Rio e trazia por semana uma sugestão de pauta para executar na semana seguinte, individualmente, com um tema relativo à área escolhida. Bingo. Foi ali que nasci para a coisa. Foi mais especificamente, eu acho, nessa reportagem aqui ó - &lt;strong&gt;&lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2007/09/o-bigode-e-as-escrituras.html"&gt;"O bigode e as escrituras"&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse blog cumpriu, ainda que sempre meio mambembe, a função de servir de veículo para meus textos, pitacos, dicas culturais e outras coisas mais. Dei muito mais opinião aqui do que informei. Desculpe, leitor que perdeu seu tempo lendo os textos de um moleque recém saído das fraldas. Só o tempo me mostrou como ainda é prematuro eu expô-las. Ainda tenho tanto a aprender. Sempre terei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino hoje o &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt;, um espaço em que eu fui tão generoso comigo mesmo. Aqui, eu me permiti ser feliz profissionalmente. Foram 241 posts, falando de dezenas de temas, todos acessíveis aí do lado, no menu separado por assunto. Mas em cada um deles, vejo uma semelhança: eu estou ali. Estou em tudo que escrevo, por mais impessoal que seja o texto. Procuro diariamente exercer minha profissão tal qual procuro exercer minha vida. E ela, tenho certeza, vai ser &lt;a href="http://http://www.youtube.com/watch?v=4-N5P2geaO4"&gt;como na música do Gonzaguinha&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, leitores. Obrigado, &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser continuar me lendo, compre o Jornal Extra, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais, acesse &lt;a href="http://extra.globo.com"&gt;extra.globo.com&lt;/a&gt; ou siga @guilherme_amado no Twitter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8383694376483364352?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8383694376483364352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8383694376483364352&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8383694376483364352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8383694376483364352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/09/um-pouco-da-minha-vida-musica-de.html' title='Um pouco da minha vida, a música de Gonzaguinha e o fim do Textos etc'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-968671049112220008</id><published>2010-08-17T00:26:00.003-03:00</published><updated>2010-08-17T00:29:30.006-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>As vírgulas de Eliane Brum e Alison Entrekim</title><content type='html'>&lt;em&gt;Porque o ponto final, para nós de língua inglesa, é invisível. Quando autores de língua inglesa brincam com a pontuação, brincam mais com o ponto final, com frases curtas. Visualmente, se você tem uma página que é uma única frase cheia de vírgulas numa língua e, na outra, são 20 frases curtas, com um monte de pontos finais, a coisa fica muito diferente. Não é pra tanto. É preciso encontrar uma maneira de andar sobre esta corda bamba.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é só &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI163315-15230,00.html"&gt;um trecho da entrevista deliciosa que Eliane Brum fez com a tradutora Alison Entrekin&lt;/a&gt;, publicada no site de Época. Leia com calma, como sugere Eliane.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-968671049112220008?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/968671049112220008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=968671049112220008&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/968671049112220008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/968671049112220008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/08/as-virgulas-de-eliane-brum-e-alison.html' title='As vírgulas de Eliane Brum e Alison Entrekim'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3943872868449938074</id><published>2010-03-05T18:40:00.003-03:00</published><updated>2010-03-05T18:58:26.196-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segurança Pública'/><title type='text'>A imprensa e as UPPs</title><content type='html'>Não sei se já disse aqui, mas, lá no Extra, jornal em que trabalho e onde escrevo sobre segurança pública, faço a cobertura das comunidades que têm Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), no Rio de Janeiro. No início do ano, &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2010/01/com-as-upps-o-rio-pode-dar-volta-por.html"&gt;até escrevi aqui no blog um post&lt;/a&gt; sobre o projeto das UPPs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, hoje fui o repórter escalado para acompanhar o início da venda do Globo, do Extra e do Expresso (jornal com perfil ultrapopular, voltado para as classes D e E) no Santa Marta. A venda foi bem dentro do morro, uma novidade, já que a banca de jornal mais próxima fica na Rua São Clemente, em Botafogo e, portanto, fora da favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que assumi essa área da cobertura de segurança pública, pensava nisso. Não bastava irmos para a favela e contar histórias sobre eles, sem que elas fossem lidas por eles mesmos. A presença da imprensa dentro da comunidade tem que ser de duas formas, tanto por meio do jornalista, quanto por meio do jornal/site/TV/rádio ou seja lá o que for. É fundamental que os moradores das favelas passem a ler/assistir/ouvir/acessar os veículos e neles possam encontrar conteúdo sobre o local onde eles moram. A cidadania que aos poucos é reconstruída com a segurança estabelecida pela UPP só será completa se o cidadão tiver na imprensa um aliado pela briga de seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Extra, por exemplo, que é um jornal bastante próximo do leitor, é enxergado pelo resto da cidade como uma entidade que briga por seus direitos. Por que não pode ser visto dessa forma pelo morador de favela? Por que o contato com a favela sempre tem que ser para falar de violência? E a falta d'água? E a falta de luz? De oportunidades? De educação? Tudo isso é pauta para o jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o jornal nas mãos e o repórter nas vielas, acredito que começa um ciclo positivo, retroalimentado por cidadania e informação. Tomara que isso seja possível em outras favelas pacificadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3943872868449938074?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3943872868449938074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3943872868449938074&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3943872868449938074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3943872868449938074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/03/imprensa-e-as-upps.html' title='A imprensa e as UPPs'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-2915132055905077379</id><published>2010-02-27T21:34:00.002-03:00</published><updated>2010-02-27T21:47:48.594-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições 2010'/><title type='text'>Com Dilma colada em Serra, chapa puro-sangue ganha força no PSDB</title><content type='html'>Com Dilma Roussef e José Serra praticamente empatados, a chapa tucana Serra-Aécio ganha força. Tucanos se esforçam na articulação da dobradinha puro-sangue, o que pode aumentar o risco da candidatura petista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números trazidos pela pesquisa Datafolha mostram uma perda de cinco pontos de Serra num espaço de dois meses, e um crescimento de Dilma na mesma intensidade e período. De 14 pontos, a diferença entre os dois caiu para apenas quatro. Ainda não é, segundo a pesquisa, um empate técnico, mas tende para isso. Caso a tendência se concretize ou Dilma até ultrapasse Serra, uma chapa PSDB-DEM pode ser abandonada pela candidatura isolada dos tucanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos já começaram. Esta semana, na quarta-feira, Serra irá a Minas Gerais cortejar Aécio. Os dois deverão jantar reservadamente, e Serra deve gastar seu latim para tentar atraí-lo. Na internet, já existe um manifesto Serra-Aécio www.serra-aecio.com.br, com mais de duas mil assinaturas. É esperar para ver no que vai dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos trâmites tucanos, outro ponto que deve ser observado é que o patamar histórico de 30% do PT está sendo atingido. Mas Lula extrapola os 80% de popularidade. Se o percentual que a ministra já alcançou corresponder à votação normal que os petistas recebem, Dilma ainda terá muito espaço para crescer. A propaganda também deve reduzir a rejeição ao seu nome, ainda considerada alta. Se bem que antipatia não é propriamente um defeito numa eleição com Serra, Dilma e Ciro como candidatos mais viáveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-2915132055905077379?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/2915132055905077379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=2915132055905077379&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2915132055905077379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2915132055905077379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/02/com-dilma-colada-em-serra-chapa-puro.html' title='Com Dilma colada em Serra, chapa puro-sangue ganha força no PSDB'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1278523716319478699</id><published>2010-02-22T10:33:00.003-03:00</published><updated>2010-02-22T11:04:20.471-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>Lost elevado à enésima potência</title><content type='html'>O seriado Lost, agora na sexta e última temporada, é um delicioso exercício de roteiro, de fazer frente ao efeito do mais poderoso LSD que possa existir. Ok, isso você já sabe. O que talvez ainda não conheça, o que é uma pena se já assistiu às cinco temporadas anteriores, é o &lt;a href="http://colunas.tv.globo.com/lostinlost"&gt;blog Lost in Lost, na Globo.com&lt;/a&gt;. Ele eleva o entretenimento à enésima potência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor, Carlos Alexandre Monteiro, é aficcionado no seriado. Trabalhei com ele na Globo.com e via como o cara entende. Até a congressos no exterior para discutir Lost ele já foi. Com isso, tem autoridade para discorrer sobre os detalhes mais bobos até a solução do grande mistério que explicaria por que Jack, Kate, Sawyer e cia. foram parar naquela ilha doida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber coisas que ninguém vê, o Lost in Lost amplia o prazer de assistir Lost. É mais ou menos parecido com a crítica artística, que pode aprofundar o prazer estético em relação a uma obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não viu Lost até hoje, alugue as temporadas na locadora para ontem. É ótimo. Pode até ler os posts antigos do Lost in lost para se divertir em dobro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1278523716319478699?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1278523716319478699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1278523716319478699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1278523716319478699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1278523716319478699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/02/lost-elevado-enesima-potencia.html' title='Lost elevado à enésima potência'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-2204840251739736674</id><published>2010-02-07T16:23:00.005-02:00</published><updated>2010-02-07T19:38:53.906-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>O porquê dos 80% de Lula</title><content type='html'>A reportagem de capa deste domingo do caderno de Economia do &lt;em&gt;Globo&lt;/em&gt; explica boa parte dos 80% que Lula amealhou nesses sete anos e poucos dias de governo. Dados computados pela Fundação Getúlio Vargas mostraram que 46% da população estão na classe C, com rendimentos entre R$ 1.115 e R$ 4.807. E nunca é tarde para lembrar que é com o bolso que se pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trecho da matéria me chamou mais ainda a atenção. Segundo o chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri, a ascensão de pessoas das classes D e E à C se deu não apenas pelos programas de ajuda social do governo, "mas porque o brasileiro trabalhou mais, ganhou melhor, se educou, comprou computadores e celulares e poupou mais". O texto continua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A nova classe média tem carteira assinada, casa própria ou financiada, estuda em escolas públicas ou particulares, tem previdência social ou privada, computador e celular. Idosos, mulheres, trabalhadores com carteira e nordestinos são exemplos de brasileiros que puxam a transformação.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O que importa agora é saber o peso que o bolso terá na escolha que esses 91 milhões de brasileiros farão em outubro, na eleição presidencial. Caso seja muito grande, podemos dizer que Dilma Roussef está eleita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-2204840251739736674?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/2204840251739736674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=2204840251739736674&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2204840251739736674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2204840251739736674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/02/o-porque-dos-80-de-lula.html' title='O porquê dos 80% de Lula'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1566599122460961654</id><published>2010-01-29T07:00:00.001-02:00</published><updated>2010-01-29T07:00:02.768-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Os vice-presidentes podem dar uma dor de cabeça tremenda</title><content type='html'>Essa crise de hipertensão que o Lula teve fez com que voltasse em mim o medo em relação a quem serão os candidatos à Vice-presidência nas eleições de outubro. Pense comigo. Caso o vice de Dilma, uma candidata com histórico de câncer recente, seja Michel Temer, significa que podemos ter este honorabilíssimo peemedebista como presidente. Basta ela ter uma recaída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando em Serra, a preocupação também tem lá suas razões. Em outubro, o governador estará com 68 anos, idade um tanto quanto avançada, principalmente se supormos que ele poderá ficar oito anos no governo. Imagine se a senadora do DEM Kátia Abreu for a vice! Será a bancada ruralista na Presidência. Deixo o país no dia seguinte.&lt;br /&gt;Nesta quinta-feira, quando vi o problema com o Lula, pensei nessa possibilidade, que já é concreta. Afinal, Temer é o terceiro na linha sucessória. Basta Lula e Alencar terem algum problema que o deputado é conduzido ao cargo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na História brasileira, os vice-presidentes tiveram importância tal que não podemos desconsiderar que, em pelo menos dois momentos de mudanças da rota da política nacional (sem contar Itamar, que não foi bem uma mudança), foram os vice-presidentes os protagonistas. A primeira foi em agosto de 1961, quando Jânio Quadros renunciou. Jango, o vice, era politicamente o avesso de Jânio. Como naquela época a eleição de um cargo independia da eleição do outro, era possível termos um presidente de direita e um vice de esquerda. Resultado? Foi instituído o Parlamentarismo e Jango só assumiu com os poderes reduzidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo momento foi em 1985, com a morte de Tancredo Neves. Foi a entrada triunfal em cena de José Sarney. Em vez de um presidente progressista, o primeiro que o Brasil teria em 21 anos, veio o do bigode. O resto é história, com h minúsculo mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1566599122460961654?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1566599122460961654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1566599122460961654&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1566599122460961654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1566599122460961654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/01/os-vice-presidentes-podem-dar-uma-dor.html' title='Os vice-presidentes podem dar uma dor de cabeça tremenda'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4614084475981919193</id><published>2010-01-28T11:05:00.004-02:00</published><updated>2010-01-28T11:13:00.594-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Por um jornalismo on-line sem tempo real*</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/S2GNUUfYILI/AAAAAAAAAkM/cEPWbe0DalE/s1600-h/livro_jornalismoonline.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 298px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/S2GNUUfYILI/AAAAAAAAAkM/cEPWbe0DalE/s320/livro_jornalismoonline.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431778005822742706" /&gt;&lt;/a&gt;Embora tenha sido uma das primeiras jornalistas brasileiras a trabalhar a sério com jornalismo on-line, no antigo site Notícia e Opinião (NO.), &lt;a href="http://www.carlarodrigues.com.br"&gt;Carla Rodrigues&lt;/a&gt; torce o nariz para a expressão “tempo real”. Além de ser fisicamente impossível, uma transmissão obcecada com a ideia do tempo real pode ser, para ela, sinônimo de queda na qualidade do jornalismo. Essa relação entre técnica e conteúdo é um dos assuntos do livro “Jornalismo on-line: modo de fazer” (Editora Sulina/PUC-Rio), organizado por ela. Hoje professora de Comunicação Social da PUC-Rio, Carla convidou jornalistas e pesquisadores como Suzana Barbosa (UFF), Marcelo Kischinhevsky (UERJ/PUC-Rio), António Fidalgo e João Canavilhas (Universidade da Beira do Interior, Portugal) e Pedro Doria (Stanford/Estadão), entre outros, para discutir o assunto, ainda carente de reflexão e estudos, principalmente no nível superior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implicância com o tempo real resume a visão de Carla sobre os efeitos que o jornalismo on-line pode ter sobre a atividade como um todo. Para ela, que também assina um artigo da coletânea, esse é um jargão de informática que dá tom sensacionalista à internet como um todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Muitas coisas na internet recebem a marca do tempo real para que passe a ideia de velocidade na transmissão. Mas velocidade não é qualidade. O que defendo é fazer velocidade com qualidade. Tem que se ter critério — recomenda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividida em três partes, a obra aborda primeiro, a partir de quatro abordagens, a relação entre a formação do novo perfil de profissional que trabalhará on-line e as transformações do mercado de trabalho. É nessa parte que Suzana Barbosa comenta a convergência de duas redações brasileiras - uma delas, a do Globo. Marcelo Kischinhevsky discute como as integrações afetam a quantidade e a qualidade dos empregos para jornalistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo pedaço de “Jornalismo on-line” avança sobre os desdobramentos temáticos que essas mudanças trazem. O impacto dos celulares na prática jornalística, o complicado processo de legitimação dos blogs, o jornalismo colaborativo e a possível interferência que as novas tecnologias têm sobre a construção da notícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Pedro Doria, antigo parceiro de Carla no extinto NO., é quem encerra o livro, com um texto fruto de um ano de estudo sobre o assunto na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, quando debruçou sobre as perspectivas de sobrevivência do jornal em papel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subjacente à discussão que permeia o livro, o fim da exigência do diploma de jornalismo para exercer a profissão não é um tabu para Carla. Defensora da inexigibilidade, ela acha que algum tipo de formação superior é importante. E não é o conhecimento das técnicas do jornalismo on-line — e tampouco do televisivo, de rádio ou de impresso — que vão determinar a escolha desse curso e não, por exemplo, de um curso de História ou de Ciências Sociais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; — O curso de jornalismo dá uma formação ampla que permite a alguém ter uma base para se preparar e entrevistar qualquer pessoa. O diferencial está na aliança do ensino de várias teorias com o saber técnico. Não adianta dominar apenas a técnica e tentar entrevistar, por exemplo, o historiador José Murilo de Carvalho ou o Henrique Meirelles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão por que acredita ser um erro pautar o curso de jornalismo no aprendizado das ferramentas tecnológicas de comunicação está ligada à “velocidade estonteante” com que a técnica fica obsoleta. O livro, ela explica, preocupa-se não em refletir sobre essas técnicas em si, mas sim em como elas interferem na atividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto, áudio, foto, vídeo, Twitter: diversas atividades ocupando o tempo em que antes reinavam soberanas a boa entrevista, a apuração, a redação e a checagem. A dinâmica de quem trabalha em empresas de comunicação tradicionais impõe um desafio para a academia e para o próprio mercado. Como formar esse novo jornalista? Carla explica que é cada vez mais complicada a equação de equilíbrio entre técnica e qualidade do conteúdo. E é nela que, para ela, reside o principal patrimônio da imprensa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Prejudicar a qualidade do conteúdo em nome da técnica esvazia o papel da imprensa. Se deixarmos todas essas atividades atingirem a qualidade da entrevista e a pergunta do repórter ficar pior, ele se tornará dispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Matéria publicada originalmente no jornal O Globo.&lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/12/21/por-um-jornalismo-on-line-sem-tempo-real-251775.asp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4614084475981919193?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4614084475981919193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4614084475981919193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4614084475981919193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4614084475981919193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/01/por-um-jornalismo-on-line-sem-tempo.html' title='Por um jornalismo on-line sem tempo real*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/S2GNUUfYILI/AAAAAAAAAkM/cEPWbe0DalE/s72-c/livro_jornalismoonline.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8018463456047585501</id><published>2010-01-04T08:08:00.013-02:00</published><updated>2010-01-17T20:55:21.160-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segurança Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições 2010'/><title type='text'>Com as UPPs, o Rio pode dar a volta por cima</title><content type='html'>Não teve para Rio 2016 nem para o Choque de Ordem. O que houve de mais importante em 2009 para o Rio de Janeiro foi a consolidação do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), a primeira faísca de esperança que, em anos, nos faz voltar a apostar que existe luz no fim do túnel carioca. Seguindo os preceitos do policiamento comunitário, mais amigável e próximo do cidadão, as UPPs são o principal projeto na área de segurança pública do governo Sérgio Cabral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo moradores, o tráfico ainda não saiu das sete favelas em que as unidades foram instaladas, do fim de 2008, quando o Morro Santa Marta sedeou a primeira, até dezembro de 2009, quando a ocupação foi no Morro Pavão-Pavãozinho. O que acabou foi o domínio e o poder ostensivo dos traficantes, que oprimiam cidadãos e impunham uma rotina de medo, mais parecida com uma ditadura do que com o ambiente democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo são flores. São recorrentes as críticas de intromissão excessiva dos policiais nos assuntos da comunidade. Até brigas de marido e mulher têm sido resolvidas pelos PMs. Outra arbitrariedade relatada é a proibição de se ouvir funk alto. Na Cidade de Deus, os pagodes de rua também estaria proibidos. Fora essas críticas que mostram a possibilidade de, aos poucos, o poder paralelo estar sendo substituído por um poder policial excessivo, existem outros riscos no projeto das UPPs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, as comunidades ocupadas são em sua maioria da Zona Sul (apenas a Favela do Batan e a Cidade de Deus, na Zona Oeste, não são da Zona Sul). Acredita-se que os traficantes expulsos dessas comunidades estejam migrando para as favelas da Zona Norte e da Baixada Fluminense. Qual será o efeito disso? Superfortalezas do tráfico podem estar sendo criadas? Talvez. No Complexo do Alemão e em favelas da Baixada, isso pode estar acontecendo. Os bandidos podem mergulhar numa guerra de poder interna, no submundo da facção? Talvez. Será que essa preferência pela Zona Sul tem um objetivo meramente eleitoral ou, pior, que vise apenas à Copa e aos Jogos Olímpicos? Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente por causa de todas essas dúvidas que 2010 será tão importante. Este ano, além de ser de eleições, será o segundo ano do projeto, o que permitirá que arestas sejam aparadas ou fiquem ainda mais claras. Deus queira que o Rio fique com a primeira opção. Ele merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiser saber mais sobre as UPPs, &lt;a href="http://extra.globo.com/rio/materias/2010/01/02/policiais-da-upp-do-pavao-pavaozinho-contam-os-bastidores-dos-primeiros-dias-de-ocupacao-915435976.asp"&gt;leia uma entrevista&lt;/a&gt; que eu e o repórter Rogério Daflon fizemos com cinco PMs na noite de réveillon. Vale dizer, aliás, que &lt;a href="http://extra.globo.com/geral/casosdecidade/post.asp?t=uma-cidade-ocupada-pelas-luzes-reveillon-no-pavao-pavaozinho&amp;cod_Post=254254&amp;a=645"&gt;passei a meia-noite na laje de uma moradora do Pavão-Pavãozinho&lt;/a&gt;, com vários turistas que puderam subir pela primeira vez o morro pacificado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8018463456047585501?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8018463456047585501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8018463456047585501&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8018463456047585501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8018463456047585501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/01/com-as-upps-o-rio-pode-dar-volta-por.html' title='Com as UPPs, o Rio pode dar a volta por cima'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4363748967175298568</id><published>2010-01-01T18:55:00.006-02:00</published><updated>2010-01-01T21:15:07.040-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponha-se na rua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>O título de maior biblioteca das Américas já foi nosso</title><content type='html'>Como bem lembrou uma excelente reportagem do repórter Eduardo Fradkin hoje, no Globo impresso, a Biblioteca Nacional completa 200 anos em 2010. Por causa disso e para &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2009/12/como-ter-um-natal-feliz.html"&gt;cumprir a promessa feita dias atrás aqui no blog&lt;/a&gt;, de que no novo ano voltaria a dar as caras, decidi republicar nesta sexta um capítulo que ficou de fora do meu livro, o "Ponha-se na rua: fatos e curiosidades do Rio de Janeiro de D. João VI".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito a quatro mãos, com o jornalista Adriano Belisário, o livro conta histórias dos 13 anos em que a família real portuguesa viveu no Rio. Além de ter sido um dos mais prazerosos trabalhos que já fiz, aquela experiência me mostrou como aqueles anos foram fundamentais para a consolidação do Brasil como nação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebemos naquele período uma herança cultural valiosíssima. Do dia para a noite, o Brasil passou a ser dono da maior biblioteca nacional das Américas. Hoje, a Biblioteca Nacional é a oitava do mundo, segundo a Unesco. Mas nem só de quantidade se fez a merecida fama da BN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter ideia: lá, existem documentos do século XI, como quatro Evangelhos manuscritos em grego daquela época. Há ainda uma bíblia impressa por ex-sócios de Gutemberg, o inventor da imprensa, no mesmo período em que a primeira foi feita (1455). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentos brasileiros também foram salvos pela BN. Afinal, uma lei de 1907 obriga todo livro, revista ou jornal publicado no Brasil a ter um exemplar enviado para a Biblioteca Nacional. Entre outros benefícios, essa prática foi fundamental para a preservação de nossa literatura. Livros de Jorge Amado, por exemplo, foram salvos da fúria da censura graças a essa lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, segue abaixo o capítulo, que conta com mais detalhes a história daquelas estantes. O livro ainda não esgotou, apesar de ter tido uma tiragem pequena (3 mil exemplares). Quem quiser, consegue achá-lo, por exemplo, na &lt;a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/2522786/ponha-se-na-rua-fatos-e-curiosidades-do-rio-de-janeiro-de-dom-joao-vi/?ID=C91DDFF07DA010115051F0492"&gt;Saraiva&lt;/a&gt; ou nas lojas da Livraria da Travessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempo: feliz ano novo para todos! Que em 2010 a gente consiga repetir o ano espetacular que o Rio e o Brasil tiveram em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A maior biblioteca das Américas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida cultural encontrada pela monarquia e pela nobreza de Portugal quando chegaram ao Brasil era muito diferente da que estavam acostumados. O acesso a livros era mínimo, dificultado ao máximo pela Coroa portuguesa, a quem não interessava que novas idéias chegassem ao país e ameaçassem o regime colonial. Esse quadro mudou com a chegada da biblioteca da família real, dois anos depois que D. João e companhia desembarcaram no Brasil. Seu acervo, um dos maiores do mundo, colocava o Rio de Janeiro como sede de uma biblioteca com mais de quinhentos anos de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o século XIV, existem registros de que os reis portugueses tinham boas bibliotecas. A tradição foi seguida por sucessivas gerações, ao ponto de, na Era dos Descobrimentos, a fama da Real Biblioteca já ter se espalhado por todo o continente europeu. À medida que era ampliada, a coleção se tornava tão importante quanto o ouro recebido do Brasil. Seu acervo continha coleções de manuscritos históricos, materiais editados nos primórdios da imprensa, obras de arte e mapas. Ter documentos daquela importância simbolizava prestígio e erudição para o Estado português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/R9yiojS6c8I/AAAAAAAAACc/_562Ero6oZc/s1600-h/terremoto.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/R9yiojS6c8I/AAAAAAAAACc/_562Ero6oZc/s400/terremoto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178192489122264002" /&gt;&lt;/a&gt;Quando o terremoto que arruinou a capital portuguesa em 1755 matou 30 mil pessoas e destruiu quase todos seus prédios, o Palácio da Ribeira, que abrigava a biblioteca, ficou em ruínas e quase toda a Livraria de El Rey, como era conhecida no reino, sofreu um incêndio e foi reduzida a cinzas. Organizá-la novamente foi uma das metas políticas do marquês de Pombal, poderoso ministro de D. José I, rei que governou Portugal até 1777. Pombal investiu e trabalhou para fazer daquela nova biblioteca um símbolo de idéias, projetos e representações do universo de uma elite intelectual e de uma monarquia culta e esclarecida. Mas as mudanças na política nacional foram mais rápidas que os planos do ministro. Após a morte do rei, Pombal foi afastado do poder pela sucessora da dinastia dos Bragança, D. Maria I. A nova rainha trouxe a religião novamente para o centro dos assuntos nacionais e tudo que lembrasse Pombal e suas idéias iluministas, de uma Igreja submissa ao Estado, ficaria em segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1807, com a correria da fuga para o Brasil, os 317 caixotes com todo o conteúdo da Real Biblioteca e vários documentos lusitanos, que tinham sido embalados às pressas, ficaram esquecidos no cais de Belém. No Rio de Janeiro, foi o próprio príncipe regente que deu falta do acervo e ordenou a vinda de seus livros e documentos. No acervo existiam livros como &lt;em&gt;Príncipe Perfeito&lt;/em&gt;, que reunia emblemas e sonetos com recomendações para os monarcas portugueses de como governar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em 1808 a viagem da família real já foi um acontecimento inusitado, o transporte de uma das maiores bibliotecas do mundo, dois anos depois, não seria diferente. Portugal ainda estava em guerra com a França e o embarque das obras teve que ser discreto e feito em três remessas. A primeira leva foi enviada em 1810, com o acervo do Infantado, que reunia livros e documentos exclusivos para príncipes, e a coleção de manuscritos da Coroa. Parte do que ficou em Portugal, provavelmente muito bem escondido para resistir aos saques ocorridos durante a guerra, só chegaria ao Brasil em 1811 trazido pelo arquivista real Luís Joaquim dos Santos Marrocos. A terceira e última parte da Real Biblioteca demoraria mais alguns meses até ser enviado, no final do mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazer para o Brasil a biblioteca significava trazer também uma verdadeira política de Estado baseada na idéia de que, naquelas obras, estavam depositados conhecimentos universais. Aos poucos, o Estado português era transferido para o Brasil. Instalada no andar superior do Hospital da Ordem do Carmo, nos arredores do Paço, a biblioteca inicialmente ficou restrita a estudiosos autorizados por D. João, que mandou construir um passadiço entre a Capela Real e o prédio do hospital para facilitar o acesso da família. Quando foi aberta e colocada à disposição do público que se associasse, o Rio de Janeiro se tornou a sede da maior biblioteca de todas as Américas, que reunia na época mais de 60 mil livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a independência brasileira e o retorno da família para Portugal, começava uma grande discussão para decidir que cidade ficaria com a biblioteca. Lisboa, a capital original em que a Real Biblioteca foi criada ou o Rio de Janeiro, onde fazia parte de uma estratégia de fortalecimento científico e cultural de uma nova nação? A batalha foi vencida pelo Rio, mas com um alto custo. Com a decisão dos dois lados de que Portugal deveria ser ressarcido pela independência brasileira, os cofres brasileiros deveriam pagar para ter o direito de ficar com a biblioteca. O valor atribuído foi tão alto que só a biblioteca representava 12,5% do total da conta apresentada pelos portugueses. Assim, ao pagar por sua independência, o Rio de Janeiro continuava a sediar uma das maiores coleções de livros do mundo e consolidava sua posição de capital cultural brasileira. A Real Biblioteca ainda formaria muitas gerações de governantes e intelectuais. A diferença é que, agora, eles seriam brasileiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4363748967175298568?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4363748967175298568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4363748967175298568&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4363748967175298568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4363748967175298568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2010/01/o-titulo-de-maior-biblioteca-das.html' title='O título de maior biblioteca das Américas já foi nosso'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/R9yiojS6c8I/AAAAAAAAACc/_562Ero6oZc/s72-c/terremoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-5134663141001391112</id><published>2009-12-22T15:25:00.004-02:00</published><updated>2009-12-26T14:12:50.040-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><title type='text'>Como ter um Natal feliz</title><content type='html'>Num primeiro momento, podemos pensar que não existe fórmula para termos um Natal feliz. Certo? Errado. Sem gastar muitos neurônios, já fica a dúvida sobre o que realmente faz o Natal feliz: família unida, cânticos religiosos ou o presente dos seus sonhos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois &lt;a href="http://www.springerlink.com/content/w815313m521324k8/"&gt;uma pesquisa &lt;/a&gt;feita em 2002, nos Estados Unidos, com 117 pessoas de 18 a 80 anos, sobre a associação entre felicidade e Natal, revelou que o foco em gastos e consumo é associado com menos felicidade, enquanto família e o contato com a religião são o oposto. O nome da pesquisa é "What makes a Merry Christmas?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam aqui os votos de um feliz Natal e a resolução de ano novo para o &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt;: voltar a postar por aqui. Até lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-5134663141001391112?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/5134663141001391112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=5134663141001391112&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5134663141001391112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5134663141001391112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/12/como-ter-um-natal-feliz.html' title='Como ter um Natal feliz'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-652551428890708735</id><published>2009-10-29T08:59:00.004-02:00</published><updated>2009-10-29T10:04:21.750-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O perigo da falta de uma oposição</title><content type='html'>Sei que hoje é quinta e comentar um artigo publicado no jornal anteontem pode parecer anacrônico, mas, vá lá, vale a pena. A dona do texto é a jornalista Miriam Leitão, lá do Globo. Na sua coluna de terça, Miriam criticou a falta de uma oposição atuante no país. Essa é uma observação feita desde o primeiro mandato do presidente Lula, mas, confesso que só agora, pensando sobre o que a Miriam comenta, percebi como é grave o que estamos vivendo. Espia uma parte do texto, &lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2009/10/27/papel-da-oposicao-235934.asp"&gt;que pode ser lido na íntegra no blog da Miriam&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;"Oposição não é apenas para colher assinaturas para CPIs, que abandonará assim que o governo conseguir os postos de presidente e relator; nem é para ficar contra sistematicamente tudo, como ficava o PT. Seu papel é mostrar outros caminhos e escolhas; criticar, fiscalizar, propor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia para ser inteira tem que ter governo e oposição. Há desafios imensos para o país e os partidos que não estão na base parlamentar têm que saber o que dizer sobre eles. Não porque está se aproximando uma eleição presidencial, mas sim para que se saiba por que são oposição."&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Embora não concorde com algumas das críticas feitas por ela ao governo, concordo com todas as que fez à morosidade da oposição. Não acho que seja certa a opção raivosa adotada em alguns momentos nesses quase sete anos de Lula. Mas essa pasmaceira é ainda mais perigosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-652551428890708735?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/652551428890708735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=652551428890708735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/652551428890708735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/652551428890708735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/10/o-perigo-da-falta-de-uma-oposicao.html' title='O perigo da falta de uma oposição'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-708288283178130218</id><published>2009-10-05T10:00:00.002-03:00</published><updated>2009-10-12T20:32:09.131-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival do Rio 2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Produção obscura de Scorcese e doc sobre o filme são dobradinha do Festival*</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO8ZfvnBWI/AAAAAAAAAj0/qARdgOjRX7o/s1600-h/american_boy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO8ZfvnBWI/AAAAAAAAAj0/qARdgOjRX7o/s320/american_boy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391860325096555874" /&gt;&lt;/a&gt;Mistério, preciosidade cinéfila, reflexão realista sobre preocupações existenciais. Não importa o motivo: era grande a expectativa pela chegada aos cinemas brasileiros de "American boy: o retrato de Steven Prince" (&lt;a href="javascript:NewWindow('http://www.oglobo.com.br/cultura/festivaldorio2009/video/2009/14479/','audiovideo',720,580,'no','no');"&gt;veja trecho&lt;/a&gt;) , obscuro documentário de Martin Scorcese sobre seu amigo Steven Prince, filmado em 1978 e em cartaz no Festival do Rio até quinta-feira. Além desse, a programação do festival traz outro documentário, "American Prince", rodado 30 anos depois pelo diretor Tommy Pallotta, em que é contado um novo capítulo da turbulenta vida de Prince, o vendedor de armas de "Taxi driver" (clássico de 1976 dirigido por Scorsese). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scorsese entremeia depoimentos de Prince filmados na mansão do ator George Memmoli com outros materiais audiovisuais. Quando ele relata a infância de judeu de classe média, por exemplo, a edição mostra cenas caseiras de quando o ator era criança. A entrevista avança pelos tempos em que Prince foi roadie do cantor Neil Diamond e chega até o pós-Woodstock, quando era viciado em heroína. Trata de forma aberta e sincera sua obsessão por armas e, ao conversar com o diretor (os dois dividiram um apartamento na juventude), consegue tratar de forma realista temas profundos, sem descambar para o sentimentalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o filme de 2008 aborda também o trabalho documental de Scorsese. Apesar de ter sido dirigido por uma das principais grifes do cinema americano, o primeiro documentário nunca teve um lançamento decente e só pode ser visto em retrospectivas da obra do diretor ou em grandes festivais. Pensando na dobradinha "American boy" e "American Prince", e na curta duração de ambos (duram 50 minutos cada), o Festival do Rio programou a exibição dos dois para as mesmas sessões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem não conseguir assistir aos filmes no festival poderá apelar para a internet. Mobilizado pelo difícil acesso ao filme de Scorcese, Tommy Pallotta decidiu liberar seu filme para download, gratuitamente. Basta uma ida aos cinemas escalados na programação até quinta-feira ou uma rápida procura em sites de busca para que, por meio de "American Prince", diminua a distância entre o público e as cultuadas facetas de Steven Prince. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Publicado originalmente no &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/festivaldorio2009/mat/2009/10/04/producao-obscura-de-scorsese-um-doc-sobre-filme-mostram-famoso-vendedor-de-armas-de-taxi-driver-767906498.asp"&gt;site do Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-708288283178130218?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/708288283178130218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=708288283178130218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/708288283178130218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/708288283178130218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/10/producao-obscura-de-scorcese-e-doc.html' title='Produção obscura de Scorcese e doc sobre o filme são dobradinha do Festival*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO8ZfvnBWI/AAAAAAAAAj0/qARdgOjRX7o/s72-c/american_boy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3705964142925181362</id><published>2009-10-03T09:00:00.002-03:00</published><updated>2009-10-12T20:40:59.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival do Rio 2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Fátima Toledo e o 'ser ou não ser' diretora de cinema</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO7HhtjZmI/AAAAAAAAAjk/NCtw21J36hw/s1600-h/fatima_toledo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO7HhtjZmI/AAAAAAAAAjk/NCtw21J36hw/s320/fatima_toledo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391858916875527778" /&gt;&lt;/a&gt;Um matador de aluguel doente é contratado para matar uma prostituta fugindo do marido e os dois se apaixonam. A sinopse de "O príncipe encantado', curta dirigido por Sérgio Machado e pela preparadora de elenco Fátima Toledo, tem traços que se adequam com perfeição ao método de trabalho de Fátima, marcado por filmes como "Tropa de elite" e "Cidade de Deus". Seu mérito, idolatrado por alguns, criticado por outros, é fazer com que os atores se entreguem ao papel a que se prestam e, graças a um elaborado processo estimulado por ela, consigam dar verdade à interpretação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estreante atrás das câmeras, Fátima conversou com o site do GLOBO sobre as diferenças entre treinar e dirigir e explicou por que ainda se considera mais "uma preparadora de elenco". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="'http://www.oglobo.com.br/cultura/video/2009/14803"&gt;Assista a um trecho do curta de Fátima Toledo e Sergio Machado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda estou me introduzindo no universo de direção. Antes do meu longa, estou fazendo curtas e aprendendo muito. Como preparadora, olho muito os atores, mas na direção tenho que ver o todo. Estou tendo dificuldade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal delas é se desapegar da função até então exercida. No novo curta - que será exibido até segunda-feira dentro da Première Brasil (veja horários abaixo) -, ela e Machado convidaram outro preparador de elenco - o ex-assistente de Fátima, Michel Dubret - para a tarefa de preparar os atores. No início, ela ficou "divididinha" em aceitar a ideia de outra pessoa fazendo seu trabalho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misturando atores com níveis diferentes de experiência, o curta tem um personagem feito por um não-ator. Além disso, aparecem prostitutas que trabalhavam na casa usada como locação. E quem a preparadora/diretora prefere em seus filmes: os profissionais ou os que nunca trabalharam com interpretação? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero dirigir quem se entrega de verdade, sem distinção da experiência da pessoa. Alguns atores têm um tempo de resistência maior para entrar no personagem, o que faz a gente perder um tempo enorme para quebrar essa resistência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atores ou não, aqueles que passam pela mão de Fátima, seja nos elencos em que ela prepara, ou nos cursos que ela dá em sua escola na Vila Mariana, em São Paulo, são submetidos a experiências limites, fundamentais, segundo ela, para que se chegue à verdade do que está vivendo, e não a uma "mera" atuação. Criticado por alguns diretores e atores, seu método teve início em 1980 com "Pixote, a lei do mais fraco", de Hector Babenco. De lá até "Quincas Berro D'água", o último filme, também de Sérgio Machado, cujo elenco treinou, Fátima teve parcerias com grandes nomes, como Fernando Meirelles ("Cidade de Deus") e Walter Salles ("Central do Brasil" e "Linha de passe"). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo do personagem Capitão Nascimento em "Tropa..." é clássico da dureza de seu trabalho. Wagner Moura protagonizou uma dessas "situações limite". Em uma das sessões de preparação, Fátima pediu ao capitão do Bope Paulo Storani que falasse mal da família de Wagner. Ao ver seus parentes serem atacados, o ator acabou partindo para cima do policial e quebrou seu nariz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com "Quincas...", pôde levar seus exercícios à comédia, gênero com que até então não havia trabalhado. Para alguém acostumado a buscar as "angústias, abismos e lados sombrios" das pessoas, material rico para intrepretações em dramas, achar o ritmo e o tempo do humor foi desafiador: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É um filme diferente da linha em que estou acostumada a desenvolver. Foi maravilhoso. Descobri coisas incríveis trabalhando nesse último filme do Sérgio. A verdade que busco pode estar em qualquer gênero e eu trabalho para vestir essa verdade no personagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira experiência, que em breve será ampliada para um longa, foi enriquecedora também para o olhar de Fátima como preparadora. Agora, ela acredita estar apta para trabalhar com mais rapidez, inclusive em filmes de baixo orçamento, quando o prazo que tempara afiar o elenco é reduzido. A objetividade e o "saber ir ao ponto", por exemplo, características essenciais ao diretor quando reúne toda a equipe e liga a câmera, foram duas aptidões conquistadas com o curta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome provisório do longa é "Sobre a verdade". Em fase de captação e programado para começar a ser rodado no segundo semestre de 2010, o filme discutirá o absurdo da acusação irresponsável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje, quando há uma acusação, logo outras 10 mil pessoas estão em cima do acusado, sem noção do que estão fazendo. A dor de cada um é projetada para arrebentar com o outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO7SKdZnXI/AAAAAAAAAjs/J-3WnSYmocg/s1600-h/principe.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO7SKdZnXI/AAAAAAAAAjs/J-3WnSYmocg/s320/principe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391859099612323186" /&gt;&lt;/a&gt;Fora a direção (a cena ao lado é de divulgação do curta), Fátima não faz planos para se espraiar por outras funções no set. Roteiro, por exemplo, ela acha que não conseguiria escrever, por só se considerar capaz de "sentir o filme" quando ele já está em execução: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vejo os atores e começo a ver o filme, começo a descobrir e a me identificar. No papel, consigo ver a história, a dramaturgia, mas o personagem só me comove no papel. Quando vejo os olhos do ator, isso me dá mais direções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Publicado originalmente &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/festivaldorio2009/mat/2009/10/02/ainda-me-considero-preparadora-de-elenco-diz-fatima-toledo-agora-tambem-diretora-de-cinema-767883823.asp"&gt;no site do Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3705964142925181362?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3705964142925181362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3705964142925181362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3705964142925181362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3705964142925181362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/10/ainda-me-considero-preparadora-de.html' title='Fátima Toledo e o &apos;ser ou não ser&apos; diretora de cinema'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO7HhtjZmI/AAAAAAAAAjk/NCtw21J36hw/s72-c/fatima_toledo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8785236649113166475</id><published>2009-10-02T10:00:00.001-03:00</published><updated>2009-10-12T20:13:20.008-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival do Rio 2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes plásticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Artes plásticas ganham a tela do Festival</title><content type='html'>Da arquitetura moderna à arte contemporânea, passando pelo Naif: diferentes mostras do Festival do Rio oferecem um variado cardápio de filmes com temática ligada às artes plásticas. "Reidy: a construção da utopia" e "Cildo", ambos documentários brasileiros, e o longa de ficção "Seraphine", parceria entre França e Bélgica, são as três obras responsáveis por, a reboque dos tradicionais filmes sobre música sempre presentes no evento, ampliar o leque metalinguístico da programação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO3QsHFKeI/AAAAAAAAAik/Ab7PVgippCw/s1600-h/cildo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO3QsHFKeI/AAAAAAAAAik/Ab7PVgippCw/s320/cildo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391854676239264226" /&gt;&lt;/a&gt;O primeiro a estrear foi "Cildo" (ao lado, cena de divulgação), documentário dirigido por Gustavo Rosa de Moura que faz um mergulho sensorial na obra de Cildo Meireles, um dos artistas brasileiros com maior prestígio no exterior. Fundamental para a cena artística contemporânea do país desde os anos 70, Meireles já foi exposto na Tate Modern e sempre é lembrado como dono de um universo criativo que consegue unir política e discussão estética com grande habilidade. O filme é conduzido por entrevistas do próprio artista, que fala e reflete sobre suas obras e ideias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta quinta-feira, o segundo da lista chegou às telas do Festival: "Reidy - A construção da Utopia" (ao lado, em cena de divulgação), sobre o arquiteto Afonso Reidy.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO3dBQLxaI/AAAAAAAAAis/Nq0yIgh5TDk/s1600-h/reidy.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO3dBQLxaI/AAAAAAAAAis/Nq0yIgh5TDk/s320/reidy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391854888073020834" /&gt;&lt;/a&gt;  Pioneiro da introdução da arquitetura moderna no Brasil, Reidy teve sua vida a obra transformada em documentário pelas mãos de Ana Maria Magalhães, sobrinha de sua mulher, a intelectual Carmem Pontinho. Defensor de uma arquitetura de traços simples e puros, evidenciados hoje no Aterro do Flamengo, projeto em que teve participação, e no Museu de Arte Moderna, que desenhou em 1954, Reidy tem uma concepção humanista sobre sua arte, perspectiva que a diretora procurou retratar no longa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Poucas profissões exercem igual fascínio. Reúnem em si duas atividades aparentemente antagônicas, mas que se completam: a poesia e a construção", diz o narrador do vídeo promocional do documentário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mistura de depoimentos do urbanista Lúcio Costa e de diversos outros grandes nomes da arquitetura brasileira, como Paulo Mendes da Rocha, com imagens das criações de Reidy foram os pontos altos da primeira exibição do documentário, nesta quinta-feira, na Première Brasil Retratos, no Cine Odeon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO3x1lQSrI/AAAAAAAAAi0/WV86EI1pnpI/s1600-h/seraphine.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO3x1lQSrI/AAAAAAAAAi0/WV86EI1pnpI/s320/seraphine.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391855245717424818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já o drama franco-belga "Séraphine" (acima, em cena de divulgação), de Martin Provost, chega com a pompa de ter faturado este ano sete César (o Oscar francês), incluindo o de Melhor Filme. O longa narra a extraordinária vida da francesa Seraphine de Senlis, mulher nascida em 1864 que foi pastora e dona de casa antes de se transformar em pintora e submergir-se na loucura. A produção, parte da mostra Expectativa, tem sua primeira sessão marcada para segunda-feira (05/10), no Estação Vivo Gávea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Publicado originalmente &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/festivaldorio2009/mat/2009/10/01/de-cildo-meireles-afonso-reidy-as-artes-plasticas-ganham-espaco-no-festival-767877273.asp"&gt;no site do Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8785236649113166475?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8785236649113166475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8785236649113166475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8785236649113166475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8785236649113166475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/10/artes-plasticas-ganham-tela-do-festival.html' title='Artes plásticas ganham a tela do Festival'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO3QsHFKeI/AAAAAAAAAik/Ab7PVgippCw/s72-c/cildo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8835538665615185511</id><published>2009-10-01T12:01:00.006-03:00</published><updated>2009-10-02T00:35:16.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Todos falam sobre Chico</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;"O jeito, no momento, é ver a banda passar, cantando coisas de amor. Pois de amor andamos todos precisados, em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente. Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O trecho é a abertura de uma crônica sobre Chico Buarque, de outubro de 1966, escrita por Carlos Drummond de Andrade e publicada no extinto jornal carioca "Correio da Manhã". Encontrei a preciosidade por acaso, no fim desta manhã de quinta-feira, 1 de outubro de 2009. Tento me lembrar agora como cheguei ao texto, mas os neurônios desapareceram e não consigo saber. Bom, o fato é que descobri essa página do &lt;a href="http://www.chicobuarque.com.br"&gt;site oficial do Chico&lt;/a&gt;, que condensa diversos textos publicados sobre ele, sendo o primeiro este de Drummond e o último um da "Folha de S. Paulo", de julho deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um e outro, ainda há outras maravilhas para buarquemaníacos como eu. Que tal um texto de Clarice Lispector? Ou Sergio Buarque de Hollanda falando do filho? Tem ainda Mário Prata decifrando o personagem Julinho de Adelaide, criado por Chico para driblar a ditadura, e diversos textos especiais feitos para comemorar seus 60 anos em 2004 (inclusive os de um maravilhoso especial que o JB fez, no Caderno B).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chicobuarque.com.br/texto/menu_opartigos.htm"&gt;Dê um pulo lá&lt;/a&gt;, nem que seja para passar outubro inteiro lendo sobre Chico Buarque. "Pois de amor andamos todos precisados".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8835538665615185511?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8835538665615185511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8835538665615185511&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8835538665615185511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8835538665615185511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/10/todos-falam-sobre-chico.html' title='Todos falam sobre Chico'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-5594304049480361747</id><published>2009-09-30T23:30:00.000-03:00</published><updated>2009-10-12T20:42:01.568-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival do Rio 2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Chacretes e calouros transformam Festival do Rio numa imensa 'Discoteca do Chacrinha'*</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO4tJ5bVLI/AAAAAAAAAi8/Fs-k5r_b79g/s1600-h/chacrinha.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 128px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO4tJ5bVLI/AAAAAAAAAi8/Fs-k5r_b79g/s200/chacrinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391856264783025330" /&gt;&lt;/a&gt;Esqueça os cinéfilos e suas roupas moderninhas, os diretores e suas discussões cult, os atores e seus deslumbres com fotógrafos e fãs. Nesta quarta-feira, a Première Brasil do Festival do Rio só teve um dono, ou melhor, algumas donas. Rita Cadillac, Fátima Boa Viagem, Vera Furacão, Cabocla Jurema, Regina Polivalente e outras ex-chacretes desapropriaram o tapete vermelho do Cine Odeon para assistir à primeira exibição em terra carioca de "Alô, alô, Terezinha", documentário de Nelson Hoineff sobre o apresentador Chacrinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO4z1g8P9I/AAAAAAAAAjE/JuivluTdVsI/s1600-h/chacretes.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 128px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO4z1g8P9I/AAAAAAAAAjE/JuivluTdVsI/s200/chacretes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391856379570700242" /&gt;&lt;/a&gt;Numa noite de lágrimas, críticas e risos, muitos risos, Cadillac e sua turma transformaram os dois andares do Odeon em um auditório chacrinesco, tão divertido quanto as quartas-feiras de quase quarenta anos atrás, quando a tradicional "Discoteca do Chacrinha" plugava os brasileiros nos lançamentos do showbizz da música e tornava mais palatável a semana dos milhões grudados em frente à TV.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá-tá-tá-Ritááá Cadillac! - berrou Fátima Boa Viagem ao descobrir que a enorme loura ao seu lado era a ex-colega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querida! Que bom te ver! Ah, se você soubesse como é bom - sussurrou Rita, lembrando que as duas não se viam desde 1983. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roda, roda, roda e avisa que, fora os sorrisos, beijinhos e abraços, nenhuma quis comentar, pelo menos antes do filme, os polêmicos e debatidos trechos em que as ex-chacretes Índia Potira e Loira Sinistra dizem já ter feito programa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prefiro não comentar - brincavam, saindo pela tangente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO5W55e0uI/AAAAAAAAAjc/BtKdJstTwKo/s1600-h/rita.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 128px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO5W55e0uI/AAAAAAAAAjc/BtKdJstTwKo/s200/rita.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391856982042792674" /&gt;&lt;/a&gt;Cadillac (ao lado, em cena de divulgação do filme), todo-poderosa, prometia fazer um comentário no fim da sessão. Depois de gastar litros de lágrimas durante a exibição, preferiu economia nas palavras: &lt;br /&gt;- Gostei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Regina Polivalente, embora com olhar sério e cuidado ao escolher cada palavra, foi um pouco além na avaliação sobre a polêmica: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que cada uma seguiu o seu caminho. O filme mostrou isso. Foram escolhas diferentes e hoje, anos depois, cada uma sabe de si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com preocupações mais amenas, Lílian Martins, caloura que venceu uma das tardes de sábado do "Cassino do Chacrinha", em 1987, lembrou que a única crítica que recebeu foi do mítico jurado mal-humorado Edson Santana, que desancava os competidores: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele disse que eu era muito bonitinha, mas tinha desafinado. Mas que fique bem claro: eu nunca recebi buzina! - disse, ao lado de outro calouro, Manoel de Jesus, este buzinado em vários sábados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO48DihiEI/AAAAAAAAAjM/MNTWEMNmAFo/s1600-h/elke.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 128px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO48DihiEI/AAAAAAAAAjM/MNTWEMNmAFo/s200/elke.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391856520774387778" /&gt;&lt;/a&gt;Quem não chegou despercebida, é claro, foi Elke Maravilha, outra jurada de carteirinha dos sábados do apresentador. Em um exuberante vestido de lã roxa e com os cachos louros e grossos de sempre, Elke salpicava beijos de batom vermelho e cumprimentos carinhosos ("Oi, criança, tudo bem?"):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando penso no Chacrinha, o que vem à minha cabeça é a sua brasilidade. Aquele sim era um brasileiro! - derramava-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO5IKCGdFI/AAAAAAAAAjU/V7pzxk-hgbk/s1600-h/biafra.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 128px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO5IKCGdFI/AAAAAAAAAjU/V7pzxk-hgbk/s200/biafra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391856728675873874" /&gt;&lt;/a&gt;No segundo andar do Odeon, tomando uma água mineral no restaurante, o cantor Byafra (desde 1998, ele trocou o "i" pelo "y" para evitar aparecer na mesma página da guerra civil nigeriana nos sites de busca) preferia o recolhimento à confusão do tapete vermelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o trecho de "Alô, alô, Terezinha" que virou febre na internet - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5mF-s6jCBHc"&gt;a cena mostra o cantor sendo atingido por um parapente&lt;/a&gt; enquanto cantava seu sucesso "Sonho de Ícaro" , próximo ao Museu de Arte Contemporânea, em Niterói -, ele manteve o humor: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Teve mão do Chacrinha naquilo ali. Tenho certeza que foi ele quem empurrou o parapente em mim (risos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emocionado no fim da sessão, a quarta a que assistiu, Leleco Barbosa, filho de Chacrinha e diretor do programa do pai durante anos, misturava choro e riso no esforço para defini-lo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele era indirigível. Eu dirigia o programa, pois fazer isso com ele era impossível. Mas, lá em casa, Dona Florinda (mulher do apresentador e mãe de Leleco) conseguia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calouros, jurados, chacretes, filhos e pessoas da produção do documentário atravessaram a rua, depois da exibição, para, ao som do "Terezinhaaaa!" e de outros bordões de Chacrinha, lembrar no Passeio Público Café o aniversário do apresentador, que seria comemorado neste 30 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Publicado originalmente &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/festivaldorio2009/mat/2009/09/30/chacretes-calouros-transformam-festival-do-rio-numa-imensa-discoteca-do-chacrinha-767856578.asp"&gt;no site do Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-5594304049480361747?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/5594304049480361747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=5594304049480361747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5594304049480361747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5594304049480361747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/10/chacretes-e-calouros-transformam.html' title='Chacretes e calouros transformam Festival do Rio numa imensa &apos;Discoteca do Chacrinha&apos;*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/StO4tJ5bVLI/AAAAAAAAAi8/Fs-k5r_b79g/s72-c/chacrinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-2697340562761452940</id><published>2009-09-28T14:13:00.004-03:00</published><updated>2009-09-28T14:23:54.291-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival do Rio 2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A cena experimental de Jorgen Leth*</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SsDxGLBZP4I/AAAAAAAAAiU/RDGXDFmYV6U/s1600-h/labakiejorgen.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SsDxGLBZP4I/AAAAAAAAAiU/RDGXDFmYV6U/s320/labakiejorgen.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386570242675261314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um nome com o mesmo peso para o cinedocumentário que o do russo Dziga Vertov. É assim que Amir Labaki, crítico de cinema e diretor do festival É Tudo Verdade, define o dinamarquês Jorgen Leth (na foto acima, à esquerda, com Amir Labaki), cuja obra e pensamento são protagonistas de seu "27 cenas sobre Jorgen Leth", que estreia neste domingo no Festival do Rio. Em 45 anos de atividade, realizando seu 45º filme, Leth é respeitado pelos curtas conceituais, ensaios antropológicos, filmes de esporte, retrato e diários de viagem que rodou, procurando sempre experimentar a linguagem, ousando tanto do ponto de vista estrutural quanto da concepção sobre o que é ou não documentário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de trazer Leth ao Brasil para participar de Master Classes em São Paulo e no Rio de Janeiro, quando colheu um depoimento biográfico do diretor, Labaki ouviu do próprio que poucos tinham entendido sua obra como ele: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando pensei em fazer o filme, decidi que não queria uma simples biografia, pois empobreceria o cineasta experimental que ele é. Foi aí que veio à minha cabeça o "66 cenas sobre a América", um filme dele, fragmentado e assindético, que buscou retratar a alma americana no começo dos anos 80. Decidi intercalar trechos de curtas e longas do Jorgen com imagens do depoimento - explica Labaki, cuja primeira experiência como diretor foi o curta "Um intelectual no cinema - Eduardo Escorel" e faz sua estreia em longas-metragens com o novo filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão de Labaki pelo cinema de Leth começou cerca de 15 anos atrás, quando assistiu justamente a "66 cenas sobre a América" e percebeu que estava diante de um excepcional cineasta. A certeza de que estava perante um mestre veio quando o crítico viu "The perfect human" (&lt;a href="http://video.aol.com/video-detail/the-perfect-human/2348749737"&gt;clique aqui para assistir ao filme&lt;/a&gt;) , o badalado curta conceitual que o dinamarquês concebeu nos anos 60, como contraponto ao cinema-verdade de Jean Rouch e outros. Em 12 minutos, o curta descreve de forma irônica seres humanos, debochando da pretensa possibilidade de se fazer um retrato da realidade ao calor da hora, o que Rouch tentava em filmes como "Crônica de um verão". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dentro de toda a obra de Leth, sem dúvida essa é a parte mais importante. Filmes como "The perfect human" e "Good and evil" mostram o grande homem de ruptura que ele é, um importante criador de linguagem, que entende ser possível retratar um mundo criado por você mesmo e chamar isso de documentário. Ele supera o limite entre ficção e realidade, ficção e documentário - ensina Labaki. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista estrutural, Leth também é muito inovador, com filmes que pouco se parecem entre si - apesar de serem quase 45. Segundo Labaki, ele rompe com o encadeamento lógico e dramático, uma herança, na opinião do crítico, da poesia contemporânea: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por também ser poeta, ele consegue transpor para o cinema a imensa liberdade formal que o poema dá. Consegue dar saltos, fazer com que o fim não seja previsível no início. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos experimentos não afetam de forma alguma o lado humanista do cinema de Leth. Labaki vê no dinamarquês um grande carinho pelos sentimentos humanos. Isso ficaria claro quando Leth corre o mundo filmando pessoas em seus diários de viagem ou ensaios antropológicos e mostra a relação entre essas pessoas e a relação delas pessoas com ele próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A presença dele nos filmes é sempre avassaladora. Está pessoalmente em corpo, carne e voz e não tem o menor pudor de assinar o discurso do documentário em primeira pessoa. A utopia desse gênero como pretensamente neutro é metralhada por ele. Leth chega e diz que o documentário é subjetivo e essa subjetividade é a dele - diz Labaki, que "fará de tudo" para estar em todas as sessões de exibição do filme no FestRio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Matéria publicada originalmente &lt;a href="http://www.oglobo.com.br"&gt;no site do Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-2697340562761452940?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/2697340562761452940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=2697340562761452940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2697340562761452940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2697340562761452940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/cena-experimental-de-jorgen-leth.html' title='A cena experimental de Jorgen Leth*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SsDxGLBZP4I/AAAAAAAAAiU/RDGXDFmYV6U/s72-c/labakiejorgen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8381642483248480438</id><published>2009-09-27T00:16:00.004-03:00</published><updated>2009-09-27T00:22:22.299-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival do Rio 2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Documentários no FestRio desvendam as várias facetas da crise econômica mundial*</title><content type='html'>Se o cinema não voltou as costas para a crise financeira, não seria a programação do Festival do Rio que o faria. Cinco documentários que estrearam a partir desta sexta-feira mostram diversas facetas do sistema que gerou a maior catástrofe econômica desde 1929. Sérios, divertidos, intelectualizados: há docs sobre a crise para todos os gostos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sr7aHCDoLcI/AAAAAAAAAiE/kX_OgC2C-G4/s1600-h/yesmen.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sr7aHCDoLcI/AAAAAAAAAiE/kX_OgC2C-G4/s320/yesmen.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385982018727718338" /&gt;&lt;/a&gt;O mais engraçado deles é "Os yes men consertam o mundo" (cartaz ao lado), com as performances satíricas de Andy Bichlbaum e Mike Bonanno, dois atores ativistas conhecidos como os "Yes men". A dupla ficou famosa por se fazer passar por empresários poderosos e criar situações ridicularizantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, por exemplo, distribuíram em Nova York um milhão de exemplares falsos do New York Times, com a manchete "Guerra do Iraque termina". No filme, presente na mostra Midnight Movies, eles mergulham fundo, de forma hilária, no debate sobre por que a sociedade delegou ao mercado a força para determinar os destinos do mundo. O filme recebeu o prêmio de público no Festival de Berlim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo da lista é o badalado "American casino", que será exibido na mostra Dox e mostra por que pessoas comuns foram as mais prejudicadas com a crise. Focando em um professor de colégio, um terapeuta e um pastor, o filme faz uma metáfora com a situação americana e a de um cassino. Os enganados seriam as fichas de aposta e os jogadores, as poderosas firmas de investimento. Com um olhar de jornalista investigativa, a diretora Leslie Cockburn e seu marido, Andrew Cockburn, parceiros também no projeto, intercalam imagens de vizinhanças inteiras sendo despejadas com incômodas confissões do outro lado da banca, como a do ex-presidente do Federal Reserve Alan Greespan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ótimas críticas nos Estados Unidos, o documentário também recebeu o aval de quem conhece a fundo o assunto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"'American Casino' é um forte e chocante olhar para o escândalo dos empréstimos subprime. Se você quer entender como o sistema financeiro americano falhou e como as companhias de hipoteca roubaram os pobres, veja esse filme", recomendou o vencedor do Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais teórico, o documentáro "O cerco neoliberal", em cartaz na mostra Dox, convida intelectuais como Noam Chomsky e Ignacio Romanet para discutir como os dogmas do neoliberalismo são fruto de uma intensa propaganda ideológica. Privatização, redução do papel do Estado, desregulamentação do mercado e outros conceitos defendidos por neoliberais são destrinchados pelo grupo, que defende a tese de que o "livre mercado" só serve para pôr a economia nas mãos da classe financeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro documentário de tese sobre a crise é "A doutrina de choque", adaptação do livro homônimo da ativista canadense Naomi Klein que faz parte da mostra Panorama do cinema mundial. Autora de outra obra queridinha dos movimentos antiglobalização, "Sem logo - a tirania das marcas em um planeta vendido", Naomi explica nesse trabalho o que entende como capitalismo-catástrofe, uma doutrina que demonstraria como governos e grandes empresas exploram a economia de países afetados por guerras ou desastres naturais. Para comprovar a teoria, Klein recorre no filme a materiais de arquivo e a entrevistas. O diretor é o prolífico Michael Winterbottom, de "Caminho para Guantánamo" e diversos outros títulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sr7Z3s5Xy6I/AAAAAAAAAh8/hQEM4oDovuo/s1600-h/vamosgnhar.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sr7Z3s5Xy6I/AAAAAAAAAh8/hQEM4oDovuo/s320/vamosgnhar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385981755349519266" /&gt;&lt;/a&gt;Mais uma pancada no capitalismo desenfreado vem pelas lentes do austríaco Erwin Wagenhofer, diretor de "Vamos ganhar dinheiro" (cena ao lado), que integra a novíssima mostra Meio ambiente. O documentário mostra como se dá a exploração de países subdesenvolvidos no mercado financeiro global, que corrompe o sistema financeiro. Outro ponto de vista do filme é o de que o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;neoliberalismo contribui para a manipulação política do livre comércio e do livre mercado, transferindo o controle da economia das mãos dos governos para investidores privados. Campos de algodão que se tornam desertos na África, fome na Ásia, América do Sul e África, o boom imobiliário na Espanha: o filme defende que o fluxo monetário global e a desregulamentação financeira criaram uma ameaça aos países em desenvolvimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;AMERICAN CASINO: SEX (25/9) 22h15 Estação Barra Point 2. SÁB (26/9) 20h Cine Glória. TER (29/9) 15h30 Espaço de Cinema 3. TER (29/9) 23h45 Espaço de Cinema 3. QUA (30/9) 13h10 Estação Vivo Gávea 5. QUA (30/9) 19h40 Estação Vivo Gávea 5. QUA (07/10) 14h30 Centro Cultural Justiça Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CERCO NEOLIBERAL: TER (06/10) 15h Instituto Moreira Salles. QUI (08/10) 19h Centro Cultural Justiça Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DOUTRINA DE CHOQUE: SEG (05/10) 14h Estação Botafogo 1. SEG (05/10) 20h Estação Botafogo 1. TER (06/10) 22h30 Estação Barra Point 2. QUA (07/10) 15h45 Estação Ipanema 2. QUA (07/10) 20h15 Estação Ipanema 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VAMOS GANHAR DINHEIRO: SEG (05/10) 15h45 Espaço de Cinema 3. SEG (05/10) 23h59 Espaço de Cinema 3. SEG (05/10) 15h45 Espaço de Cinema 3. QUA (07/10) 18h10 Estação Vivo Gávea 1. QUA (07/10) 22h30 Estação Vivo Gávea 1. QUI (08/10) 14h Estação Barra Point 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE YES MEN CONSERTAM O MUNDO: SEX (25/09) 17h Espaço de Cinema 2. SEX (25/09) 23h45 Espaço de Cinema 2. SÁB (26/09) 17h50 Estação Vivo Gávea 5. DOM (27/09) 16h15 Cine Glória. DOM (27/09) 20h Cine Glória. SEG (28/09) 22h30 Estação Barra Point 2.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Matéria publicada originalmente &lt;a href="http://www.oglobo.com.br"&gt;no site do Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8381642483248480438?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8381642483248480438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8381642483248480438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8381642483248480438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8381642483248480438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/documentarios-no-festrio-desvendam-as.html' title='Documentários no FestRio desvendam as várias facetas da crise econômica mundial*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sr7aHCDoLcI/AAAAAAAAAiE/kX_OgC2C-G4/s72-c/yesmen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3300498509990040671</id><published>2009-09-25T18:34:00.004-03:00</published><updated>2009-09-25T18:40:06.041-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival do Rio 2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Não se afobe: os filmes do Festival que em breve vão estrear*</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sr04huyq4_I/AAAAAAAAAhs/C9sClV73Sd0/s1600-h/bastardosing.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sr04huyq4_I/AAAAAAAAAhs/C9sClV73Sd0/s200/bastardosing.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385522881552376818" /&gt;&lt;/a&gt;Não se afobe, não, você que está desesperado atrás dos concorridos ingressos do Festival do Rio. Logo no primeiro fim de semana depois do evento já começarão a estrear muitos dos ora disputados longas. As estreias com data marcada estão em várias das mostras e já poderão ser vistas a partir do dia 9 de outubro no circuito exibidor normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse dia que chegará às telas brasileiras "Bastardos inglórios" (cena do filme acima), de Quentin Tarantino, com Brad Pitt à frente de um grupo de soldados judeus americanos que tem a missão de espalhar o terror pelo Terceiro Reich, em plena Segunda Guerra Mundial. No mesmo fim de semana, outro filme histórico estreia. É "Che 2 - A guerrilha", o segundo de Steven Soderbergh sobre o revolucionário argentino. O terceiro do Festival do Rio a estrear é o documentário "Hebert de perto", dos brasileiros Roberto Berliner e Pedro Bronz, sobre o líder do Paralamas do Sucesso, Herbert Viana. Na mesma sexta, ainda chega às telas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira seguinte, 16 de outubro, outro filme de Soderbergh será lançado. É "O desinformante", com Matt Damon estrelando uma trama que mistura política e espionagem. O mexicano "Arranca-me a vida" também chegará às salas de cinema nesse fim semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 23 de outubro, é a vez do badalado "Distrito 9", em que um agente do governo americano se empenha em ajudar uma raça de extraterrestres forçada a viver em áreas isoladas na Terra. Sucesso nos Estados Unidos, o longa de ficção científica está na mostra Panorama do cinema mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cereja do bolo de filmes sobre moda no Festival do Rio 2009, "Coco antes de Chanel" estreia no dia 30, última sexta-feira de outubro. Dirigido por Anne Fontaine, a obra é uma cinebiografia da estilista francesa Coco Chanel. O também esperado "Alô, alô, Terezinha", de Nelson Hoineff, documentário sobre a vida de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, estreia no mesmo dia. No mesmo fim de semana, chegam ao circuito comercial "Um namorado para minha esposa" e o trash "Matadores de vampiras lésbicas", em cartaz na mostra Midnight movies. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veja outros filmes do Festival que também estão com estreia prevista no Brasil:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Os vigaristas" - 09/10 &lt;br /&gt;- "Flordelis - basta uma palavra pra mudar" - 09/10 &lt;br /&gt;- "O caçador - 16/10 &lt;br /&gt;- "Os famosos e os duendes da morte", de Esmir filho - 06/11&lt;br /&gt;- "Maradona", de Emir Kusturica - 06/11 &lt;br /&gt;- "Panique au village" - 06/11 &lt;br /&gt;- "Aconteceu em Woodstotck" - 13/11 &lt;br /&gt;- "500 dias com ela" - 13/11 &lt;br /&gt;- "Abraços partidos" - 20/11 &lt;br /&gt;- "Cidadão Boilesen" - 27/11 &lt;br /&gt;- "Julie &amp; Julia" - 27/11 &lt;br /&gt;- "Coco" - novembro, sem data marcada &lt;br /&gt;- "London River" - novembro, sem data marcada &lt;br /&gt;- "Human Zoo" - novembro, sem data marcada &lt;br /&gt;- "Black Dynamite" - novembro, sem data marcada &lt;br /&gt;- "Nova York, eu te amo" - novembro, sem data marcada &lt;br /&gt;- "Hotel Atlântico" - 11/12 &lt;br /&gt;- "Soul Power" - 11/12 &lt;br /&gt;- "Embarque imediato" - 11/12 &lt;br /&gt;- "Distante, nós vamos" - 18/12 &lt;br /&gt;- "Olhos azuis" - 12/03 &lt;br /&gt;- "Histórias de amor duram apenas 90 minutos" - março, sem data marcada &lt;br /&gt;- "Sonhos roubados" - 07/05 &lt;br /&gt;- "A batalha dos três reinos" - maio, sem data marcada &lt;br /&gt;- "Corações em conflito" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Inversão" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Ricky" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Tokyo!" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Tyson" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "The burning plain" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "The messenger" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "A pequenina" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Fas-moi plaisir" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Corações em conflito" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "A fita branca" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Les herbes folles" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Partir" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Politist, adjectiv" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "The time that remains" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "About Elly" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Polytechnique" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Caro Francis" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Insolação" - comprado, mas sem data marcada &lt;br /&gt;- "Aquario - fish tank" - comprado, mas sem data marcada&lt;br /&gt;- "Amreeka" - comprado, mas sem data marcada&lt;br /&gt;- "Amor extremo" - comprado, mas sem data marcada&lt;br /&gt;- "Antes que o mundo acabe" - comprado, mas sem data marcada&lt;br /&gt;- "Bad lieutenant: Port of Call New Orleans" - comprado, mas sem data marcada&lt;br /&gt;- "Bellini e o demônio" - comprado, mas sem data marcada&lt;br /&gt;- "Confusões em família" - comprado, mas sem data marcada&lt;br /&gt;- "Five minutes of heaven" - comprado, mas sem data marcada&lt;br /&gt;- "Hachi" - comprado, mas sem data marcada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Matéria publicada originalmente &lt;a href="http://www.oglobo.com.br"&gt;no site do Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3300498509990040671?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3300498509990040671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3300498509990040671&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3300498509990040671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3300498509990040671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/nao-se-afobe-os-filmes-do-festival-que.html' title='Não se afobe: os filmes do Festival que em breve vão estrear*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sr04huyq4_I/AAAAAAAAAhs/C9sClV73Sd0/s72-c/bastardosing.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4479011185526850499</id><published>2009-09-18T23:39:00.000-03:00</published><updated>2009-09-24T23:42:52.586-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bienal 2009'/><title type='text'>De Stratford-upon-Avon para o Morumbi*</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Srwt-FnhRlI/AAAAAAAAAhc/9v4RgJF0HWk/s1600-h/walcyr_divuga.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Srwt-FnhRlI/AAAAAAAAAhc/9v4RgJF0HWk/s320/walcyr_divuga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385229799111345746" /&gt;&lt;/a&gt;Nunca antes na história deste país, Stratford-upon-Avon e o Morumbi estiveram tão próximos. A aproximação entre a cidade natal de Shakespeare e o bairro paulistano onde mora o dramaturgo e autor de novelas Walcyr Carrasco teve seu ponto alto nesta semana, com o lançamento na Bienal da nova tradução, feita por Walcyr, de uma das mais conhecidas comédias do Bardo, a divertida “A megera domada”. Voltado para o público infanto-juvenil, o título, da Editora FTD, tem caprichadas ilustrações de Anna Anjos e mantém na íntegra a trama original, preservando a coloquialidade do texto shakespeariano, menos presente, na opinião do escritor, em traduções anteriores. A trama gira em torno da guerra dos sexos, personificada pelas divertidas brigas da irascível Catarina, a megera, com o nobre falido Petrúquio. O ponto de partida é a exigência do pai da moça de que, para ceder a mão de sua filha mais jovem, a doce Bianca, a algum pretendente, tem que casar primeiro sua filha mais velha, Catarina. Ao saber da procura do rico pai por um noivo para a megera, Petrúquio se candidata ao posto, recusado por diversos candidatos, devido ao temperamento da megera. Apaixonado pela obra, que já lhe serviu de inspiração para escrever a novela “O cravo e a rosa”, em 1997, Walcyr (acima, durante lançamento na Bienal/foto de divulgação) conversou com o blog sobre o lançamento e a importância da tradução para sua formação como escritor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você tem ideia de quantas vezes já leu “A megera domada”? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ih, já perdi a conta há muito tempo. Na época da novela, tinha que ler muito, até porque adaptei cenas inteiras da Catarina e do Petrúquio. O livro é decorrência do meu amor pela peça. O que eu tirei foram algumas referências históricas difíceis de serem entendidas num primeiro momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o quê? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em um trecho, por exemplo, a tradução literal ficaria em algo como “Catarina deveria ir para a carroça”. Quando fui estudar, vi que, naquela época, a mulher que ia ser castigada com chicotadas era colocada numa carroça para ser levada ao lugar do castigo. Traduzi simplesmente que Catarina deveria ser castigada. Também tirei duas piadas um pouco mais pesadas. Numa das últimas cenas, a Catarina conversa com a viúva (personagem da peça) e seu marido. É dito algo como: “Cuidado que a Catarina vai ficar por cima da viúva”. O marido, então, responde: “Quem tinha de ficar por cima dela sou eu e hoje à noite”. Isso é um pouco pesado para o público infanto-juvenil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se fosse para o público adulto, você faria a tradução muito diferente? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não, pelo menos na linguagem. Tirando esse corte de piada mais pesada, ficaria quase tudo igual. O que foi pensado especialmente para esse livro foi o esforço, que até pedi que ficasse sugerido nas ilustrações, para que a criança ou o jovem não se prendam a nenhuma dificuldade para montar o texto. Ele pode ser montado em casa ou na sala de aula. Em teatro, o que vale é estimular a imaginação. E é um texto que dá para o jovem entender perfeitamente e montar de diferentes maneiras. Não precisa enlouquecer. Para o público adulto, aí sim, seria uma montagem mais densa, com um palco rodando... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você gosta de lidar com arquétipos, não é? Uma de suas últimas novelas, “Sete pecados”, se inspirou no Dante de “A divina comédia”, não foi? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que todo autor se inspira em arquétipos, mas a diferença é que eu assumo. Eles fazem parte da cultura universal, são histórias clássicas. A Catarina e o Petrúquio são um casal assim. O autor cria, mas está sempre conversando com a cultura clássica. Você estará sempre conversando com os contos de fada, por exemplo. As estruturas dos personagens da Catarina e do Petrúquio são fantásticas. Em “O cravo e a rosa”, a adaptação ficou ótima. Ele é o herói que chega e diz que casa com ela por interesse. Joga limpo, fala que quer mesmo é casar bem. E ela também joga limpo em relação aos interesses dela. Só depois se tornam um casal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traduzir ajuda você a escrever melhor? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida. Com a tradução, aprendo uma barbaridade. Ao ter que traduzir Shakespeare, é como se tivesse que entender a forma como ele pensou. É como se tivesse que pensar do mesmo jeito que ele pensaria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto publicado originalmente &lt;a href="http://www.oglobo.com.br"&gt;no jornal O Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4479011185526850499?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4479011185526850499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4479011185526850499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4479011185526850499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4479011185526850499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/de-stratford-upon-avon-para-o-morumbi.html' title='De Stratford-upon-Avon para o Morumbi*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Srwt-FnhRlI/AAAAAAAAAhc/9v4RgJF0HWk/s72-c/walcyr_divuga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3870151865789836256</id><published>2009-09-18T23:37:00.001-03:00</published><updated>2009-09-24T23:44:08.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bienal 2009'/><title type='text'>Silviano Santiago e a vida literária*</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SrwtVirO7yI/AAAAAAAAAhU/rlTaxuHQ4Og/s1600-h/silvianosantigado.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SrwtVirO7yI/AAAAAAAAAhU/rlTaxuHQ4Og/s320/silvianosantigado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385229102536912674" /&gt;&lt;/a&gt;"Deus não quer que eu escreva, mas eu sei que devo escrever". A frase de Kafka, epígrafe de “Stella Manhattan”, um dos mais conhecidos e elogiados romances de Silviano Santiago, talvez seja a que ilustre com perfeição o comprometimento do escritor com a literatura. Professor, crítico, ensaísta, romancista, poeta e contista, a multiplicidade de Silviano (ao lado, em foto de Marco Antônio Teixeira) está não só nos ofícios que exerce, como também em sua literatura e nas opiniões que generosamente oferece a seus alunos e leitores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À espera da hora certa para se dirigir ao Café Literário, onde participaria na quinta-feira passada da mesa “Dialogando gerações: vida literária ontem e hoje”, ao lado dos jovens escritores João Paulo Cuenca e Tatiana Salem-Levy, Silviano compartilhou comigo parte de suas crenças sobre as diferenças entre passado e presente no que se convencionou chamar de “vida literária”. Finalista da categoria Romance do Prêmio Jabuti 2009, ao lado de jovens como Carola Saavedra e Daniel Galera, ele prefere não citar nenhum nome, mas garante que tem muita gente boa na cena atual. Mas também muita gente perdida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resistência em citar nomes tem outra explicação além de sua natural polidez. Aos 72 anos, ele chama a atenção sobre a importância de escritores mais velhos não terem a ilusão que vão influenciar a próxima geração: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As regras do jogo são outras e os escritores mais antigos, como eu, devem entender que os sucessores não serão necessariamente melhores ou piores que nós. O que eles terão que fazer, isso sim, é, dentro desse novo código, fazer textos com força e beleza. Eu, por exemplo, estou aprendendo essas novas regras, porque sou um escritor que, como o Drummond, gosto de aprender e de me adaptar a diferentes gerações. Cada livro que escrevo é diferente do anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Silviano, a principal mudança foi justamente nessa "tal vida literária". A começar pela própria definição sobre o que ela seria. Os escritores tinham, segundo ele, uma vida artística, o que significa algo muito mais amplo. Ao chegar em Belo Horizonte, em 1948, depois que saiu de Formiga, onde nasceu, o escritor convivia na escola com gente de diversos campos, como Ezequiel Neves, que mais tarde se tornaria um produtor musical chave da cena artística brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tive ligações com diversos campos artísticos. Por volta dos meus 18 anos, comecei a participar do clube de cinema, o Centro de Estudos Cinematográficos, da famosa “Revista de cinema”, influenciadora da obra do Glauber, e também passei a escrever crítica em “O Diário Católico” e no “Estado de Minas”. Também traduzi Beckett em 1957 e sempre gostei de artes plásticas. Ou seja: tinha uma vivência em outros campos, o que, é importante dizer, não é melhor nem pior. Só é diferente do que ocorre atualmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cauteloso em qualquer julgamento, Silviano acredita que os jovens escritores vivem mais isolados, “perdidos com os próprios umbigos”. Para ele, a vida de um novato de sua época era muito mais estimulante do que a atual. Esse convívio com artistas de áreas diversas, explica, estimulava a construção de um pensamento artístico comum: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem vai compor com o João Gilberto Noll uma mesma cena literária nos anos 80? Ninguém, pois essa cena comum não existe, não havia nada que agregasse. Nos anos 60 e 70, o espaço literário havia crescido, mas não estimulado pela própria literatura, mas sim pela necessidade política. Quando conquistamos a liberdade, descobre-se que há um vazio. Não há nada em comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, como reflexo das mudanças na própria sociedade, ele acredita que outra grande característica de quem está começando é a permanente busca por se tornar um profissional, por aparecer e ter a certeza de que poderá “sobreviver de literatura”, o que, para ele, leva obrigatoriamente à busca pelo sucesso comercial. Exemplo? O zelo excessivo que essa nova geração tem em formar uma imagem. Trabalhar essa imagem profissional se torna, para Silviano, cada vez mais imperativo aos jovens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da conversa, sem resvalar no maniqueísmo, outras comparações vão surgindo. Entre os escritores novos e os da sua geração, qual deles eram/são mais românticos? Silviano aposta que hoje se é mais romântico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Éramos diletantes. Não acreditávamos na possibilidade de se alcançar esse sucesso, éramos mais realistas. Quando você é diletante, você pode se dar ao luxo de ser debochado. O que é o Ezequiel Neves? Ele não se leva a sério. É o deboche em pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era mais livre na forma? “Depende”, explica. Hoje, ele enxerga pouca aventura na frase, pouca liberdade no parágrafo, muito gesso nesse tempero. Já na estrutura do texto como um todo, ele acha que a geração atual está dando conta do recado. Há inovação sim, garante, mas também há perigo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O risco disso é termos, a longo prazo, uma literatura pasteurizada, como acabou acontecendo com a francesa. O texto francês hoje não tem mais o &lt;em&gt;glissement&lt;/em&gt; (deslize) tão necessário para a renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Publicado originalmente &lt;a href="http://www.oglobo.com.br"&gt;no jornal O Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3870151865789836256?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3870151865789836256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3870151865789836256&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3870151865789836256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3870151865789836256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/silviano-santiago-e-vida-literaria.html' title='Silviano Santiago e a vida literária*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SrwtVirO7yI/AAAAAAAAAhU/rlTaxuHQ4Og/s72-c/silvianosantigado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-7685306833583437477</id><published>2009-09-16T23:30:00.000-03:00</published><updated>2009-09-24T23:43:11.885-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bienal 2009'/><title type='text'>Fala sério, princesa!*</title><content type='html'>Pouco antes da conversa comigo, no domingo retrasado, as duas sensações do primeiro fim de semana da Bienal do Livro pediram um tempinho. Meg Cabot precisava descansar as madeixas ruivas da tiara de princesa que usa nas fotos com os fãs. Thalita Rebouças perguntou se podia correr ao banheiro para retocar o batom, já gasto de tantas bitocas nos livros que autografa. Do lado de fora da área VIP, centenas de pré-adolescentes, meninas na maioria, esperneavam por um breve tchauzinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tão breve assim tem sido o sucesso da dupla com essa faixa etária. Meg, autora da série best-seller “O diário da princesa”, já lançou 32 livros no Brasil (pela Record) e reina sobre a poderosa marca de 15 milhões de exemplares vendidos, 800 mil só aqui. Na Bienal, autografou 600 e vendeu até domingo “apenas” 2.500. Thalita, com dez títulos no currículo (lançados pela Rocco), não fica atrás. Os mais populares entre os seus são os da série “Fala sério!”, cujas histórias dão dicas de como as adolescentes podem lidar com mãe, pai, professor e a melhor amiga. Acumula 400 mil exemplares vendidos — 6.500 de quinta a domingo na Bienal — e já vende em Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simpáticas, falantes, com um quê das garotas para quem escrevem, as duas apontaram suas preferências literárias, reclamaram do preconceito que sofrem de autores supostamente mais sérios e, é claro, ficaram amigas. Certo, &lt;em&gt;baby&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SrwsCAa7AkI/AAAAAAAAAhM/ebTo2QdOIoU/s1600-h/meg_thalita.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 217px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SrwsCAa7AkI/AAAAAAAAAhM/ebTo2QdOIoU/s320/meg_thalita.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385227667412550210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Foto de Fábio Rossi, do Globo&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sempre dando autógrafos, sendo entrevistadas, tirando fotos com fãs/leitores. Todo esse trabalho é recompensador? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG CABOT: Acho que tudo faz parte do trabalho. Tirar fotos, autografar livros, tudo isso faz parte, até dar entrevista, o que não é tão prazeroso quanto o assédio dos fãs (risos). Eu amo esse trabalho, nunca pensei que um dia o que eu escrevesse fosse ser publicado. Nunca imaginei que tudo isso fosse fazer parte da minha rotina. E ainda sou paga por isso! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA REBOUÇAS: Eu concordo. Acho que tenho o trabalho mais maravilhoso do mundo, porque eu amo escrever, amo crianças, amo pessoas. E adolescentes são tão amáveis! Quando eu tenho a chance de vir aqui, ver os olhos dos meus leitores e ouvir as coisas tão bonitas que eles me dizem, é incrível. Eu chego em casa e choro. Choro muito, porque as pessoas choram durante o dia, e eu não sei o que fazer. É estranho, não é, Meg? Fico com vontade de chorar também, mas não posso por causa da maquiagem (risos). Aí choro em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outro aspecto em comum entre vocês duas é a forma carinhosa com que lidam com os leitores. Meg os compara a seus filhos, e Thalita sempre beija os livros que autografa. Alguma vez um deles já foi mal-educado ou passou dos limites no excesso de beijos e abraços? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG: Nunca aconteceu. O que já houve foram autores serem grossos comigo, principalmente mulheres. Fico tão chocada! Imagino que seja porque sou best-seller, e eles lidam de um jeito como se, por isso, fossem melhores do que eu. Isso é muito louco. Você já viveu isso, Thalita? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA: Sim, já vivi. Há muitos autores que se sentem melhores que você, como se fossem deuses. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Vocês sofrem preconceito por serem autoras de livros para adolescentes? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG: Sim, principalmente por parte dos autores de livros para adultos. Eu não sei o que eles pensam sobre o que eu escrevo. Talvez seja o tema. Para mim, o mais importante é o amor, a família, e esses autores escrevem sobre temas como guerras... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA: Temas que são tidos como mais “sérios”. Como se nosso trabalho não fosse sério. E é claro que é. Nós fazemos adolescentes lerem, e isso é muito importante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meg escreve também para adultos. E você, Thalita, já pensou em escrever para esse público? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA: Nunca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG: Sério, baby? Talvez, quando seus leitores adolescentes crescerem, você possa escrever para eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA: Sim, eu sei disso, mas é que acho adulto muito chato! (risos) Sou como o Ziraldo ou a Ruth Rocha, que só escrevem para um único público. Realmente vejo meus fãs crescendo e penso nisso. Quem sabe um dia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meg é publicada em vários países, e Thalita também lançou livros em Portugal. Vocês acham que toda garota, qualquer que seja seu país, tem os mesmos sonhos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG: Eu acho que o meu sonho e o da maioria das meninas que me leem é encontrar uma coisa especial dentro de si. Uma característica única que você tenha para dar ao mundo e na qual deve focar. Esse é o caminho para a felicidade e talvez também para se encontrar o amor verdadeiro. Os meus livros são voltados para isso, para ajudá-las a descobrir quem elas são. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA: Eu concordo. Elas têm os mesmos sonhos, os mesmos objetivos. Vivem as mesmas transformações, com a voz ficando estranha, o corpo sofrendo mudanças. Tudo é muito estranho, e eu gosto de saber que meus livros as ajudam a rir e a pensar sobre elas mesmas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que vocês gostam de ler? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG: Gosto de quase todo tipo de livro, com exceção de ficção científica. Gosto especialmente de histórias de mistério, ficção para mulheres, com romance e humor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA: Gosto muito de Saramago, de contos, de autores que conheci na minha adolescência, como Luis Fernando Verissimo, João Ubaldo Ribeiro e Fernando Sabino. Também gosto muito da Clarice Lispector, de quem já soube que você é fã, né, Meg? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando vocês terminam de escrever um livro, o que sentem? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG: Eu fico muito feliz e sei que já posso passar para o próximo (risos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA: Não, eu fico muito triste! Choro o tempo todo, porque sinto que aquele livro não é mais meu. É claro que eu gosto de todos virem falar comigo, me beijar... Mas é estranho ver que acabou. Depois do lançamento, aí sim fico pensando em como vai ser o próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG: Eu choro enquanto estou escrevendo. Choro muito! Penso: “Estou odiando esse livro”. É terrível! Tenho que comer. (risos) Como batata chips, chocolate... (risos) Depois, tenho que fazer muito exercício para manter a forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Thalita, queria que você fizesse alguma pergunta para a Meg. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA: Meg, realmente tenho uma pergunta para você! Eu sempre participo de feiras aqui no Brasil e estou adorando ver como uma autora estrangeira reage aos leitores, sempre feliz. Gostaria de saber se você estava esperando esse tipo de recepção. Você está acostumada com isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG: Não, eu nunca vivi nada parecido na minha vida. Nos Estados Unidos, esse tipo de evento é restrito aos editores, livreiros, não é aberto ao público ou, quando é, não é para tanta gente. Achei uma ideia ótima, e isso ainda não acontece plenamente lá. Há tentativas em Los Angeles e em Washington... Eu adoraria estar com Thalita em uma feira dessas lá nos Estados Unidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THALITA: O bom é que na Bienal os autores se sentem como popstars. Isso é incrível! Ver as pessoas gritando por você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEG: Eu acho que a geração atual de adolescentes está ajudando a promover isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Publicado originalmente &lt;a href="http://www.oglobo.com.br"&gt;no jornal O Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-7685306833583437477?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/7685306833583437477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=7685306833583437477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7685306833583437477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7685306833583437477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/fala-serio-princesa.html' title='Fala sério, princesa!*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SrwsCAa7AkI/AAAAAAAAAhM/ebTo2QdOIoU/s72-c/meg_thalita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4813182117808257714</id><published>2009-09-12T11:19:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T11:22:04.843-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bienal 2009'/><title type='text'>De Ziraldo a livros de arte, Bienal oferece bons preços*</title><content type='html'>Reza a lenda que só nos últimos dias de Bienal há promoções e bons preços nos estandes. Ledo engano. Um simples passeio mostra que há sim descontos, principalmente em editoras menos concorridas (abaixo, um dos estandes com promoções, na foto de Michel Filho, do Globo). Grifes como Ediouro e Record, por exemplo, esqueceram do bolso do leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sqz_5JUBp1I/AAAAAAAAAg8/YHvA6AgSoGA/s1600-h/desconto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sqz_5JUBp1I/AAAAAAAAAg8/YHvA6AgSoGA/s320/desconto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380957012018440018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem é aficionado pelos livros de arte da alemã Taschen deve aproveitar os concorridos livros quadrados de capa dura, cujos preços baixaram de R$ 39,90 para R$ 19,90. Representante da editora no Brasil, Marco Paes explica que a Bienal é a única oportunidade que eles têm para vender direto ao leitor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso podemos fazer preços tão menores. Não há o acréscimo das livrarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Moderna, especializada em livros infantis e infanto-juvenis, todos os títulos estão com abatimento de 25 a 30% e alguns outros têm preços ainda mais reduzidos. O “Almanaque das bandeiras”, de Marcelo Duarte, por exemplo, sai por apenas R$ 4,50, enquanto o preço normal seria R$ 26.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Editora Senac está com promoções programadas para cada dia, quando quatro livros são escolhidos para entrar no rol do preço baixo. Neste domingo, a edição ampliada de “Chic – um guia básico de estilo”, da consultora de moda Glória Kalil, estará por R$ 61,60, quando o preço normal é R$ 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os preços também estão très économiques no estande da Livraria Francesa, que só comercializa títulos em francês ou voltados para o ensino da língua. A edição ilustrada de “Vingt mille lieues sous les mers”, de Julio Verne, por exemplo, caiu de R$ 110 para R$ 69. Outros livros de literatura universal em francês saem por R$ 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Livraria Saraiva também preparou descontos especiais para a Bienal. “O amor nos tempos do cólera”, de Gabriel Garcia Márquez, está custando R$ 26,90, enquanto o preço anterior era R$ 52,90. “O menino maluquinho”, de Ziraldo, caiu de R$ 27 para R$ 13,90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto publicado originalmente no &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/#222200"&gt;site do jornal O Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4813182117808257714?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4813182117808257714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4813182117808257714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4813182117808257714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4813182117808257714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/de-ziraldo-livros-de-arte-bienal.html' title='De Ziraldo a livros de arte, Bienal oferece bons preços*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sqz_5JUBp1I/AAAAAAAAAg8/YHvA6AgSoGA/s72-c/desconto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6185539405129709741</id><published>2009-09-11T21:00:00.001-03:00</published><updated>2009-09-13T11:23:59.696-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bienal 2009'/><title type='text'>Bienal: Marília Pêra lê Machado de Assis</title><content type='html'>Novidade desta edição da Bienal, o "Livro em cena" convida atores para ler trechos de obras de cânones brasileiros, como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Gonçalves Dias e Jorge Amado. Escalada pelo ator e diretor Paulo José, que comanda o espaço, a atriz Marília Pêra foi a primeira a participar da atração, e leu capítulos de &lt;em&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas &lt;/em&gt;(abaixo, você assiste a Marília lendo o famoso capítulo só de negativas) e o conto &lt;em&gt;Teoria do medalhão&lt;/em&gt;, tendo a companhia de Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Npo_MSqEepY&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Npo_MSqEepY&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6185539405129709741?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6185539405129709741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6185539405129709741&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6185539405129709741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6185539405129709741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/bienal-marilia-pera-le-machado-de-assis.html' title='Bienal: Marília Pêra lê Machado de Assis'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-9064108151861683430</id><published>2009-09-11T09:00:00.001-03:00</published><updated>2009-09-13T11:29:22.585-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bienal 2009'/><title type='text'>O risco e o suor de ser curador*</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sq0BBQ8h7II/AAAAAAAAAhE/w5SIdfHf4rs/s1600-h/italomoriconi.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sq0BBQ8h7II/AAAAAAAAAhE/w5SIdfHf4rs/s320/italomoriconi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380958251017956482" /&gt;&lt;/a&gt;A primeira proposta de nomes para a programação do Café Literário, espaço do bate papo cult entre escritores na Bienal, foi entregue apenas em junho passado à organização do evento, pelo novo curador do espaço, o poeta, professor e crítico literário Ítalo Moriconi (ao lado, na foto de André Coelho). Habituado a tarefas árduas – ele foi o antologista dos elogiados &lt;em&gt;Os cem melhores contos brasileiros do século&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Os cem melhores poemas brasileiros do século&lt;/em&gt; –, Moriconi teve pouco tempo para montar a grade de nomes que estarão juntos até o dia 20 de setembro no Riocentro, mas conseguiu reunir escritores como Andrew Keen, David Graan, Tim Winton, Thrity Umrigar, Joseph O'Neill e Miguel Sousa Tavares, entre outros grandes nomes brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu assumo riscos. Nunca tive medo. O trabalho nas antologias é semelhante ao trabalho de curadoria de um espaço como o Café Literário. O que não pode é acharmos que as pessoas que não estão aqui não são boas o suficiente. Toda seleção é um risco e é claro que não contempla a todos – explicou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele diz que o suor investido na seleção dos cem contos e das cem poesias treinou seu critério, tornando-o mais aberto e menos tendencioso a só selecionar o que conhecia ou o que correspondia ao seu gosto pessoal: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O importante, tanto nas coletâneas quanto aqui no Café Literário, é contemplar a diversidade de registros e propostas, criando um equilíbrio entre isso tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convite feito ao crítico para que comandasse a escolha dos escritores e formulasse os temas das mesas literárias faz parte de uma intenção clara da Bienal: garantir seu espaço como principal evento literário brasileiro, referência tanto do ponto de vista comercial quanto para o debate literário. Desde a criação de outros eventos, como a Primavera dos Livros e a Festa Literária Internacional (Flip), a posição tradicionalmente pertencente à Bienal havia sido colocada em xeque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Busquei convidar para esse espaço nomes que reúnem três características: atraem bom público, têm recebido boas críticas e estão em um momento de ascensão profissional – disse, lembrando que os três traços se aplicam ao trio que abriu o primeiro encontro do Café Literário, André Sant’Anna, Lourenço Mutarelli e Ana Paula Maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/#215534"&gt;Veja a programação completa do Café Literário.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/#221929"&gt;* Texto publicado originalmente no jornal O Globo.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-9064108151861683430?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/9064108151861683430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=9064108151861683430&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/9064108151861683430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/9064108151861683430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/o-risco-e-o-suor-de-ser-curador.html' title='O risco e o suor de ser curador*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sq0BBQ8h7II/AAAAAAAAAhE/w5SIdfHf4rs/s72-c/italomoriconi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6883895813626229858</id><published>2009-09-11T00:02:00.003-03:00</published><updated>2009-09-11T00:07:14.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bienal 2009'/><title type='text'>Sangue e beleza na estreia do Café Literário da Bienal*</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sqm-2bhvrEI/AAAAAAAAAg0/EqsF3OQzgjs/s1600-h/mutarelli_andre.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sqm-2bhvrEI/AAAAAAAAAg0/EqsF3OQzgjs/s200/mutarelli_andre.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380041072182275138" /&gt;&lt;/a&gt;Sangue, violência e um quê de perversão são os ingredientes que formam na literatura o conceito de abjeto, mas que podem também refletir uma beleza própria, revelada em outras camadas do texto ou pela articulação desses elementos. Para discutir a ponte entre esses dois polos, o belo e a abjeção, os escritores Lourenço Mutarelli (ao fundo, na foto de André Coelho, do Globo), André Sant’Anna (no primeiro plano) e Ana Paula Maia se reuniram nesta quinta-feira, sob mediação da jornalista Rachel Bertol, no primeiro encontro do Café Literário, espaço da Bienal do Livro que reúne escritores, críticos e personalidades das Letras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecidos por essa estética do nojo, os três tentaram chegar a uma explicação do que seria essa linguagem, embora reconheçam que ela é consequência natural do trabalho criativo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho atração pelo abjeto, dediquei minha existência a olhar e entender o abjeto. Mas o estilo, no meu caso, é muito mais uma deficiência. Eu não faço como quero, faço como posso – arriscou Mutarelli, cujo filme baseado em seu romance “O natimorto” participará da Première Brasil, no Festival do Rio de 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para André Sant’Anna, que lançou recentemente “Inverdades”, livro de contos em que os personagens são celebridades como Sandy, Lula, Ronaldo, Nelson Rodrigues e Roberto Justus, entre outras, o tema da abjeção é reflexo de sua relação com o mundo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É punk devolver para o mundo o nojo que ele me causa. Eu não escrevo para chocar as pessoas. Escrevo para mostrar o quanto eu estou chocado com o fato de ninguém respeitar uma faixa de pedestres, escrevo por 90% do parlamento brasileiro ser formado por bandidos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Paula Maia, autora de “Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos”, citou o protagonista de seu livro, o abatedor de porcos Edgar Wilson, para explicar sua crença de que o trabalho influi de alguma forma no caráter da pessoa, na sua visão de mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele precisa ter uma frieza para abater porcos. Ele mora num lugar ermo, abafado, afastado de tudo, e se diverte numa rinha de cachorros que frequenta uma vez por semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro mostra um Edgar que, apesar de viver nesse ambiente conflituoso, enxerga a vida de forma positiva. É um homem que gosta de contemplar o céu, por exemplo. Ana Paula avalia que o belo, ponto oposto ao conceito de abjeto, está presente em outra camada de sua obra, nas várias subtramas que se entrelaçam à história principal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A minha literatura está muito permeada de violência, mas também de bons sentimentos, como a lealdade, a fidelidade, o companheirismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto publicado originalmente &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/#221824"&gt;no site do Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6883895813626229858?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6883895813626229858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6883895813626229858&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6883895813626229858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6883895813626229858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/sangue-e-beleza-na-estreia-do-cafe.html' title='Sangue e beleza na estreia do Café Literário da Bienal*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sqm-2bhvrEI/AAAAAAAAAg0/EqsF3OQzgjs/s72-c/mutarelli_andre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4996982120386247394</id><published>2009-09-02T11:00:00.000-03:00</published><updated>2009-09-02T11:00:05.776-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Os onipotentes: Deus será personagem de Saramago</title><content type='html'>Deus será um dos personagens principais de &lt;em&gt;Caim&lt;/em&gt;, o próximo romance de José Saramago cujo título foi adiantado &lt;a href="http://caderno.josesaramago.org/"&gt;no blog do autor&lt;/a&gt; por sua mulher, Pilar del Río. A obra deverá ser lançada em outubro simultaneamente em Portugal e no Brasil e poderá deixar os leitores se perguntando quem é mais onipotente. O personagem Deus ou o próprio Saramago, que, mesmo aos 86 anos e pouco mais de um ano depois de passar meses internado vítima de doenças respiratórias, vai lançar o terceiro livro em menos de um ano (também publicou &lt;em&gt;O caderno&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A viagem do elefante&lt;/em&gt;), além de atualizar o blog e conciliar frequentes compromissos de trabalho? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do personagem e da temática bíblica, a discussão do próximo livro deverá ser, segundo Pilar, mais um mergulho na humanidade, "nas suas diferentes expressões", como é de costume em sua obra: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"José Saramago escreveu um livro que não nos vai deixar indiferentes, que provocará nos leitores desconcerto e talvez alguma angústia, porém, amigos, a grande literatura está aí para cravar-se em nós como um punhal na barriga", escreveu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro livro com temática bíblica, &lt;em&gt;O evangelho segundo Jesus Cristo&lt;/em&gt; causou polêmica em 1991 ao contar a história de Cristo de um ponto de vista antirreligioso, reforçando sua humanidade e aludindo à sua suposta relação com Maria Madalena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no blog &lt;em&gt;O caderno de Saramago&lt;/em&gt; que o autor português escreveu os textos selecionados mais tarde para o livro &lt;em&gt;O caderno&lt;/em&gt;, o último que lançou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4996982120386247394?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4996982120386247394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4996982120386247394&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4996982120386247394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4996982120386247394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/os-onipotentes-deus-sera-personagem-de.html' title='Os onipotentes: Deus será personagem de Saramago'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8970403607790739327</id><published>2009-09-01T23:00:00.000-03:00</published><updated>2009-09-02T00:45:50.549-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>O clube de Hatoum</title><content type='html'>Embora o site &lt;a href="http://www.olivreiro.com.br/home/"&gt;&lt;em&gt;O Livreiro&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; seja um projeto da empresa em que trabalho, tenho um punhado de restrições a ele, desde julho passado, quando &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/07/01/a-rede-social-livreiro-lancada-na-flip-2009-200774.asp"&gt;foi lançado na Flip&lt;/a&gt;. Mas uma iniciativa que acaba de sair do forno me fez realmente ter vontade de participar da "comunidade para quem gosta de livro". O nome da novidade é o Clube do Livro, em que Milton Hatoum conduz uma discussão sobre determinado livro com leitores. O primeiro debate foi em cima de &lt;em&gt;Leite derramado&lt;/em&gt;, de Chico Buarque, e o atual é sobre &lt;em&gt;Crônica de uma morte anunciada&lt;/em&gt;, de Gabriel García Márquez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca disse aqui, mas mantenho há uns três ou quatro meses um cineclube semanal com dois amigos, em que assistismos a um longa e o discutimos em seguida.  É muito gostoso e enriquecedor conversar sobre bons filmes sem aquela frequente pretensão acadêmica que permeia muitas aulas de universidade ou a compreensível superficialidade da saída de cinema. Sempre quis fazer o mesmo com livros, que são a minha verdadeira paixão e meu principal foco de interesse no mundo, vasto mundo, das artes. Agora, talvez consiga. E dele fará parte ninguém mais, ninguém menos, que Milton Hatoum. No vídeo abaixo, ele explica a ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-Mgpr5V6EpY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-Mgpr5V6EpY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8970403607790739327?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8970403607790739327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8970403607790739327&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8970403607790739327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8970403607790739327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/09/o-clube-de-hatoum.html' title='O clube de Hatoum'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4894451383427650994</id><published>2009-08-22T23:34:00.006-03:00</published><updated>2009-08-23T00:04:55.795-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes plásticas'/><title type='text'>Último dia da Virada Russa</title><content type='html'>Sai de cartaz neste domingo a melhor exposição de artes plásticas atualmente no Rio, a &lt;em&gt;Virada Russa&lt;/em&gt;, com pinturas, esculturas e outras peças da Vanguarda Russa, todas vindas do Museu Estatal de São Petesburgo. Exposta no Centro Cultural Banco do Brasil, a mostra expõe diversas diretrizes de renovação que surgiram no início no século XX na Rússia, país que, além do desejo de transformação artístico, comum a outros estados europeus, vivia também uma intensa trasnformação política e social, por conta da Revolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ímpeto de renovação bebe às vezes na rica tradição folclórica russa, às vezes em temas úteis ao regime soviético, aproximando-se de um caráter propagandístico. Mas fique tranquilo que você não verá apenas aqueles (lindos) cartazes de homens com braços esticados e camponeses com enxadas à la MST, pois as obras da exposição passam por diversos movimentos da época, como o futurismo, neoprivimitismo, cubo-futurismo, sim bolismo e construtivismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SpCufXZJaqI/AAAAAAAAAgk/5ee_Eco8Bm8/s1600-h/sgeorge.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SpCufXZJaqI/AAAAAAAAAgk/5ee_Eco8Bm8/s320/sgeorge.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372986209331669666" /&gt;&lt;/a&gt;Estudar a produção daquela época, exposta no CCBB do Rio e em breve no de São Paulo, ainda é uma tarefa importante, já que o acesso às obras foi dificultado pelo stalinismo, que impôs o realismo socialista como estética oficial do regime soviético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 123 obras, entre telas, cartazes, esculturas e figurinos, que fundam de certa forma a arte moderna. Destaque, na minha opinião, para as obras de Vassilir Kandinski (na foto ao lado, você vê &lt;em&gt;São George&lt;/em&gt;), um dos meus pintores abstratos favoritos, que está representado na exposição, porém, por obras que foram ponto de partida para o que ele desenvolverá mais tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4894451383427650994?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4894451383427650994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4894451383427650994&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4894451383427650994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4894451383427650994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/08/ultimo-dia-da-virada-russa.html' title='Último dia da &lt;em&gt;Virada Russa&lt;/em&gt;'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SpCufXZJaqI/AAAAAAAAAgk/5ee_Eco8Bm8/s72-c/sgeorge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6132915644547051144</id><published>2009-08-20T22:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-20T22:55:02.188-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Kurosawa e as versões de Dilma e Lina</title><content type='html'>No momento em que a guerra de versões entre a ministra Dilma e a ex-secretária da Receita Lina Vieira está no auge, nada melhor do que o cinema para acenar com a bandeira branca da paz. Mas como nem só de blockbuster se vive, é a um autêntico Kurosawa, para alguns o mais ocidental dos cineastas japoneses, que recorro para jogar luz sobre o conflito de relatos que ora vivemos  na política e principalmente na mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rashomon&lt;/em&gt; (Japão, 1950), considerado por muita gente boa a obra-prima de Akira Kurosawa, é um filme que não discute de forma direta o jornalismo, mas é perfeito para discutirmos como a atividade é uma guerra de versões, um conflito de várias "verdades". Ele destrincha o estupro de uma mulher e o aparente assassinato de seu marido através dos relatos de quatro testemunhas, incluindo o estuprador e, por meio de um médium, o marido morto. As versões são contraditórias, deixando o espectador escolher qual é a verdadeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São, portanto, quatro histórias diferentes e excludentes. Se a história do estuprador for verdadeira, a da mulher não é, a de seu marido tampouco e a de um lenhador que passava pelo local idem. Quem começa a narrativa é o lenhador, que também é o primeiro a admitir que é mentira o que contara. Ele confirma a versão de um dos outros três - assista ao filme para saber de quem - sem, no entanto, convencer o espectador sobre a verdade daquilo. Afinal, quem mente uma vez perde a credibilidade sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão sobre o que é verdade - se é que ela existe - é o que faz de "Rashomon" um filme importante para jornalistas. Às vezes, para não dizer quase sempre, nos deparamos com uma guerra de relatos. Invariavelmente, escolhemos um deles. A escolha foi certa? Não sei. Existe uma escolha certa? Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3iKN2klFN1E&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3iKN2klFN1E&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6132915644547051144?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6132915644547051144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6132915644547051144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6132915644547051144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6132915644547051144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/08/kurosawa-e-as-versoes-de-dilma-e-lina.html' title='Kurosawa e as versões de Dilma e Lina'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1937271788469011753</id><published>2009-08-19T16:03:00.002-03:00</published><updated>2009-08-19T16:05:49.268-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>Euclides da Cunha na Globonews foi ótimo</title><content type='html'>Assista ao ótimo especial que a Globo News está fazendo pelo centenário de morte de Euclides da Cunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="196"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1105281&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="240" height="196" flashvars="midiaId=1105281&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1937271788469011753?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1937271788469011753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1937271788469011753&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1937271788469011753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1937271788469011753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/08/euclides-da-cunha-na-globonews-foi.html' title='Euclides da Cunha na Globonews foi ótimo'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3575564528725493972</id><published>2009-08-10T08:00:00.000-03:00</published><updated>2009-08-10T08:00:05.828-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A posse de Sarney como governador do Maranhão em 66</title><content type='html'>Em 1966, José Sarney convidou seu amigo Glauber Rocha a filmar sua posse como governador do Maranhão. Aí está o curta que surgiu do convite. Quatro décadas e três anos depois, o estado ainda é governado por um Sarney. Quem se aventura a fazer um filme sobre as condições atuais do lugar? Será que mudou? Será que, entre ruas Fulano Sarney e pontes Beltrano Sarney, evoluiu alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/A132MlGrSTU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/A132MlGrSTU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3575564528725493972?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3575564528725493972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3575564528725493972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3575564528725493972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3575564528725493972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/08/posse-de-sarney-como-governador-do.html' title='A posse de Sarney como governador do Maranhão em 66'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6922881612589826121</id><published>2009-08-09T21:34:00.004-03:00</published><updated>2009-08-09T21:40:52.834-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Por dentro da democracia nas favelas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sn9sVHIXRaI/AAAAAAAAAgc/BCq9EWD1f-4/s1600-h/329_93-democracianasfavelas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sn9sVHIXRaI/AAAAAAAAAgc/BCq9EWD1f-4/s400/329_93-democracianasfavelas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368128390796101026" /&gt;&lt;/a&gt;Ao longo de julho e dos primeiros dias de agosto, acompanhei lá no &lt;em&gt;Globo&lt;/em&gt; a produção de uma série de reportagens, chamada "Democracia nas favelas", que vinha sendo preparada há quatro meses e começou a ser publicada a partir de  hoje. Mais recente de uma trilogia que começou em 2007 (com "A ditadura nas favelas" e, em 2008, com &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2008/08/por-dentro-da-favela-sa.html"&gt;"Favela S/A"&lt;/a&gt;), a série compara o momento que cinco favelas cariocas vivem - a retomada de alguns direitos, devido à ocupação dos morros por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) - com a redemocratização brasileira nos anos 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei impressionado como os repórteres Carla Rocha, Fábio Vasconcellos, Selma Schmidt e Vera Araújo se entregaram à missão de acompanhar suas favelas (Cidade de Deus, Chapéu Mangueira, Santa Marta, Jardim Batam e Tavares Bastos), entrando nelas em dois momentos distintos. No início, foram às comunidades com o simples objetivo de observar. Olharam, conversaram com moradores, sentiram, para usar uma expressão da repórter Eliane Brum, da revista &lt;em&gt;Época&lt;/em&gt;, o "cheiro" do lugar. Nessa primeira etapa, levaram suas próprias câmeras e fizeram fotos sobre o que viam. Depois, já com gravador, blocos e às vezes acompanhados dos fotógrafos, os quatro foram a campo descobrir histórias e realidades que dessem um retrato sobre o momento que vivem essas favelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobriram muita história boa. Tiveram, então, que enfrentar uma segunda etapa do trabalho, que foi juntar aquele monte de material e ver o que havia em comum entre as realidades vividas pelas cinco favelas. Os recortes foram definindo como seria cada dia da série, que se estende até o próximo sábado. Sugiro que todos se debrucem sobre as três páginas publicadas hoje na editoria Rio e vejam também &lt;a href="http://www.oglobo.com.br/rio/favelas/default.asp"&gt;o bonito ambiente online criado especialmente para a série&lt;/a&gt;. Para ficar com o gostinho, espie aí embaixo o lide da reportagem que abre o especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"O dia era 5 de outubro de 1988. Embalada por discursos emocionados - Ulysses Guimarães foi 54 vezes interrompido por aplausos -, nascia a nova Constituição brasileira. Mais um importante passo para a redemocratização, que começara a engatinhar três anos antes, com a saída do último general do poder. O país fez festa. Mas nem todos foram convidados. Somente no Rio, 1,5 milhão de habitantes de áreas dominadas pelo tráfico ou por milícias permaneceram excluídos dos seus direitos fundamentais. Agora, com 24 anos de atraso, moradores de cinco favelas vivem uma experiência histórica, que pode mudar o Rio. São as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que prometem expulsar o tráfico, resgatar o papel do Estado e garantir segurança 24h. O desafio é tão grande quanto foi o dos anos que se seguiram ao fim da ditadura militar instituída em 64."&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6922881612589826121?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6922881612589826121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6922881612589826121&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6922881612589826121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6922881612589826121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/08/por-dentro-da-democracia-nas-favelas.html' title='Por dentro da democracia nas favelas'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sn9sVHIXRaI/AAAAAAAAAgc/BCq9EWD1f-4/s72-c/329_93-democracianasfavelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1280593218805788298</id><published>2009-07-31T11:31:00.001-03:00</published><updated>2009-07-31T11:32:35.773-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Popular até com a oposição</title><content type='html'>Do ex-blog do ex-prefeito Cesar Maia, ontem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;BOLSA-FAMÍLIA REDUZ A MIGRAÇÃO DO NORDESTE PARA RIO E SP!&lt;br /&gt;                    &lt;br /&gt;1. Os dados observados no censo de pequenos e médios municípios em 2007 já anotavam isso. As observações em centros de acolhimento e população de rua no Rio, idem. E as informações de matrículas em escolas e atendimentos em postos de saúde, confirmaram. É um efeito colateral positivo do Bolsa-Família. Os dados de crescimento de moradores em favelas e da população do Rio-Capital, extrapolados pelo IPP do censo parcial de 2007, só confirmam: 1,5% anual para favelas, 0,74% para a cidade e 0,58% para não-favela. A taxa de 1,5% se aproxima da taxa de natalidade que é, naturalmente, o piso. &lt;br /&gt;                     &lt;br /&gt;2. Politólogo Marcos Costa Lima, Diretor do Núcleo de Estudos Regionais e do Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco. Uma das respostas à entrevista ao Caderno Aliás, do Estado de SP, 26/07. P: Mas quase não se ouve mais falar tanto de seca, de refugiados, como nos anos 70 e 80. R: O número de retirantes diminuiu. Hoje o pobre do interior tem condições, mínimas que sejam, de ficar. Ele não precisa fugir da seca, porque o dinheiro de programas como o Bolsa-Família e a previdência rural segura.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Pelo visto, a popularidade de Lula está em alta até com a oposição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1280593218805788298?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1280593218805788298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1280593218805788298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1280593218805788298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1280593218805788298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/popular-ate-com-oposicao.html' title='Popular até com a oposição'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1157739901095779582</id><published>2009-07-29T18:26:00.003-03:00</published><updated>2009-07-29T18:32:13.660-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relíquias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>Relíquias - Mussum Day</title><content type='html'>Hoje faz 15 anos que morreu Mussum, o Trapalhão que disputava pau a pau com Zacarias o título de mais engraçado. No Twitter, foi criado a tag #mussumday (quando alguém posta alguma coisa sobre esse assunto, é só colocar #mussumday que os posts podem ficar reunidos num mesmo lugar), que logo se tornou um dos &lt;em&gt;Trending Topics&lt;/em&gt; (tags mais usadas no dia) do microblog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entrar na onda, aí vai uma seção &lt;em&gt;Relíquias&lt;/em&gt; em homenagem a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/P9t0a_X-5Ic&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/P9t0a_X-5Ic&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1157739901095779582?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1157739901095779582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1157739901095779582&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1157739901095779582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1157739901095779582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/reliquias-mussum-day.html' title='Relíquias - Mussum Day'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3503507999201740218</id><published>2009-07-23T11:52:00.004-03:00</published><updated>2009-07-23T12:25:16.051-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>Diretor, se não há fantasia, o que é Harry Potter?</title><content type='html'>No domingo passado, foi publicada pela &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1907200913.htm"&gt;uma entrevista com o diretor de TV Roberto Talma&lt;/a&gt; (exclusiva para assinantes), que tem nas costas 40 anos de &lt;em&gt;Globo&lt;/em&gt;, e que agora comanda o núcleo infantil da emissora. Talma, que lançou na segunda-feira a série &lt;em&gt;Ger@al.com&lt;/em&gt;, disse não ver mais espaço para a fantasia na televisão, pois seria impossível concorrer com "emissoras de merda que só mostram desgraça". Leia um trecho de uma de suas respostas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"O que acontece é o seguinte: que novela você tem que fazer para suplantar aquele menino que sequestra a namorada, a amiga da namorada, fica durante uma semana cercado de policiais com 500 mil pessoas, dão um microfone para esse analfabeto de merda e ele se torna ídolo? O que você tem que colocar para brigar contra isso? Com essa realidade dura, crua e nojenta que nós temos no Brasil? Quer dizer, no mundo inteiro é assim. Torna-se inviável!"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu ver se entendi. Quer dizer que a realidade está vencendo a fantasia? Para captar a audiência das crianças seriam necessários desenhos com chacinas, sequestros e traficantes atirando? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Então Talma poderia responder por que a série de livros e filmes do Harry Potter fazem tanto sucesso com crianças. Ou dizer por que Ziraldo ainda é um dos principais sucessos das bienais de livros e Mauricio de Sousa é o ás dos quadrinhos infantis. Ou, para ficar no assunto TV, Talma poderia explicar por que, na programação do &lt;em&gt;Cartoon Network&lt;/em&gt;, ainda fazem sucessos desenhos simples como &lt;em&gt;Tom e Jerry&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Scooby Doo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Bob Esponja&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia ficar horas enumerando produtos culturais cheios de fantasia feitos para crianças  e que dão muita audiência. Já a programação infantil da &lt;em&gt;Globo&lt;/em&gt;, com seus terríveis &lt;em&gt;Turma do Didi&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;TV Globinho&lt;/em&gt; e afins, poderia admitir que perdeu a mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3503507999201740218?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3503507999201740218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3503507999201740218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3503507999201740218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3503507999201740218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/diretor-se-nao-ha-fantasia-o-que-e.html' title='Diretor, se não há fantasia, o que é Harry Potter?'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4706003010855140399</id><published>2009-07-16T17:32:00.003-03:00</published><updated>2009-07-17T01:57:59.658-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Três motivos para se orgulhar de Besouro</title><content type='html'>Ver o trailer de &lt;em&gt;Besouro&lt;/em&gt;, filme sobre o capoeirista que virou mito no sertão baino, e que será lançado em outubro, me deixou feliz por três motivos. Primeiro, por ver como estamos fazendo bons trailers no Brasil. Segundo, por ver como estamos variando na temática de nossos filmes e, ao mesmo tempo, contando partes da nossa história - a escravidão - e divulgando a nossa cultura - a capoeira. Terceiro, pelo filme ser de um gênero quase inédito no nosso país, o cinema de ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista ao trailer e regozije-se você também do filme de João Daniel Tikhomiroff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/W2QgxB5xw-k&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/W2QgxB5xw-k&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia sobre os &lt;a href="http://is.gd/1BkgF"&gt;urubus-malandros&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4706003010855140399?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4706003010855140399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4706003010855140399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4706003010855140399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4706003010855140399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/tres-motivos-para-se-orgulhar-de.html' title='Três motivos para se orgulhar de &lt;em&gt;Besouro&lt;/em&gt;'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8675980272986873402</id><published>2009-07-15T10:17:00.005-03:00</published><updated>2009-07-15T10:29:27.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Contando histórias de guerra</title><content type='html'>Um dia, mexendo em caixotes no escritório do pai, o filho caçula de Lourival Sant'Anna, repórter do &lt;em&gt;Estadão&lt;/em&gt; que falou sobre cobertura de guerra no IV Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), encontrou um capacete do Exército americano. A peça foi trazida como lembrança da Guerra contra o Iraque, coberta por Lourival. Curiosa, a criança perguntou: "Você vai para as guerras, né? Isso é para te proteger, para você não levar tiro?". Ele, então, tentou explicar ao filho a natureza da profissão: "Não, filho, eu não sou soldado. O papai está lá para contar histórias. Ninguém atira em mim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 23 anos de jornalismo, ele contou histórias de conflitos na Irlanda do Norte, Colômbia, Palestina, Afeganistão, Iraque, Líbano, Kosovo e Geórgia, todas pelo &lt;em&gt;Estado de S. Paulo&lt;/em&gt;. As reportagens podem ser lidas no ótimo site &lt;a href="http://www.lourivalsantanna.com"&gt;www.lourivalsantanna.com&lt;/a&gt;, em que ele compila todo o material que produziu como correspondente. No congresso, ele comentou a cobertura da Guerra da Geórgia, usando-a como exemplo para enfatizar quão importante é para o jornalista estar no lugar para entender o que separa dois povos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É importante até viver na pele o ódio para entender melhor aquilo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sl3YQplLBxI/AAAAAAAAAgM/FoXFxkiaZKw/s1600-h/tskhinvali_site.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sl3YQplLBxI/AAAAAAAAAgM/FoXFxkiaZKw/s200/tskhinvali_site.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358676912192030482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Lourival em tanque na Guerra da Geórgia (Foto do acervo pessoal de Lourival)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "viver na pele" a que se refere teve seu ponto alto quando ele quase foi morto três vezes, num mesmo dia. Ao ser abordado por milicianos ossétios, ouviu a frase que, para ele, mostrou como aquela experiência que vivia tinha valor jornalístico: "Pensaram que você era georgiano." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto, próximo em muitos momentos do jornalismo literário, é fruto do que Lourival chama de "anotação fotográfica". Tira fotos e anota detalhes diversos para conseguir, depois, transpor o leitor para aquele lugar por meio da descrição hiperdetalhada. Foi assim que fez uma espécie de arqueologia da vida cotidiana do Líbano, depois da destruição de várias cidades do país, na guerra de 2006. Fotografava vestígios das vidas que existiam ali, como um óculos que permanece intacto, apesar de prédios inteiros terem sido destruídos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver de perto a destruição não o impediu de perseguir a isenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nesse tipo de cobertura, você está focado no esforço de ver. É como a abertura deum texto que fiz na cobertura da Guerra do Líbano, em que escrevi que você deve aguçar a visão e a audição, e esconder o olfato. Só assim você não faz um texto tendencioso."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8675980272986873402?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8675980272986873402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8675980272986873402&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8675980272986873402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8675980272986873402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/contando-historias-de-guerra.html' title='Contando histórias de guerra'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sl3YQplLBxI/AAAAAAAAAgM/FoXFxkiaZKw/s72-c/tskhinvali_site.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-733156384937958178</id><published>2009-07-12T21:25:00.004-03:00</published><updated>2009-07-30T16:02:45.725-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Todas as emoções</title><content type='html'>Para dar ainda mais intensidade à overdose de comemoração dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, aí vai a singela contribuição do &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt;. Minha amiga Nathalia Fernandes, jornalista da Globo.com, fez uma edição de todos os especiais em que o Rei canta &lt;em&gt;Emoções&lt;/em&gt;. Muito interessante ver a idade passando e a essência da voz de Roberto lá, intacta e ainda emocionando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="196"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1078381&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="240" height="196" flashvars="midiaId=1078381&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-733156384937958178?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/733156384937958178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=733156384937958178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/733156384937958178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/733156384937958178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/todas-as-emocoes.html' title='Todas as emoções'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4721653585427029397</id><published>2009-07-09T09:00:00.001-03:00</published><updated>2009-07-16T17:48:22.055-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Relíquias: as notas e comentários de E.B. White</title><content type='html'>E.B. White foi um dos principais colaboradores da revista americana &lt;em&gt;New Yorker &lt;/em&gt;ao longo do século XX. Era numa das mais famosas seções da publicação, “Notas e comentários”, que o jornalista (também autor de &lt;em&gt;Stuart Little&lt;/em&gt;) criava seus textos mais interessantes. Curtos, mas muito bons. Uma edição especial para a Flip da excelente revista &lt;em&gt;Serrote&lt;/em&gt;, do Instituto Moreira Salles, trouxe alguns desses textos traduzidos, e eu escolhi um para dividir com os leitores do &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt;. Delicie-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Alma americana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube que o prêmio do National Arts Club seria destinado a um livro que “revelasse a alma da América”, um de nossos amigos mais queridos se sentou e começou a trabalhar. Ele tinha um bom enredo e parecia, pelo menos quando nos despedimos, muito interessado em passá-lo para o papel. Quando o reencontramos, um ou dois dias depois, ficamos surpresos ao saber que ele havia desistido do projeto. Aparentemente, ao ler no jornal pela primeira vez sobre o prêmio, achou que tinha visto 30 mil dólares; mais tarde, ele olhou de novo e descobriu que dizia 3 mil dólares. Fiel à alma da América, ele desistiu imediatamente.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4721653585427029397?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4721653585427029397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4721653585427029397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4721653585427029397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4721653585427029397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/reliquias-as-notas-e-comentarios-de-eb.html' title='Relíquias: as notas e comentários de E.B. White'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8059697467011819419</id><published>2009-07-06T10:18:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:33:08.696-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>Guimarães Rosa ou João Gilberto</title><content type='html'>Nada melhor para uma segunda-feira de ressaca pós-Flip do que as reminiscências desses últimos dias em Paraty. Primeiro, quero lembrar alguns pontos abordados por Chico Buarque e Milton Hatoum na mesa “Sequências brasileiras”, uma das melhores dos cinco dias do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico acha que histórias e personagens literários podem ter uma força tamanha que os tornam capazes de se impregnar na vida pessoal do autor. Como exemplo, contou uma história vivida por Guimarães Rosa. Certo dia, andando na rua, veio à cabeça de Guimarães a ideia completa de um conto. Chegou em casa e viu que o conto certamente se tornaria um romance. Escreveu, escreveu, até que se viu a tal ponto absorto naquela história, cada vez mais intensa, que preferiu guardar na gaveta o que já havia escrito e deixar de lado o novo livro que começava. Semanas depois, foi acometido pela mesma doença que criara para o personagem de seu livro. Os mesmos sintomas, tudo igual. Depois de curado, passaram-se alguns meses e o romancista, passeando pelo interior de Minas Gerais, deu com um casarão idêntico ao que havia descrito no tal conto/romance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico acha que sua perna quebrada no início do ano foi a herança que recebeu de Eulálio, personagem principal de &lt;em&gt;Leite derramado&lt;/em&gt; que também quebra a perna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro momento que vale lembrar foi quando Chico falou da influência de sua música em sua literatura. “Se a frase ou o parágrafo inteiro não estiver cantável, eu recuso”, disse. Depois, ainda sobre a relação entre música e literatura, e sobre o preconceito que as canções sofrem em relação a outros gêneros, Chico disse uma das frases com mais efeito da Flip: “Não sei se Guimarães Rosa teve mais importância do que João Gilberto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não sei, Chico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8059697467011819419?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8059697467011819419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8059697467011819419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8059697467011819419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8059697467011819419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/guimaraes-rosa-ou-joao-gilberto.html' title='Guimarães Rosa ou João Gilberto'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1659159365519558472</id><published>2009-07-05T20:35:00.000-03:00</published><updated>2009-07-06T00:00:16.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>Oficinas literárias em xeque*</title><content type='html'>Um artigo recente da revista americana &lt;em&gt;New Yorker&lt;/em&gt; alfinetou os badalados cursos de creative writting, que se proliferam em progressão geométrica nos Estados Unidos, atraindo pessoas que vêem ali a oportunidade de se tornarem escritores. Hoje, terminou na Flip mais uma oficina literária, formato brasileiro que mais se assemelha aos cursos de escrita criativa americanos. Comandada pelo poeta Carlito Azevedo, a oficina de poesia desta edição da Flip atraiu 30 pessoas, selecionadas por currículo, que viram ali a chance de aprimorar técnicas ou mesmo aprendê-las do zero. Embora vejam virtudes nas oficinas, escritores mais experientes e até principiantes admitem que elas estão longe de conseguir transformar um não-escritor em escritor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professora aposentada, Maria de Lourdes Oliveira veio de Uberlândia para participar da oficina de Carlito. Autora do livro de poesia “50 gotas de óleo para minha Candeia”, lançado em 2002, Maria de Lourdes aprendeu na oficina da Flip, entre outros pontos, a importância de não se limitar na poesia contemporânea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Também reafirmei convicções que já tinha, como a importância de limpar o texto, da pontuação correta", diz, afirmando ser esta sua quarta experiência em oficinas, que considera extremamente úteis a quem está começando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, o escritor catarinense Cristóvão Tezza, autor de &lt;em&gt;O filho eterno&lt;/em&gt;, vê nas oficinas literárias uma chance para talentos começarem a ser lapidados. Professor de uma oficina de produção de texto técnico em Curitiba, Tezza as encara como uma porta para que novos escritores enxerguem dimensões até então desconhecidas da literatura: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É impossível, no entanto, formar um escritor ali, até porque ele se faz sozinho, independe de aulas ou desse tipo de exercício".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Salem Levy, autora de &lt;em&gt;A chave de casa&lt;/em&gt;, concorda que oficinas literárias não formam ninguém. Acha, porém, que a participação é válida, por ensinar algumas técnicas, como a variação de pontos de vista numa mesma narrativa, e por permitir que sejam lançados olhares diversos sobre o seu texto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Submeter o que você está escrevendo a outras pessoas é muito importante, essa criação em grupo que a oficina permite é legal". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a eventuais vícios que uma oficina possa impregnar em um principiante, a melhor vacina, recomenda, é o tempo, que fará o verdadeiro escritor quebrá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta diferente bastante divulgada na Flip deste ano é a do escritor mexicano Mario Bellatin, que coordena a Escola Dinâmica de Escritores, no México. Lá, segundo Bellatin, ele estimula diversas formas de expressão artística, exceto por meio da escrita: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não se aprende a escrever dentro de uma escola, até porque isso pode padronizar os textos. O que eu proponho lá é que as pessoas tenham contato com formas diversas de arte para que só escrevam quando a inspiração realmente vier. É muito mais benéfico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Publicado originalmente em &lt;a href="http://www.oglobo.com.br"&gt;www.oglobo.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1659159365519558472?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1659159365519558472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1659159365519558472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1659159365519558472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1659159365519558472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/oficinas-literarias-em-xeque.html' title='Oficinas literárias em xeque*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8545637011158530959</id><published>2009-07-04T21:16:00.002-03:00</published><updated>2009-07-04T21:18:55.580-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>Conti e os dez anos de "Notícias do Planalto"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk_xRh0BKnI/AAAAAAAAAfc/Mg7IyY5FIB0/s1600-h/110_420-conti.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk_xRh0BKnI/AAAAAAAAAfc/Mg7IyY5FIB0/s320/110_420-conti.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354763765403429490" /&gt;&lt;/a&gt;Gay Talese talvez não saiba, mas hoje terá ao seu lado o autor de um livro com o mesmo peso para a imprensa brasileira que o seu “O reino e o poder”, sobre a história do “New York Times”, teve para a americana. Atual diretor de redação da revista “Piauí”, Mario Sergio Conti (ao lado, na foto de André Teixeira) escreveu há exatos dez anos “Notícias do Planalto”, livro em que destrincha, também com recursos do jornalismo literário, a relação de Fernando Collor com a imprensa, em sua eleição e no impeachment. Com 70 mil exemplares vendidos, a obra despertou mais iras do que amores, ao dar nomes e detalhar situações que contribuíram para que houvesse na imprensa brasileira um ambiente claramente favorável ao ex-presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comemorar a data, a Companhia das Letras lançará uma nova edição, de bolso, acompanhada de um posfácio, em que Conti rebaterá críticas feitas ao livro, além de contar em que redações – ou comissões do Senado – estão alguns dos personagens principais daquela história. Em entrevista para mim, ele analisa o que mudou na relação entre imprensa e poder ao longo da década, conta por que saiu da revista “Veja”, publicação que dirigiu durante anos, e dá sua visão sobre a nova escalada do sorridente e outrora carismático Fernando Collor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a entrevista completa &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/07/04/flip-2009-conti-os-dez-anos-de-noticias-do-planalto-201973.asp"&gt;no site do Globo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8545637011158530959?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8545637011158530959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8545637011158530959&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8545637011158530959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8545637011158530959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/conti-e-os-dez-anos-de-noticias-do.html' title='Conti e os dez anos de &quot;Notícias do Planalto&quot;'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk_xRh0BKnI/AAAAAAAAAfc/Mg7IyY5FIB0/s72-c/110_420-conti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6999969272798242642</id><published>2009-07-04T11:24:00.004-03:00</published><updated>2009-07-04T11:25:25.390-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>Tudo por Chico</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk9mQchMIjI/AAAAAAAAAfM/pxNZ58fqi-Q/s1600-h/DSC03658.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk9mQchMIjI/AAAAAAAAAfM/pxNZ58fqi-Q/s320/DSC03658.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354610914686149170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem, durante a mesa "Sequências brasileiras", que juntou Chico Buarque e Milton Hatoum, uma cena absurda deixou os seguranças da Tenda do Telão sem saber o que fazer, mas foi a imagem que melhor traduziu o sucesso que a dupla fez. Um homem, embriagado não se sabe se pela bebida ou se pelo afã de ver Chico, escalou a estrutura metálica da tenda e se postou cerca de três metros acima do público. Teve, sem dúvida, visão privilegiada. Ao fim da mesa, porém, foi levado pelos seguranças para o posto policial montado próximo às tendas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6999969272798242642?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6999969272798242642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6999969272798242642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6999969272798242642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6999969272798242642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/tudo-por-chico.html' title='Tudo por Chico'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk9mQchMIjI/AAAAAAAAAfM/pxNZ58fqi-Q/s72-c/DSC03658.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3048891889507127484</id><published>2009-07-03T21:04:00.004-03:00</published><updated>2009-07-03T21:08:33.529-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>Uma arte (que talvez não seja) universal</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk6dBpUZN0I/AAAAAAAAAfE/o3Gv9dbIHws/s1600-h/110_36-atiq.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk6dBpUZN0I/AAAAAAAAAfE/o3Gv9dbIHws/s320/110_36-atiq.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354389658586920770" /&gt;&lt;/a&gt; Ontem, acompanhando o repórter do Globo Miguel Conde, entrevistei Bernardo Carvalho, e ele observou que havia algumas diferenças fundamentais entre a sua literatura e a do afegão Atiq Rahimi, seu companheiro na mesa "O avesso do Realismo", na tarde de hoje (ao lado, na foto de André Teixeira). Pois foi uma delas que marcou o antagonismo, simpático, porém marcante, do papo da dupla, mediado pela competente crítica Beatriz Resende. Bernardo não acredita na universalidade da literatura, ou em sua capacidade de transpor barreiras e expor de forma incondicional a experiência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na China, por exemplo, não há nenhum interesse na literatura brasileira. Não há uma passagem tranquila entre as literaturas de uma cultura para outra. Há uma disputa geopolítica subjacente. A imprensa americana adora dizer que a literatura morreu na França, pois isso interessa geopoliticamente àquele país", diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discordando, Atiq o questiona sobre a condição humana, comum a todas as culturas. Bernardo rebate, sem trégua: "Há literaturas de resistência que não passam pelo humanismo. São paradoxos de difícil circulação", diz, contando em seguida a decepção que causou em nômades da Mongólia, cuja vida acompanhou durante dois meses, para produzir o romance &lt;em&gt;Mongólia&lt;/em&gt;. O grupo cortou relações com o escritor ao ler seu romance e descobrir que, em vez de exaltar o modo de vida nômade, eles leram sobre a vida de um homem atormentado com um mundo em que não se reconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Essa coisa de literatura nacional é um pouco uma camisa de força. Acho que é uma tática de autodefesa de cada país. Enquanto outros países estão fazendo isso, a gente aqui no Brasil acha isso uma bobagem, acha que tem mais é que ser internacionalista", afirma Bernardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentando não haver no Afeganistão sequer a noção de uma literatura nacional, Atiq lembrou que foi influenciado pela literatura persa e pela francesa. Por isso, ele se ligou na tradição do romance, que não existe em seu país de origem, muito mais forte na produção de contos e poesias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma pena não haver essa tradição no meu país. Escrever romances é puxar os limites da nacionalidade ao máximo", conclui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3048891889507127484?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3048891889507127484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3048891889507127484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3048891889507127484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3048891889507127484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/uma-arte-que-talvez-nao-seja-universal.html' title='Uma arte (que talvez não seja) universal'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk6dBpUZN0I/AAAAAAAAAfE/o3Gv9dbIHws/s72-c/110_36-atiq.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6943958999396632141</id><published>2009-07-02T17:20:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T11:28:41.385-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>Como ser verossímil, empático e emocionante</title><content type='html'>Ainda na mesa sobre as verdades inventadas, Beatriz Resende destacou também a coragem de Arnaldo e de Tatiana em expor as histórias de suas famílias. Arnaldo, por exemplo, mostra um lado negro de seu tio Adolpho Bloch. Mas a tarefa de Sérgio não foi menos extenuante, para ela, ao ter que mostrar uma face negra dos dirigentes comunistas Luiz Carlos Prestes e Antonio Maciel Bonfim, o “Miranda”, que lavaram as mãos em relação ao assassinato de Elza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi uma história que a esquerda não quis contar por motivos óbvios e a direita não conseguiu contar por incompetência. Sabia que o livro poderia incomodar muita gente, mas tive que ser desabusado em relação à divisão entre direita e esquerda", diz, lembrando que tentou fugir do reducionismo ideológico e quis contar a verdade da foram mais humana que fosse possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo lembrou que a biografia definitiva é uma falácia. Mais um selo de venda do que algo factível, a ideia de que um livro pode reunir a totalidade da vida de uma pessoa é de uma pretensão sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso é não reconhecer as subjetividades, não reconhecer as diferentes maneiras de ver uma cena. O livro que escolhi fazer foi bem diferente disso. Quis dar voz às subjetividades, deixando a pesquisa envolver todo esse universo de valores, sentimentos, sofrimentos. Não quis fazer uma redução purista sobre o tema", explica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta à pergunta da plateia sobre como tornar uma verdade inventada verossímil, empático e emocionante, Arnaldo apontou um único caminho: trabalhar o texto exaustivamente, escrevendo e reescrevendo. Ele, por exemplo, reescreveu seis vezes &lt;em&gt;Os Irmãos Karamabloch&lt;/em&gt;. Completando, Sérgio lembrou frase do escritor norte-americano Don Delillo, “Literatura é uma palavra atrás da outra”, para explicar como ele consegue chegar a verdades inventadas com essas três características.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6943958999396632141?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6943958999396632141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6943958999396632141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6943958999396632141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6943958999396632141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/como-ser-verossimil-empatico-e.html' title='Como ser verossímil, empático e emocionante'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6905566075204916780</id><published>2009-07-02T17:00:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T11:28:21.305-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>A pesquisa nas verdades inventadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk4Su4ss6PI/AAAAAAAAAe0/Yipmi6eB97U/s1600-h/110_228-mesatrio1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk4Su4ss6PI/AAAAAAAAAe0/Yipmi6eB97U/s320/110_228-mesatrio1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354237603693258994" /&gt;&lt;/a&gt;Beatriz, Arnaldo, Tatiana e Sérgio, em foto de André Teixeira, do Globo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas mesas da Flip tiveram temas tão bem amarrados quanto a que reuniu ontem Arnaldo Bloch, Sérgio Rodrigues e Tatiana Salem Levy, com mediação da professora e crítica Beatriz Resende. Depois de um primeiro conto na coletânea &lt;em&gt;25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira&lt;/em&gt;, Tatiana partiu para um romance, o que está em discussão nesta Flip: &lt;em&gt;A chave de casa&lt;/em&gt;, lançado em 2008. Em &lt;em&gt;Os Irmãos Karamabloch&lt;/em&gt;, Arnaldo misturou romance e biografia, baseado na história da família Bloch e centrado na figura de Adolpho Bloch, dono da revista e da TV Manchete. Já em &lt;em&gt;Elza, a garota&lt;/em&gt;, Sérgio Rodrigues criou personagens ficcionais para contar a história de Elza Cupello, assassinada pelo Partido Comunista na década de 1930. Cada qual a sua maneira, eles misturaram verdade e ficção e colocaram em xeque a todo momento esses princípios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Falar de verdades inventadas é tratar de literatura, pois é nisso que ela consiste", apresentou Beatriz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de cada um ler um trecho de seu livro, Beatriz levantou a questão da pesquisa nas obras do trio. Afinal, eles fizeram pesquisa, foram a campo apurar, seja na História, seja em fatos privados acontecidos, para dali criar ficção. Qual foi o peso dessas pesquisas na criação literária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo diz que o trabalho do livro começou bem antes do processo de escrever, já que ao longo de sua vida foi juntando memórias e experiências fundamentais para a obra. A gestação do livro foi de 2003 a 2008, já que a Companhia das Letras lhe deu um prazo extenso. Quase concluído, o livro, no entanto, estava seco, frio. O que fez o livro mudar foram duas gravações dadas por um primo, com depoimentos de duas tias de Arnaldo, cujos depoimentos eram ternos e com emoção. Isso o obrigou a reescrever tudo, dando ao livro esse calor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tatiana também localiza na infância o início da escrita de seu livro, quando ela conheceu a história de judeus turcos que eram expulsos, mas levavam a chave de suas casas na esperança de voltar. Um tio-avô de Tatiana foi um desses homens. Fez uma pesquisa leve sobre a época, além de entrevistar uma tia-avó idosa, que imigrou pequena para Portugal (Tatiana é portuguesa). Foi aí que chegou em um ponto estranho daquele caminho, que a fez repensar a própria literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como escritora, me preocupo muito com a verdade, mas não um verdade dos fatos. Procuro uma verdade da literatura", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita, para Tatiana, é, como disse o Nietzche, transformar em sangue próprio todas aquelas histórias que eu tinha ouvido ou conhecido. A ida a Istambul (na época em que escreveu a obra, ela viajou à Turquia) foi, segundo ela, mais importante para sentir os cheiros e a cor da cidade do que para usar fatos da viagem para o romance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Sérgio lembrou que a relação dele com o assunto sobre o que tratou em &lt;em&gt;Elza&lt;/em&gt; era bem mais distante do que a de Arnaldo e Tatiana com seus temas. Não só ele não tinha nada a ver com a história de Elza e do Partido Comunista, como também o livro foi uma encomenda. Depois de receber carta branca do editor da Objetiva, decidiu entregar um livro completamente diferente do encomendado. Criou um livro híbrido, variando com diferentes tipologias os momentos de reportagem e os de ficção, cuja pesquisa teve papel fundamental.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"É importante dizer que ficção não é mentira e tampouco o que entendemos como realidade é verdade. Não é, até porque, é bom dar essa notícia, a realidade não existe", disse, arrancando risadas da plateia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6905566075204916780?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6905566075204916780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6905566075204916780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6905566075204916780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6905566075204916780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/pesquisa-nas-verdades-inventadas.html' title='A pesquisa nas verdades inventadas'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk4Su4ss6PI/AAAAAAAAAe0/Yipmi6eB97U/s72-c/110_228-mesatrio1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-5903232444298169019</id><published>2009-07-02T11:24:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T11:27:26.219-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>O making of de Talese*</title><content type='html'>Embora tenha respondido a apenas três perguntas na entrevista que concedeu a jornalistas no final da manhã desta quinta-feira, na Flip, Gay Talese falou durante uma hora e meia. Só a primeira pergunta, "Como você apura?", rendeu mais de 40 minutos de resposta, em que Talese, para responder, traçou uma espécie de making of de uma de suas reportagens, narrando com o mesmo ritmo encadeado e a riqueza de detalhes que lhe são característicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk4U-fDS3DI/AAAAAAAAAe8/cUUu3fgIt7s/s1600-h/110_210-talese1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 211px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk4U-fDS3DI/AAAAAAAAAe8/cUUu3fgIt7s/s320/110_210-talese1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354240070709861426" /&gt;&lt;/a&gt;No final de 1999, Talese (ao lado, em foto de André Teixeira) não estava envolvido em nenhum projeto de livro ou na produção de nenhuma de suas habitualmente longas reportagens. À procura do que assistir na TV, parou para assistir à cobrança de pênalti de uma jogadora de futebol feminino chinesa, contra a seleção americana. Era um lance decisivo. Ao ver a menina perder a cobrança, Talese viu que ali havia uma boa história, pois naquele momento esteve em jogo bem mais do que um resultado de futebol. Se marcasse e derrotasse os Estados Unidos, ela poderia influir, por exemplo, no sentimento de seu país, uma potência ascendente, em relação ao outro, considerado por alguns uma superpotência em decadência. Será que ele sentira o peso dessa oportunidade? Que tipo de pressões ou punições sofrera? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malas prontas, foi à China conhecer a jogadora, cuja história não pôde encontrar em nenhuma publicação que tratou do jogo. Durante três meses em Pequim, nunca conseguiu falar com a jogadora, impedido pelo controle do governo sobre o trabalho da imprensa. Conseguiu, porém, falar com a mãe da menina, e descobriu que naquela mulher, que havia vivido parte das transformações por que a China tinha passado nas últimas décadas, residia uma história tão interessante quanto a de sua filha. Outra grata surpresa veio quando Talese conheceu a avó da jogadora: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais velha, ela havia vivido as transformações da China de Mao Tse-Tung, compondo, então, uma painel de três gerações de uma família, que tinha uma bela história de resignação, caráter e perseverança para ser narrada", explica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perseverança, aliás, ele cita como a característica fundamental para se fazer bom jornalismo. "Bater em portas", para ele, seria a essência da profissão: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bata na porta e diga que você não é ladrão, gângster ou coisa que o valha", diz, afirmando ser este o motivo de seus sempre elegantes terno e gravata, que acabam contribuindo para uma "boa apresentação". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ingrediente que comporia esta receita de contar boas histórias é deixar o Google de lado, indo até onde está a história, com determinação e curiosidade. É assim, resumiu na última e também extensa resposta, que ele consegue escrever reportagens que permanecem interessantes décadas depois de escritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Publicado originalmente em &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/07/02/a-coletiva-de-talese-na-flip-2009-201207.asp"&gt;O Globo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-5903232444298169019?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/5903232444298169019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=5903232444298169019&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5903232444298169019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5903232444298169019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/o-making-of-de-talese.html' title='O making of de Talese*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk4U-fDS3DI/AAAAAAAAAe8/cUUu3fgIt7s/s72-c/110_210-talese1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6931903764320920580</id><published>2009-07-01T20:43:00.003-03:00</published><updated>2009-07-04T14:06:06.177-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>Alumbramento e simplicidade em Manuel Bandeira</title><content type='html'>Crítico apaixonado e dedicado, Davi Arrigucci Jr. (abaixo, na foto de André Teixeira) abriu a Flip 2009 falando de Manuel Bandeira, o autor homenageado deste ano. Analisando alguns poemas, definindo períodos e iluminando características de Bandeira, Arrigucci frisou a capacidade do poeta dizer coisas complexas de forma simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk-L179b5BI/AAAAAAAAAfU/ihGap-Sqt1o/s1600-h/110_138-arrigucci1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk-L179b5BI/AAAAAAAAAfU/ihGap-Sqt1o/s320/110_138-arrigucci1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354652240711509010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para ele, Bandeira foi o poeta da passagem da poesia brasileira para a modernidade e foi o moderno que mais leu a poesia tradicional, indo das cantigas medievais à lírica quinhentista portuguesa, passando depois por todos os estilos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acredita que Bandeira deu um novo sentido ao poético. Espécie de autobiografia, &lt;em&gt;Itinerário de Pasárgada&lt;/em&gt; foi o livro em que Bandeira reuniu as reminiscências mais antigas que tinha. Uma corrida de ciclistas, um pátio de hotel, ou qualquer outra lembrança de quando ele tinha cerca de três anos. Bandeira explica no livro que, todas as vezes que voltava a essas memórias quase apagadas, sentia uma emoção diferente. Mais tarde, ligou essas “emoções diferentes” à experiência do poético. Raras as vezes da vida de adulto aquela emoção se repetia. Era a emoção da poética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença, segundo Arrigucci, entre a emoção poética e a emoção normal do dia a dia é que ela nos dá a sensação de um universo. Esses sentimentos nos dão uma sensação de totalidade completa. Nos abrem para a dimensão do insondável. Bandeira chamou isso de &lt;em&gt;alumbramento&lt;/em&gt; (do espanhol &lt;em&gt;alumbrar&lt;/em&gt;, que quer dizer parir, mas também pode ser uma iluminação espiritual, um sopro de algo mais). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses raros momentos de “emoção diferente” são momentos de &lt;em&gt;alumbramento&lt;/em&gt;. É uma espécie de núcleo simbólico da experiência. É uma síntese de uma totalidade. Simbólico porque é um símbolo, que tem um lado metonímico e também uma base de continuidade no concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tem a ver com a simplicidade de Bandeira. Ele cria poesia a partir de uma conversa no bonde, de uma receita de doce, de uma bula de remédio. Pode estar nos amores ou nos chinelos, nas coisas lógicas ou nas desbaratadas. Arrigucci chama de “estilo humilde” esta capacidade do autor. O temo “humilde” refere-se ao princípio do Cristianismo de comunicar coisas complexas de formas simples (como a transubstanciação, por exemplo). Por isso, ele explica, pode parecer que Bandeira está falando de coisas simples, mas está falando de temas muito profundos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi em grande estilo, de forma simples mas conteúdo complexo, que teve início a Flip 2009. Que venha Adriana Calcanhoto e seu show de abertura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6931903764320920580?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6931903764320920580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6931903764320920580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6931903764320920580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6931903764320920580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/07/alumbramento-e-simplicidade-em-manuel.html' title='Alumbramento e simplicidade em Manuel Bandeira'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sk-L179b5BI/AAAAAAAAAfU/ihGap-Sqt1o/s72-c/110_138-arrigucci1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3217282632439865497</id><published>2009-06-30T22:24:00.003-03:00</published><updated>2009-06-30T22:52:42.123-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>Lado B dá Flip está dando show</title><content type='html'>Correndo por fora, os eventos paralelos à programação central da Flip estão dando um show. Além das já tradicionais exibições de filmes e apresentações teatrais e de música, também haverá bate-papos com autores. Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Ondjaki, Jon Lee Anderson (autor de excelente biografia de Che Guevara), os franceses David Foenkinos (&lt;em&gt;O potencial erótico de minha mulher&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Em caso de felicidade&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Quem se lembra de David Foenkinos&lt;/em&gt;) e Ollivier Pourriol (&lt;em&gt;Cinefilô&lt;/em&gt;) são alguns dos autores que se revezarão na &lt;a href="http://www.flip.org.br/programacao_2009.php?programacao=casa_cultura"&gt;Casa de Cultura&lt;/a&gt; e na &lt;a href="http://www.paraty.com/clientes/offflip2009/"&gt;Off Flip&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;a href="http://www.flipinha.org.br/"&gt;Flipinha&lt;/a&gt;, braço infantil do evento, haverá a grande Ruth Rocha, comemorando 40 anos de carreira na literatura infantil, e Carlos Heitor Cony. Já na estreante &lt;a href="http://flipzona.wordpress.com/"&gt;FlipZona&lt;/a&gt;, seara dos adolescentes, terá intensa programação misturando filmes, oficinas e mesas sobre quadrinhos, novas tecnologias e conflitos na adolescência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3217282632439865497?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3217282632439865497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3217282632439865497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3217282632439865497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3217282632439865497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/lado-b-da-flip-esta-dando-show.html' title='Lado B dá Flip está dando show'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3194728944120206506</id><published>2009-06-30T20:03:00.005-03:00</published><updated>2009-06-30T22:24:09.578-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>Talese não está resfriado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Skq6OAv1xhI/AAAAAAAAAes/hrNbtUjymRo/s1600-h/taslese.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Skq6OAv1xhI/AAAAAAAAAes/hrNbtUjymRo/s200/taslese.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353295856964847122" /&gt;&lt;/a&gt;O mais famoso texto de um dos mais famosos nomes da Flip deste ano está disponível na íntegra na internet. Trata-se de &lt;em&gt;Frank Sinantra has a cold&lt;/em&gt;, de Gay Talese. Papa do jornalismo literário, Talese não só não está resfriado, como já está em Paraty, onde fala no sábado, às 17h. Inventor do que se convencionou chamar "jornalismo literário", que mescla elementos da literatura à apuração e precisão jornalísticas, Talese também é autor de outros excelentes livros-reportagens, como &lt;em&gt;O Reino e o Poder&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A mulher do próximo&lt;/em&gt; e o recente &lt;em&gt;Vida de escritor&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande mérito de Frank Sinatra has a cold, como texto jornalístico, não está só no texto rico em detalhes e criatividade. Mas está em ser um perfil feito sem o perfilado. Talese ouve milhões de pessoas menos o próprio Sinatra. E o resultado é fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique &lt;a href="http://www.esquire.com/features/ESQ1003-OCT_SINATRA_rev_"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ler a reportagem, na íntegra, no site da revista Esquire. Tudo sobre a mesa de Talese - que conversará com o jornalista Mario Sergio Conti, diretor de redação da revista Piauí - você acompanha aqui no &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3194728944120206506?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3194728944120206506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3194728944120206506&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3194728944120206506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3194728944120206506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/talese-nao-esta-resfriado.html' title='Talese não está resfriado'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Skq6OAv1xhI/AAAAAAAAAes/hrNbtUjymRo/s72-c/taslese.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-7679803268741152991</id><published>2009-06-26T09:56:00.004-03:00</published><updated>2009-06-26T10:51:09.863-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>O lirismo dos loucos de Bandeira</title><content type='html'>Um século separa o nascimento de Manuel Bandeira do meu, mas cada um desses anos de diferença se dilui toda vez que eu leio uma de suas poesias. Confesso que sempre fui mais de prosa que de poesia, talvez por nunca ter tido um professor na escola ou na vida que me encaminhasse pelos labirintos dos versos e estrofes, às vezes demasiadamente enigmáticos para mim. Mas com Bandeira é diferente. Autor homenageado este ano pela Festa Literária de Paraty, o poeta é conhecido por despertar o gosto pela poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De hoje até o fim da Flip, dia 5 de julho, o &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt; vai publicar 10 dos poemas dele, todos comentados a partir das observações feitas pelo crítico Davi Arriguci Jr. em seu rico &lt;em&gt;Humildade, paixão e morte: a poesia de Manuel Bandeira&lt;/em&gt;. Espero que esses poemas e a riqueza neles contida, apontada pela sofisticada percepção do Davi, despertem em outras pessoas também o desejo de mergulhar na poesia bandeiriana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escolhido para abrir a série é &lt;em&gt;Poética&lt;/em&gt;, que faz parte do livro &lt;em&gt;Libertinagem&lt;/em&gt;, de 1930, o quarto publicado, mas primeiro realmente moderno. É neste livro que está grande parte de seus poemas mais conhecidos, que se revezam entre humor, paixão e erotismo. Nele, ele cria uma mistura inovadora e moderna, chegando a uma emoção poética com palavras simples, colhidas no vocabulário do dia a dia, das ruas, da boca da pessoa comum e não dos intelectuais com dicionário decorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o &lt;em&gt;Poética&lt;/em&gt; também mostra sua concepção da poesia como transe ou inspiração súbita. Como diz o Davi, ele encarna a paixão no poema, o lirismo, como diz nos últimos versos, dos loucos, dos bêbedos e dos clowns de Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Poética&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou farto do lirismo comedido&lt;br /&gt;Do lirismo bem comportado&lt;br /&gt;Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente&lt;br /&gt;protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.&lt;br /&gt;Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário&lt;br /&gt;o cunho vernáculo de um vocábulo.&lt;br /&gt;Abaixo os puristas&lt;br /&gt;Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais&lt;br /&gt;Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção&lt;br /&gt;Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis&lt;br /&gt;Estou farto do lirismo namorador&lt;br /&gt;Político&lt;br /&gt;Raquítico&lt;br /&gt;Sifilítico&lt;br /&gt;De todo lirismo que capitula ao que quer que seja &lt;br /&gt;fora de si mesmo&lt;br /&gt;De resto não é lirismo&lt;br /&gt;Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante&lt;br /&gt;exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes&lt;br /&gt;maneiras de agradar às mulheres, etc&lt;br /&gt;Quero antes o lirismo dos loucos&lt;br /&gt;O lirismo dos bêbedos&lt;br /&gt;O lirismo difícil e pungente dos bêbedos&lt;br /&gt;O lirismo dos clowns de Shakespeare&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-7679803268741152991?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/7679803268741152991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=7679803268741152991&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7679803268741152991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7679803268741152991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/o-lirismo-dos-loucos-de-bandeira.html' title='O lirismo dos loucos de Bandeira'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3924346868108240992</id><published>2009-06-25T17:34:00.003-03:00</published><updated>2009-06-25T18:12:15.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Joyce em 140 caracteres</title><content type='html'>A editora americana Penguin vai adaptar clássicos da literatura em 20 tweets de 140 caracteres cada, limite que o &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2008/07/microblogando-uma-homenagem-joo-ubaldo.html"&gt;Twitter&lt;/a&gt; estabelece para suas mensagens. Shakespeare, Dante Aligheri, Stendhal, James Joyce e até JK Rowling terão livros seus resumidos em 2.800 caracteres. Parece loucura, mas &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/technology/2009/jun/24/twitter-literature-twitterature"&gt;a notícia foi publicada ontem no jornalão britânico &lt;em&gt;The Guardian&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideia de dois jovens americanos, alunos da Universidade de Chicago, a "Twitterature" é, para eles, um grande feito. "Nós tentamos unir os dois pilares da nossa geração, de uma vez por todas e para sempre", disseram Emmett Rensin e Alex Aciman. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra todo tipo de preconceito com novas tecnologias, mas vamos combinar que não há chance de isso ficar sequer interessante. Reduzir um livro como &lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;, do Joyce, a 2.800 toques é matar a obra. Vale menos que um resumo. E os livros do Harry Potter? Que graça tem excluir os detalhes da história e só contar o enredo geral? A orelha deve ter mais caracteres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triste é que provavelmente isso vai vender como água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3924346868108240992?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3924346868108240992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3924346868108240992&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3924346868108240992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3924346868108240992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/joyce-em-140-caracteres.html' title='Joyce em 140 caracteres'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-9186943744759401600</id><published>2009-06-25T10:20:00.003-03:00</published><updated>2009-06-25T10:42:51.264-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Não é Orwell, é Cesar</title><content type='html'>O ex-prefeito Cesar Maia escreveu hoje em seu &lt;a href="http://cesarmaia.blogspot.com/"&gt;ex-blog, apenas entregue por e-mail&lt;/a&gt;, que um embaixador lhe enviou carta criticando uma suposta xenofobia do carioca que estaria deixando a Europa perplexa. A razão seria o embarreiramento do Guggenheim e a proibição do Instituto Europeu de Design (IED) ir para a Urca, além, olha que curioso, do constrangimento criado ao arquiteto Portzamparc pelo caso da Cidade da Música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"o caso da Cidade da Música, criando enorme constrangimento para o maior arquiteto de salas de concerto e ópera do mundo todo, Christian de Portzamparc, com obras consagradas, como a Cité de la musique, em Paris, e La Philharmonie Luxembourg, a mais sofisticada do mundo, até a Cidade da Música do Rio"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O que o ex-prefeito esqueceu de dizer é que os constrangimentos foram criados por sua própria administração, que &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/05/06/empresas-de-fachada-podem-ter-sido-usadas-em-cotacoes-de-precos-para-cidade-da-musica-755731555.asp"&gt;pode até ter usado empresas de fachada para a cotação de preços dos materiais da obra&lt;/a&gt;. O próprio Portzamparc contou ao &lt;em&gt;Globo&lt;/em&gt; que alertou a prefeitura sobre o risco de fazer o acabamento às pressas, medida a que Cesar recorreu para ele mesmo, ainda prefeito, conseguir inaugurar o prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o raciocínio de Cesar possa parecer um sofisticado duplipensamento à la Orwell, não é. É só mais um bom e velho oportunismo do prefeito dos factóides.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-9186943744759401600?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/9186943744759401600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=9186943744759401600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/9186943744759401600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/9186943744759401600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/nao-e-orwell-e-cesar.html' title='Não é Orwell, é Cesar'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4747181427173708887</id><published>2009-06-24T22:00:00.001-03:00</published><updated>2009-06-25T02:57:02.018-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Relíquias: O Hamlet de Aderbal</title><content type='html'>Que me desculpem os críticos, mas o &lt;em&gt;Hamlet&lt;/em&gt; de Aderbal Freire-Filho é fundamental. Assiste semana passada à peça, aproveitando a última chance aqui no Rio, já que a produção agora irá rodar o Brasil (parece que o roteiro inclui Curitiba, Campinas, Santos, Salvador e Recife, mas essa não é uma informação oficial). Achei a montagem de Aderbal muito bem feita, pois conseguiu tornar o texto contemporâneo e, ao mesmo tempo, manter sua consistência. O elenco, encabeçado por Wagner Moura, Tonico Pereira e Carla Ribas - protagonista do filme &lt;em&gt;A casa de Alice&lt;/em&gt; - dá conta do recado e vai além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está certo que Moura está um tanto acima do tom como o atormentado príncipe que recebe do espírito do pai a missão de vingar sua morte. Mas e daí? Sua interpretação excitada é muito prazerosa de ver. Como bem frisou a crítica Barbara Heliodora, do &lt;em&gt;Globo&lt;/em&gt; (link para a crítica de Barbara no fim deste post), a tradução optou por não seguir a oscilação presente no texto original entre o Hamlet louco, quando o personagem fala em prosa, e o racional, quando o texto está em poesia. O Hamlet de Moura é louco praticamente o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é maravilhoso, pois dá nuances ainda mais dramáticas à conhecida e eterna discussão do "ser ou não ser" que a peça propõe. O que é verdade e o que é representação? Não estamos o tempo todo representando? O teatro, como arte-espelho da natureza humana, é o objeto central da peça. Já havia lido, mas nunca assistido a uma encenação deste que é um dos textos fundamentais de Shakespeare. Essa percepção de que "Hamlet" coloca em discussão o próprio teatro só consegui ter assistindo à peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí que entra a importância dos outros elementos cênicos que tornam o teatro uma arte tão sensorialmente rica. A iluminação de Maneco Quinderé responde a quem se pergunta por que é tão grande seu prestígio no teatro carioca. Rodrigo Amarante criou uma música bonita em muitas partes. O figurino mistura elementos de época com trajes contemporâneos, dando um ar atemporal às roupas dos personagens, sendo destaque absoluto uma armadura usada pelo fantasma do pai de Hamlet. Curiosidade: pesa 16kg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o prazer depois de assistir à montagem de Aderbal pesa bem mais. Não sei quanto até agora, mas é muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No YouTube, achei algumas cenas selecionadas. Quem mora nas cidades por que a peça passar não pode deixar de ver. O preço é meio alto, mas vale cada centavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dDMkxqzwKcQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dDMkxqzwKcQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanque de links:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/03/07/e070320232.asp"&gt;Críticas de Macksen Luiz, Rodrigo de Almeida, Daniel Schenker e Eliana Pibernat Antonini no Jornal do Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/03/27/critica-de-barbara-heliodora-para-hamlet-shakespeare-cai-ferido-no-leblon-755033403.asp"&gt;&lt;em&gt;Shakespeare cai ferido no Leblon&lt;/em&gt;: a crítica de Barbara Heliodora no Globo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/03/27/carta-de-aderbal-freire-filho-em-resposta-critica-de-barbara-heliodora-para-hamlet-755033719.asp"&gt;Carta de Aderbal Freire-Filho à crítica de Barbara&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/03/27/hamlet-o-debate-apaixonado-em-torno-de-shakespeare-755034539.asp"&gt;Réplica de Barbara à resposta de Aderbal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080704/not_imp200470,0.php"&gt;&lt;em&gt;Piruetas de um príncipe acrobático&lt;/em&gt;: a crítica de Jefferson Del Rios no Estadão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2506200811.htm"&gt;&lt;em&gt;Moura faz o Hamlet de sua geração&lt;/em&gt;: a crítica de Sérgio Salvia Coelho na Folha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://marcelopies.com/"&gt;Site do figurinista Marcelo Pies mostra todas as roupas criadas e explica uma a uma&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4747181427173708887?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4747181427173708887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4747181427173708887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4747181427173708887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4747181427173708887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/reliquias-o-hamlet-de-aderbal.html' title='Relíquias: O &lt;em&gt;Hamlet&lt;/em&gt; de Aderbal'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-7168889432483355514</id><published>2009-06-21T15:14:00.002-03:00</published><updated>2009-06-21T15:25:10.899-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Que tipo de livro é o Brasil?</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;"... o Brasil é um romance daqueles bem caudalosos, que mistura estilos de forma atarantada, embora seja perceptível certo predomínio do barroco. Passagens fascinantes vêm entremeadas a outras muito mal escritas. Um livro bastante violento, aliás. Às vezes fica tão insuportável na repetição de certas tramas que dá vontade de abandonar a leitura. Mas não resistimos, voltamos a abri-lo, logo estamos fascinados outra vez. A esperança de um final feliz é remota, mas nunca se apaga. Há livros bem piores na estante do mundo."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O trecho acima é para dar continuidade à babação de ovo ao escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, autor dessa resposta e do &lt;a href="http://www.todoprosa.com.br"&gt;ótimo blog Todoprosa&lt;/a&gt;. Sérgio respondeu à pergunta do título deste post na &lt;a href="http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&amp;modelo=2&amp;secao=5&amp;lista=0&amp;subsecao=0&amp;ordem=3053"&gt;interessante entrevista que deu para o site Rascunho&lt;/a&gt;, em que fala de seu livro &lt;em&gt;Elza, a garota &lt;/em&gt;e também de várias questões do mundo literário, como a formação de um escritor, o momento por que passa a literatura no Brasil, o romance histórico, o desinteresse da grande mídia pelo assunto e a possibilidade de oficinas literárias contribuírem ou não para o sucesso de um escritor. Vale a leitura. Enquanto isso, prometo só voltar a falar em Sérgio mês que vem, na &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2009/05/e-nois-na-flip.html"&gt;cobertura da Flip&lt;/a&gt;, quando ele dividirá mesa com Tatiana Salem Levy e Arnaldo Bloch.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-7168889432483355514?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/7168889432483355514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=7168889432483355514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7168889432483355514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7168889432483355514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/que-tipo-de-livro-e-o-brasil.html' title='Que tipo de livro é o Brasil?'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6646711129482252459</id><published>2009-06-15T23:38:00.003-03:00</published><updated>2009-06-15T23:42:36.675-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Entrevista sobre Elza, a garota</title><content type='html'>Faz poucos dias, terminei de ler &lt;em&gt;Elza, a garota&lt;/em&gt;, o novo romance de Sérgio Rodrigues (autor do ótimo e sempre citado blog &lt;a href="http://www.todoprosa.com.br"&gt;Todoprosa&lt;/a&gt;, referência para este humilde &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt;). Achei essa entrevista com Sérgio feita por Edney Silvestre na Globonews e a compartilho com meus probos leitores. Leiam o livro, vale a pena, pela mistura que faz de história, biografia e romance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="196"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=991148&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="240" height="196" flashvars="midiaId=991148&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6646711129482252459?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6646711129482252459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6646711129482252459&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6646711129482252459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6646711129482252459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/entrevista-sobre-elza-garota.html' title='Entrevista sobre &lt;em&gt;Elza, a garota&lt;/em&gt;'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6319723353308572780</id><published>2009-06-05T23:13:00.008-03:00</published><updated>2009-06-10T16:08:15.472-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografia'/><title type='text'>O Rio natural de Pierre Verger*</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SinRjY8KY9I/AAAAAAAAAd8/JwlUAXmf8zs/s1600-h/pierre1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SinRjY8KY9I/AAAAAAAAAd8/JwlUAXmf8zs/s200/pierre1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344032838772220882" /&gt;&lt;/a&gt;Como se estivesse posando para a foto, uma mulher negra, de seus trinta anos, altiva e simples, segura uma folha de espada-de-são-jorge em meio aos festejos de 23 de abril. Típica do estilo do fotógrafo francês Pierre Verger, a imagem ao lado é uma das 50 que compõem a exposição inaugurada nesta sexta-feira no Fashion Rio, formada apenas por imagens de passagens do fotógrafo pelo Rio em 1941, 1946 e ao longo da década de 50. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O maior mérito do Verger era deixar o fotografado à vontade, como se não estivesse em frente a uma câmera", diz Alex Baradel, responsável pelo acervo fotográfico da Fundação Pierre Verger, em Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SinRqerlumI/AAAAAAAAAeE/nKbGQU_PRNY/s1600-h/pierre3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 186px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SinRqerlumI/AAAAAAAAAeE/nKbGQU_PRNY/s200/pierre3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344032960572406370" /&gt;&lt;/a&gt;Outras imagens escolhidas para a exposição confirmam a opinião de Baradel, ao mostrarem de forma natural personagens típicos do Rio, como o homem travestido de mulher no carnaval. A explicação que melhor resume esse estilo do francês é de Jean-Lou Pivin, diretor da bienal francesa de fotos, a Photoquai. Segundo ele, Verger usava a fotografia como um meio para conhecer o outro, e não como um fim em si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aqui na exposição, isso fica claro com as imagens feitas no carnaval, em que ele vem para uma festa grande, mas procura fotografar as pessoas e não a festa e seus adornos" explica Baradel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SinR11ClKRI/AAAAAAAAAeM/2SxLYNDpXoY/s1600-h/pierre2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 189px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SinR11ClKRI/AAAAAAAAAeM/2SxLYNDpXoY/s200/pierre2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344033155552979218" /&gt;&lt;/a&gt;Outras fotos que merecem ser vistas com atenção, segundo ele, é a de um bonde cheio de foliões a caminho do carnaval de rua e a do Cristo Redentor de costas, com a cabeça cortada. Todas as 50 imagens da mostra estão à venda, com preços que giram em torno de R$ 3 mil. O dinheiro arrecadado será revertido para a Fundação Pierre Verger, além de ser usado para pagar os custos de produção da exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Publicado originalmente em &lt;a href="http://www.oglobo.com.br"&gt;www.oglobo.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6319723353308572780?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6319723353308572780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6319723353308572780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6319723353308572780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6319723353308572780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/o-rio-natural-de-pierre-vergere.html' title='O Rio natural de Pierre Verger*'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SinRjY8KY9I/AAAAAAAAAd8/JwlUAXmf8zs/s72-c/pierre1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-7253416848505028712</id><published>2009-06-03T08:00:00.000-03:00</published><updated>2009-06-03T08:00:02.734-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A primeira princesa negra da Disney</title><content type='html'>Obama eleito, a Disney não poderia perder o gancho. Em dezembro, deve sair o filme &lt;em&gt;A princesa e o sapo&lt;/em&gt;, com a primeira princesa negra. É isso aí. Branca de Neve, Cinderela, Bela Adormecida e Ariel agora terão ao seu lado Tiana, princesa que beija um sapo para transformá-lo em príncipe mas acaba tornado-se ela mesma uma perereca. Espia aí o trailer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="196"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1045468&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="240" height="196" flashvars="midiaId=1045468&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-7253416848505028712?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/7253416848505028712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=7253416848505028712&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7253416848505028712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7253416848505028712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/primeira-princesa-negra-da-disney.html' title='A primeira princesa negra da Disney'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3258410712205930616</id><published>2009-06-03T01:21:00.007-03:00</published><updated>2009-06-03T01:52:49.664-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>Wally no cinema e na web</title><content type='html'>Já descobri como me redimir. Achei na internet sites que tiveram a brilhante sacada de escanear partes de "Onde está Wally?", a série de livros que convida o leitor a procurar o simpático personagem Wally em enormes e hiperdetalhados cenários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de procurá-los surgiu quando li &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1179660-7086,00.html"&gt;a notícia de que a história será adaptada para o cinema&lt;/a&gt;. Serviu para matar a minha saudade. Aproveite você também, clicando sobre as figuras abaixo e queimando a mufa para encontrá-lo. A tempo: obrigado a quem teve a trabalheira de escanear essas imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiX9uZ_zcKI/AAAAAAAAAdc/j0SpPFjtM3k/s1600-h/wally-1-565x527.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 186px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiX9uZ_zcKI/AAAAAAAAAdc/j0SpPFjtM3k/s200/wally-1-565x527.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342955506639270050" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiX-tp9mKXI/AAAAAAAAAds/NAKfJO4hbDw/s1600-h/Livro%2BOnde%2Best%25C3%25A1%2Bo%2BWally%2B01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 163px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiX-tp9mKXI/AAAAAAAAAds/NAKfJO4hbDw/s200/Livro%2BOnde%2Best%25C3%25A1%2Bo%2BWally%2B01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342956593256737138" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiX-FLd0gKI/AAAAAAAAAdk/kkBYDpq5dbo/s1600-h/wally.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 125px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiX-FLd0gKI/AAAAAAAAAdk/kkBYDpq5dbo/s200/wally.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342955897875628194" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiX_5ErnctI/AAAAAAAAAd0/pdoFfW3S_hg/s1600-h/Livro%2BOnde%2Best%25C3%25A1%2Bo%2BWally%2B06.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 163px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiX_5ErnctI/AAAAAAAAAd0/pdoFfW3S_hg/s200/Livro%2BOnde%2Best%25C3%25A1%2Bo%2BWally%2B06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342957888919270098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3258410712205930616?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3258410712205930616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3258410712205930616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3258410712205930616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3258410712205930616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/wally-no-cinema-e-na-web.html' title='Wally no cinema e na web'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiX9uZ_zcKI/AAAAAAAAAdc/j0SpPFjtM3k/s72-c/wally-1-565x527.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3244714020349333322</id><published>2009-06-02T23:55:00.007-03:00</published><updated>2009-06-03T00:18:54.131-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Para se redimir, só com Dorrit</title><content type='html'>Depois desse infame título rimado, fiquei pensando que seria mais difícil conseguir o perdão pela ausência das últimas duas semanas. Daí cheguei à conclusão de que este blog há muito teria que se redimir com quem o visita e se frustra pela infelizmente inconstante atualização. Fazer o que se o excesso de informações dos dias atuais acaba nos sugando? Haja neurônios para consumi-las. Haja tempo para absorvê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vou escrever aqui no blog, procuro escolher assuntos que tenham passado despercebidos ou tenham tido pouco espaço no noticiário. Já quando dou minha opinião sobre filmes, livros ou seja lá o que for, tento apurar ao máximo o que penso para não tornar a leitura irrelevante para quem nela investe tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo tornar esse critério cada vez mais exigente, para que seus minutos investidos aqui valham a pena. Enquanto isso, que tal você dar um pulo no site da Revista Piauí e ler grande parte das matérias da edição de maio, já disponíveis em sua maioria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destaque absoluto é &lt;a href="http://www.revistapiaui.com.br/edicao_32/artigo_1022/O_aprendiz.aspx"&gt;uma deliciosa reportagem de Dorrit Harazim que narra os primeiros dias como deputado de Elizeu Aguiar&lt;/a&gt;, do PTB do Piauí, empossado na Câmara no início do ano, para substituir úm deputado que já era suplente do que havia sido originalmente eleito. Muito interessantes os meandros de Brasília e as observações sutis que Dorrit faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiXpgpZ0X9I/AAAAAAAAAdU/3a0NUO1w-Q8/s1600-h/piaui.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 211px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiXpgpZ0X9I/AAAAAAAAAdU/3a0NUO1w-Q8/s400/piaui.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342933280024190930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3244714020349333322?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3244714020349333322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3244714020349333322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3244714020349333322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3244714020349333322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/06/para-se-redimir-so-com-dorrit.html' title='Para se redimir, só com Dorrit'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SiXpgpZ0X9I/AAAAAAAAAdU/3a0NUO1w-Q8/s72-c/piaui.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-2014424676097052722</id><published>2009-05-18T20:48:00.002-03:00</published><updated>2009-05-18T20:50:44.460-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O sonho de Eduardo Paes</title><content type='html'>O prefeito Eduardo Paes falou abertamente sobre a remoção de favelas cariocas na entrevista que deu à Veja, publicada na edição desta semana. &lt;a href="http://veja.abril.com.br/200509/entrevista.shtml"&gt;A íntegra da entrevista pode ser lida&lt;/a&gt; no site da revista, somente por assinantes. Leia trechos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;A remoção de favelas é outro tabu que o senhor diz estar disposto a enfrentar. &lt;/strong&gt;Estigmatizar a remoção é uma irresponsabilidade. Em 1996, quando eu era subprefeito (da Barra da Tijuca), havia uma favela no Itanhangá em área de altíssimo risco. A prefeitura tinha construído casas em outro lugar para as pessoas saírem de lá, mas, quando tudo estava certo para a remoção, entraram em cena Ministério Público, Defensoria Pública etc., que obtiveram uma liminar para manter os moradores no local. Pois bem, em seguida, ocorreu uma chuva forte e quarenta pessoas morreram. Evidentemente, não apareceu ninguém – nem MP, nem Defensoria, nem político, nem demagogo algum de plantão – para falar sobre a tragédia. Não existe um plano de sair removendo favelas. Aquelas que já estão consolidadas precisam de ações para melhorar a qualidade de vida de quem mora ali, e elas serão feitas. Mas há situações em que a alternativa da remoção pode e deve ser discutida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são elas?&lt;/strong&gt; Existem hoje 1 000 favelas na cidade. A grande maioria delas é muito pequena e, nesse universo, há, sim, casos em que a remoção é uma solução. Sempre que ela for possível, as pessoas sairão ganhando em matéria de moradia. E também a cidade, porque se impedirá que aquela favela cresça até chegar a uma dimensão impossível de administrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para onde os moradores dessas favelas seriam removidos?&lt;/strong&gt; O ideal é formar pequenos núcleos habitacionais distribuídos pela cidade, em vez de levar as pessoas para áreas enormes, muito distantes e sem infraestrutura. No passado, remoção significou a criação de Vila Kennedy e Cidade de Deus, dois péssimos exemplos de conjuntos habitacionais gigantescos surgidos a partir de remoções – e que acabaram por se tornar áreas favelizadas e com altas taxas de criminalidade. Não vou jogar ninguém em lugares assim. Há regiões dentro da cidade que oferecem boas alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais?&lt;/strong&gt; O subúrbio, por exemplo, que tem linha de trem, metrô, hospital, escola, rua asfaltada, água, esgoto e luz. Os moradores dessas regiões reclamam que ali só há intervenções para melhorar as favelas e que o bairro em si está completamente abandonado. É verdade. O subúrbio, que já foi o símbolo de um Rio pujante, se deteriorou. Ali, a lógica do processo está invertida: áreas degradadas, como as favelas, vão ocupando e destruindo o tecido urbano consolidado. Meu sonho como prefeito é inverter esse fluxo, investir nos bairros e fazer com que a lógica da cidade formal passe a influenciar as áreas onde a favela avançou, possibilitando que haja um adensamento populacional civilizado.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-2014424676097052722?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/2014424676097052722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=2014424676097052722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2014424676097052722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2014424676097052722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/05/o-sonho-de-eduardo-paes.html' title='O sonho de Eduardo Paes'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-5264804797789959540</id><published>2009-05-15T10:38:00.002-03:00</published><updated>2009-05-15T11:32:09.199-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip 2009'/><title type='text'>É nóis na Flip</title><content type='html'>Depois de &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2008/07/terrvel-dor-de-acompanhar-flip-pela-web.html"&gt;chorar copiosamente durante a Festa Literária de Paraty do ano passado&lt;/a&gt;, é com orgulho que o Textos etc comunica a seus ínclitos leitores que fará a cobertura completa da Flip 2009. Sim, meus caros. Vocês leram bem. Este modesto blog que há mais de ano faz ponto na porta da esquina, qual moça arrependida da vida pregressa, estará lado a lado de nomes como Chico Buarque, Gay Talese, Milton Hatoum, Sérgio Rodrigues (autor do &lt;a href="http://www.todoprosa.com.br"&gt;ótimo Todoprosa&lt;/a&gt;), Lobo Antunes, Arnaldo Bloch, Cristóvão Tezza e Manuel Bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peralá! Bandeira? Ok, foi retórica introdutória para fisgar o leitor. Bandeira será apenas o autor homenageado deste ano. Um dos grandes especialistas no poeta, Edson Nery da Fonseca dividirá a mesa com Zuenir Ventura, que foi seu aluno. Papo que deve render muito. Ofuscada pelo centenário de morte de Machado de Assis, a efeméride de quarenta anos da morte do autor de &lt;em&gt;Libertinagem&lt;/em&gt; não foi tão badalada ano passado. Este ano, a Flip tenta colocá-lo novamente no centro da mesa. Ainda no conjunto de atividades para homenageá-lo, haverá uma oficina de poesia com o escritor e tradutor Paulo Henriques Britto, professor da PUC-Rio e autor do premiado &lt;em&gt;Macau&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênio do jornalismo literário, Gay Talese, estrela maior desta edição da Flip, será entrevistado por ninguém mais, ninguém menos que Mario Sergio Conti, autor do delicioso &lt;em&gt;Notícias do Planato&lt;/em&gt;, que só agora estou lendo, 10 anos depois de lançado. Hoje Conti integra a equipe da revista Piauí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois festejados romancistas brasileiros só revelados nos estertores do século XX estarão juntos falando sobre a relação de suas obras com a cultura brasileira. Na mesa que promete ser das mais concorridas do evento, Chico Buarque e Milton Hatoum estarão pela primeira vez juntos - pelo menos em público. Depois de &lt;em&gt;Budapeste&lt;/em&gt;, Chico lançou este ano &lt;em&gt;Leite derramado&lt;/em&gt;, livro delicioso e que tem forte viés de interpretação do Brasil. Já a obra de Hatoum vêm contando a saga do Norte brasileiro, tão pouco explorado na literatura. Seu &lt;em&gt;Cinzas do Norte&lt;/em&gt; é lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro destaque deverá ser a mesa composta por Sérgio Rodrigues, Arnaldo Bloch e Tatiana Salem-Levy, autores de &lt;em&gt;Elza, a garota&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Os irmãos Karamabloch&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A chave de casa&lt;/em&gt;, respectivamente. Devido ao meu grande interesse em biografias, essa mesa, que vai discutir a relação entre biografia, romance e memorialismo, terá em mim um atento espectador. Estou terminando de ler os livros de Bloch e Rodrigues e admito que é impressionante a mistura que ambos fazem desses três elementos para contar duas histórias verdadeiras. Arnaldo narra a saga de sua família (desde a vinda da Ucrânia até a falência do grupo que tinha como principal empresa a Rede Manchete). Já Sérgio recria em romance a história de uma jovem comunista assassinada pelo Partidão, escapando como Arnaldo da fórmula de biografias que reina no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via Twitter (www.twitter.com/textosetc) e por este presente blog, o &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt; tentará estar presente no maior número possível de mesas literárias. Também falarei sobre curiosidades de Paraty e sobre o clima da Festa, que aguarda de 20 a 30 mil pessoas andando sobre as seculares calçadas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica para quem deseja ir à Flip: &lt;a href="http://www.flip.org.br"&gt;no bonito site da Festa&lt;/a&gt;, há a programação completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica 2 para quem deseja ir à Flip: fechei há duas semanas meu hotel. Ainda há vagas. Faça uma busca na internet que você ainda consegue ir sem doer muito no bolso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-5264804797789959540?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/5264804797789959540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=5264804797789959540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5264804797789959540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5264804797789959540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/05/e-nois-na-flip.html' title='É nóis na Flip'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-7681781163504229882</id><published>2009-05-12T11:50:00.004-03:00</published><updated>2009-05-12T12:39:26.168-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>Gol contra de Rrrrrrrrrrronaldinho</title><content type='html'>Hoje, Daniel Castro, colunista de TV da Folha, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u564300.shtml"&gt;contou com exclusividade em sua coluna&lt;/a&gt; que Ronaldo Fenômeno (sim, aquele que a TV Globo quase coloca no colo e faz cafuné) assinou contrato de publicidade com... o SBT. Segundo a nota, a decisão do mais novo garoto propaganda do Baú do Silvio não agradou à emissora. Pudera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início da crise atravessada por Ronaldinho (não consigo chamá-lo por Ronaldo, por mais que me esforce), a Globo foi uma mãe para o garoto que Galvão Bueno tanto enalteceu ao longo dos anos 90 e do início dos anos 2000. Intimou a apresentadora do Fantástico Patrícia Poeta a entrevistá-lo para que ele esclarecesse detalhes do arroubo romântico que o levou a dar uma carona para André(ia) Albertini ano passado, tem dado destaque de vitória de Copa a cada gol que ele vem marcando no Corinthians e, agora que voltaram a tratá-lo como o Pelé dos novos tempos, a Globo dispensou a ele um tratamento pra lá de vip.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta ingratidão, Ronaldinho! A emissora não merecia isso. Tantas foram as vezes que deixou de enxergar como eram grandes as celulites de sua fenomenal barriga, tantos foram os momentos que as positivas cenas filmadas pelas câmeras globais fizeram parecer que ele era o grande jogador de outrora. Que vergonha! Talvez agora as celulites apareçam, os gols sumam e o Ronaldo 2009 surja, gordo, estabanado e decadente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeiras à parte, é claro que a emissora continuará a mostrar os momentos positivos de Ronaldinho. Mas é claro que ele sairá perdendo. Associar sua volta por cima pessoal à volta por cima que o SBT há tempos tenta dar é uma boa estratégia para o SBT, mas não para ele. É um dinheiro que não vai torná-lo mais rico e tampouco agregará mais valor à sua imagem. E boa imagem, vamos combinar, é o que um jogador como ele mais precisa na fase final da carreira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-7681781163504229882?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/7681781163504229882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=7681781163504229882&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7681781163504229882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7681781163504229882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/05/gol-contra-de-rrrrrrrrrrronaldinho.html' title='Gol contra de Rrrrrrrrrrronaldinho'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-5018376555163065645</id><published>2009-05-10T07:00:00.000-03:00</published><updated>2009-05-10T07:00:00.997-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Catarse no Dia das Mães</title><content type='html'>Ano passado, por conta do Dia das Mães, &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2008/05/and-heres-to-you-mrs-robinson.html"&gt;fiz um podcast, o primeiro do &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt;, sobre a música Mrs. Robinson&lt;/a&gt;, tema do filme &lt;em&gt;A primeira noite de um homem&lt;/em&gt;. Este ano, a ideia do post deste domingo veio graças ao acaso. Comprei na sexta o DVD do meu filme favorito, &lt;em&gt;Sonata de Outono&lt;/em&gt;, do Ingmar Bergman. Sonho antigo, eu bestamente não o concretizava. Ontem, aproveitei um súbito impulso consumista – cada vez mais comum, infelizmente – e paguei 50 reais pelo filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito falava com minha mãe sobre o filme, como faço, aliás, sempre que posso. Divulgar a existência de &lt;em&gt;Sonata de Outono &lt;/em&gt;é amenizar a ira divina e facilitar a entrada no céu. Aproveitei o gancho do Dia das Mães e a presenteei com o filme. Atitude cretina, já que é claro que ela sabe que eu, na verdade, o comprei para mim. Mas tudo bem. Ser mãe é perdoar esse tipo de canalhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, eu, ela e minha irmã o assistimos juntos, coisa que fazemos cada dia menos, derrotados que somos, cada dia mais, por nossos compromissos individuais. Filme estranho de se ver com mãe. Quem já viu o filme sabe do que falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sonata de Outono&lt;/em&gt; é a mais genial representação do potencial emotivo que existe na relação entre mãe e filha. É impressionante como, tanto no cinema, com Ingrid Bergman no papel da mãe Charlotte e Liv Ullmann no da filha Eva, quanto no teatro, com Marieta Severo no papel de Charlotte e Andréa Beltrão no de Eva, o texto de Bergman – que também era dramaturgo – é bem-sucedido no mergulho que faz, por meio de uma forte carga dramática e habilidosa sondagem psicológica, na alma torturada de uma filha tão carente do primeiro e mais importante – e também mais forte – amor que recebemos na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clímax do texto pode ser sintetizado pela seguinte fala de Eva, numa cena de close típica do diretor sueco, com Liv Ullmann em segundo plano, falando, e Ingrid no primeiro, ouvindo o monólogo da filha, meio em tom de desabafo, meio em tom de punhalada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Mãe e filha. Que mistura terrível de sentimentos, confusão e destruição. Tudo é possível e tudo se faz por amor e preocupação. As cicatrizes da mãe são passadas para a filha. As falhas da mãe são pagas pela filha. A infelicidade da mãe é a infelicidade da filha. Parece que o cordão umbilical nunca foi cortado. É isso? É isso? Será que a infelicidade da filha é o triunfo da mãe? Mamãe, será que a minha tristeza é a sua satisfação secreta?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;No cinema, o papel da mãe que abandonou as duas filhas para tocar a carreira de pianista é uma interpretação impecável de Ingrid Bergman, cuja vida pessoal certamente deve ter contribuído para que ela alcançasse o tom da personagem. Como Charlotte, que na história teria sido uma mulher infiel e uma mãe extremamente ausente, Ingrid deixou o marido e a filha pequena para ir viver com Roberto Rossellini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que é um filme estranho de se assistir com mães porque é claro que todas se comparam com Charlotte. Devem fazer freudianos questionamentos do tipo “Fui realmente uma boa mãe?”, “Será que fiz isso com os meus?”, “Também os abandonei, como Charlotte?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em casa, é um filme que pode ser visto a qualquer dia, até porque minha mãe foi o oposto da personagem escrita por Bergman – e isso não é papo de Dia das Mães. Mas, sejamos francos, não é filme a que todos possam assistir num dia como hoje, em que a família se reúne e é altíssima a chance de, como no Natal, voar rabanada. A catarse pode esperar um dia mais light.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que, quem sabe, dependendo do grau de dificuldade da sua relação com sua mãe, o filme até pode ajudá-los a resolver antigas mágoas. Nunca é tarde para se reaproximar de quem, pelo ódio ou pelo amor, é fundamental nas nossas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-5018376555163065645?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/5018376555163065645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=5018376555163065645&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5018376555163065645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5018376555163065645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/05/catarse-no-dia-das-maes.html' title='Catarse no Dia das Mães'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-130350359168005104</id><published>2009-05-06T23:00:00.000-03:00</published><updated>2009-05-07T02:10:18.540-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>50 anos do mais mítico dos discos de jazz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SgJoBjd34lI/AAAAAAAAAdM/svI4Tu9Og2M/s1600-h/kindofblue.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SgJoBjd34lI/AAAAAAAAAdM/svI4Tu9Og2M/s200/kindofblue.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332939284669784658" /&gt;&lt;/a&gt;Em março passado, fez 50 anos da gravação do mais clássico disco de jazz, o mítico &lt;em&gt;Kind of Blues&lt;/em&gt;, de Miles Davis e mais cinco outros importantes homens de jazz: Cannonball Adderley, John Coltrane, Paul Chambers, Bill Evans e Jimmy Cobb, o único ainda vivo. Cobb &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090505/not_imp365435,0.php"&gt;foi entrevistado pelo jornalista Jotabê Medeiros, no Estadão&lt;/a&gt;. Como entendo bem menos de música do que gostaria, me aproprio de um trecho da matéria publicada ontem pelo Jotabê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Nos 55 minutos e 16 segundos de Kind of Blue, nada está fora do lugar. Cada elemento, a introdução do baixo em em &lt;em&gt;So What&lt;/em&gt;, o solo de Coltrane em &lt;em&gt;Blue in Green&lt;/em&gt;. Até a ordem das músicas é perfeita. Cabe ali a sentença de conter pelo menos três baladas impecáveis: &lt;em&gt;Blue in Green&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;All Blues&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;So What&lt;/em&gt;. E músicas de uma vibração incomparável, como &lt;em&gt;Freddie Freeloader&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Flamenco Sketches&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Pensando em quem não conhece o álbum, o &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt;, sempre assistencialista para com seus leitores, preparou um iPod com as músicas. É só dar play abaixo e ouvir. Se gostar, quebre o porquinho e compre a edição especial que a Sony-BMG acaba de lançar com dois CDs (as cinco faixas originais + sobras de estúdio) e um DVD (com o filme &lt;em&gt;Celebrating a Masterpiece&lt;/em&gt; e a gravação de um show para a emissora CBS, em 1959). Quem quiser gastar um pouco mais poderá ir ao Bridgestone Music Festival, no Citibank Hall de São Paulo, em que Jimmy Cobb estará presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNDE2NzE5ODkwMzYmcHQ9MTI*MTY3MTk5NDU4NiZwPTE4MDMxJmQ9Jmc9MSZ*PSZvPTY1MDEzYzkyZWVhNTQ1M2VhYmM3ODFkMjIyY2ZjOWU2.gif" /&gt;   &lt;center&gt;&lt;p style="visibility:visible;"&gt;&lt;embed src="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/mff-mpodmin.swf?myid=21530215&amp;path=2009/05/05" quality="high" wmode="transparent" flashvars="mycolor=030C0D&amp;mycolor2=263738&amp;mycolor3=1D1E1F&amp;autoplay=false&amp;rand=0&amp;f=4&amp;vol=100&amp;pat=0&amp;grad=false" width="158" height="208" name="myflashfetish" salign="TL" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" border="0" style="visibility:visible;width:158px;height:208px;" /&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-130350359168005104?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/130350359168005104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=130350359168005104&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/130350359168005104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/130350359168005104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/05/50-anos-do-mais-mitico-dos-discos-de.html' title='50 anos do mais mítico dos discos de jazz'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SgJoBjd34lI/AAAAAAAAAdM/svI4Tu9Og2M/s72-c/kindofblue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8740985154710586047</id><published>2009-05-05T19:00:00.004-03:00</published><updated>2009-05-05T19:25:01.713-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Lacunas do caso Rubem Paiva</title><content type='html'>O Estadão publicou hoje três matérias sobre o caso do desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar. Sempre tive curiosidade de saber mais sobre a história, em detalhes, desde que li o gostoso livro &lt;em&gt;Feliz Ano Velho&lt;/em&gt;, escrito por seu filho, o jornalista Marcelo Rubens Paiva, em 1982. São muitas as lacunas que precisam ser preenchidas na história, incluindo aí a verdade final sobre o que lhe aconteceu depois que foi preso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento, o governo militar chegou a negar até a prisão dele. Depois, irritado pela insistência na busca por Rubens Paiva, o Exército preocupou-se em criar uma versão, tida como farsesca pela família, de que ele teria sido resgatado por guerrilheiros. A família tem informações de que, após a prisão do deputado em 20 de janeiro de 1971, no Leblon, ele foi levado para a III Zona Aérea e torturado. De lá, foi transferido para o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna), onde, novamente torturado, não resistiu e morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três matérias estão disponíveis na íntegra no site do jornal e valem ser lidas. São exemplos perfeitos de como é importante a abertura dos arquivos da ditadura militar para ajudar na elucidação de casos como esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090505/not_imp365539,0.php"&gt;Lacunas marcam laudo oficial sobre Rubens Paiva&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090505/not_imp365543,0.php"&gt;Documento derrubou versão inicial dos militares&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090505/not_imp365544,0.php"&gt;Procura por ex-deputado irritou Exército&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8740985154710586047?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8740985154710586047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8740985154710586047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8740985154710586047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8740985154710586047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/05/lacunas-do-caso-rubem-paiva.html' title='Lacunas do caso Rubem Paiva'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8392889506673369954</id><published>2009-04-30T00:37:00.000-03:00</published><updated>2009-04-30T00:38:20.854-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Obama é coisa de cinema</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sfkb_BRGQ9I/AAAAAAAAAc0/c3gi12Jc2CU/s1600-h/18darg.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sfkb_BRGQ9I/AAAAAAAAAc0/c3gi12Jc2CU/s320/18darg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330322403455550418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Como o cinema e a TV americana prepararam o imaginário coletivo para a eleição de um presidente negro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que o governo de Obama completa 100 dias, lembrei que, já faz um bom tempo, li &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/01/18/movies/18darg.html?_r=2&amp;ref=todayspaper"&gt;um excelente artigo no &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt; (infelizmente sem tradução)&lt;/a&gt;, falando sobre como o cinema e a televisão americana prepararam o imaginário coletivo daquele país para a eleição de um presidente negro. Citando diversos atores que representaram presidentes negros (Morgan Freeman em &lt;em&gt;Impacto profundo&lt;/em&gt;, Chris Rock em &lt;em&gt;Um pobretão na Casa Branca&lt;/em&gt;, Dennis Haysbert em &lt;em&gt;24 horas&lt;/em&gt;), o artigo resgata com os negros vêm sendo representados e alerta contra o risco de se achar que Hollywood ainda não estereotipa negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SfkZ_KAiOYI/AAAAAAAAAcc/QfL6mpOvfHs/s1600-h/poitierss.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 138px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SfkZ_KAiOYI/AAAAAAAAAcc/QfL6mpOvfHs/s200/poitierss.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330320206778743170" /&gt;&lt;/a&gt;Nessa trajetória, lembra o texto, é importante a gente observar como heróis negros contribuíram para mudar essa concepção. Will Smith em &lt;em&gt;Independence Day&lt;/em&gt; é um bom exemplo. Mas, bem antes desses heróis negros, uma longa jornada foi travada por pessoas como Sidney Poitier, o primeiro ator negro a ganhar o Oscar e durante anos um emblema na luta pela integração racial. Em filmes como &lt;em&gt;Adivinha quem vem para jantar&lt;/em&gt;(Sidney Poitier na cena do filme, com Katharine Houghton e Spencer Tracy) e &lt;em&gt;O Sol tornará a brilhar&lt;/em&gt;, o cinema conheceu o que era o negro americano comum, exatamente igual ao branco, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sfka5YqRRQI/AAAAAAAAAck/8WuPCSx_374/s1600-h/18dargas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 169px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sfka5YqRRQI/AAAAAAAAAck/8WuPCSx_374/s200/18dargas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330321207144301826" /&gt;&lt;/a&gt;Uma segunda fase foi iniciada, segundo o artigo, com &lt;em&gt;Sweet Sweetback’s Baadasssss Song&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;sweetback&lt;/em&gt; é uma gíria dos guetos americanos para homens bem-dotados), de Melvin Van Peeble's (foto), que hipersexualizou o homem negro no cinema. Daí para o maniqueísmo em que negro só podia ser policial ou bandido, santo ou sóciopata, foi um pulo. O negro fora da lei virou uma nova mania e o auge pode ter sido &lt;em&gt;Armação perigosa&lt;/em&gt;, que projetou o sensacional Morgan Freeman. Até hoje muitos personagens vão nesse tom. O segundo americano negro a ganhar o Oscar (por &lt;em&gt;Dia de Treinamento&lt;/em&gt;, em 2001), Denzel Washington, é exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tipo criado no cinema americano e que ainda persiste é o negro provocador, engraçado, capaz de, olha que feito, fazer uma plateia branca superar o preconceito e gargalhar. E foi aí que vieram Chris Rock e Eddie Murphy, que também passou a encarnar, com o tempo, outro estereótipo - o do pai negro. O artigo lembra de &lt;em&gt;Dr. Dolittle&lt;/em&gt;, uma referência óbvia desse tipo de representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última seara reservada aos negros seria a do negro messiânico. Will Smith e seus &lt;em&gt;À procura da felicidade&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Eu sou a lenda&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Hancock&lt;/em&gt; estão aí para provar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sfkcs062FYI/AAAAAAAAAc8/0lJ3DHD_S_U/s1600-h/18dargedghdrhgdh.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sfkcs062FYI/AAAAAAAAAc8/0lJ3DHD_S_U/s320/18dargedghdrhgdh.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330323190414972290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8392889506673369954?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8392889506673369954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8392889506673369954&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8392889506673369954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8392889506673369954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/01/obama-e-coisa-de-cinema.html' title='Obama é coisa de cinema'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sfkb_BRGQ9I/AAAAAAAAAc0/c3gi12Jc2CU/s72-c/18darg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1375921528122293896</id><published>2009-04-24T09:22:00.003-03:00</published><updated>2009-04-24T09:36:01.963-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relíquias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><title type='text'>Relíquias: o muro nas favelas, segundo DaMatta</title><content type='html'>O título dessa &lt;em&gt;Relíquias&lt;/em&gt; seria "Leitura obrigatória", mas &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/post.asp?cod_post=177524&amp;cx=0"&gt;o Ancelmo se antecipou a mim&lt;/a&gt; e, dez dias atrás, assim chamou o texto que o antropólogo Roberto DaMatta publicou no Globo, sobre os muros nas favelas cariocas. Gosto de quase tudo que o DaMatta escreve, mas este texto, em especial, é imperdível. Trata-se de uma reflexão que todo carioca deve fazer e, por que não?, todo brasileiro. Mesmo passados 30 anos de &lt;em&gt;Carnaval, malandros e heróis&lt;/em&gt;, um dos livros fundamentais para entender o Brasil, Roberto DaMatta continua imprenscindível.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;O problema do muro no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"As casas americanas não têm muro. É um índice psicológico. A vida de comunidade não compete com a vida de intimidade. É uma continuação, se não for, ao contrário, uma fonte". &lt;br /&gt;Alceu Amoroso Lima, "A Realidade Americana" (1955)&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles primeiros brasileiros que visitaram os Estados Unidos — gente do porte e Monteiro Lobato, Anísio Teixeira, Érico Veríssimo e de Vianna Moog — deram-me régua e compasso para “ler” o Brasil. Porque, num sentido implícito, como desvendaram os antropólogos na figura pioneira de um Gilberto Freyre (que por lá andou, tornando-se mais brasileiro), ao descobrir a América, redescobriam o Brasil numa complexa dialética e presenças e ausências. Só os idiotas viajam para dizer que foram, comeram, compraram e viram e não aprenderam coisa alguma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A observação que abre essa crônica alinhavou toda uma interpretação da vida social brasileira que expressei num conjunto de trabalhos lidos, usados, criticados, recalcados e ignorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre nós, a casa murada, com estátuas de leões nos seus limiares e cachorros ferozes nos seus quintais, defendia-se da rua. Nos Estados Unidos, prossegue Alceu Amoroso Lima: "A vida em comunidade precede à vida de intimidade. O geral, nesse terreno, antecipa-se ao particular. O público ao privado. Não há homem público (...) que não tenha a sua altura, os seus ordenados ou rendimentos e até mesmo a sua dieta posta em pratos limpos. Não há barreiras entre a sala de visitas, a sala de jantar e até mesmo os quartos. Tudo é público." E, um pouco mais adiante, com profundidade característica e sem os labirintos retóricos, típicos dos presunçosos que infestam o nosso mundo público, arremata: "A comunidade mata a intimidade naquilo que tem, por vezes, de mais precioso. As linhas suprimem as entrelinhas. A vida superficial se desenvolve em detrimento da vida profunda" (pág. 41 da obra mencionada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, na América não há - como tenho reiterado no meu trabalho - contraste ou paradoxo entre as &lt;br /&gt;normas da casa e da rua. Para bem e mal, ambas - intimidade e vida pública - são expressões de um mesmo e único conjunto de leis escritas no papelório jurídico e - como dizia Rousseau - nos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando visitei os Estados Unidos, em 1963, tive o mesmo choque. Não havia muros. A igualdade como valor (e como causa perdida a ser incessantemente perseguida e implementada) suprime muros e conduz a uma terrível transparência. Um dos preços da tal democracia boa de falar, complicada de fazer e duríssima de praticar, é derrubar muros. Mas eis que, neste Brasil democrático, estamos pensando em construí-los em volta de favelas como um modo "ecológico" de proteger a Natureza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grande Muralha do Rio de Janeiro - terra do carnaval, da praia e da mistura aberta -, prestes a ser edificada, não terá nada a ver com ausência de coragem política para zonear a cidade, com o uso dos instrumentos apropriados - fiscalização, policiamento, aplicação da lei, distinção plena e clara do legal e do ilegal -, mas será parte da "questão ecológica". No passado, quando éramos mais honestos e cada qual sabia o seu lugar, os escravos viviam enclausurados em senzalas; hoje, usamos o ideário da correção política e falamos em proteção ambiental para segregar os mais agressivamente desiguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construindo um "muro ecológico" mudamos, como convém, os termos do problema. Não se trata mais de conviver com uma avassaladora pobreza historicamente engendrada por um sistema que odeia a igualdade na prática, para incensá-la no altar do politicamente correto. Não! Trata-se, isso sim, de proteger a Natureza. A proteção da Natureza racionaliza a solução definitiva inapelável (e portanto ditatorial) para a pobreza em massa que envergonha (e ameaça) os que residem ao seu redor. Quando descobrirmos mais invasões, a culpa terá sido do muro, não nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, eu - um conservador de carteirinha e já em várias listas de paredão - continuo achando incrível que se continue a pensar que um muro (e não um programa pra valer de educação primária, secundária e de igualdade em geral) vai estancar a desigualdade; tal como no período escravista pensávamos que a Lei do Ventre Livre ia, um belo dia, liquidar espontaneamente a escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um muro para deter o avanço da iniquidade social que nós não conseguimos sequer equacionar, não vai deter coisa alguma. Antes de realizar tal monumento ao nosso gosto pela sacralização da desigualdade em escala estupidamente grandiosa, vale a pena pensar numa coisa óbvia. Todo muro tem dois lados. Se do lado de cá, ele impede o avanço do nosso descaso para com os pobres; do lado de lá, ele vai servir de trincheira, casamata e torre para os que se aproveitam da pobreza "criminosamente" e não apenas pelo voto. Com o muro, concretiza-se o que o Zuenir Ventura diagnosticou como uma cidade partida que, murada, será irremediavelmente repartida.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1375921528122293896?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1375921528122293896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1375921528122293896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1375921528122293896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1375921528122293896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/reliquias-o-muro-nas-favelas-segundo.html' title='Relíquias: o muro nas favelas, segundo DaMatta'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8553567433551286906</id><published>2009-04-23T12:25:00.002-03:00</published><updated>2009-04-23T13:01:19.193-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>W., Cheney e os nazistas</title><content type='html'>Por coincidência, na mesma época em que chega ao Brasil &lt;em&gt;W.&lt;/em&gt;, filme de Oliver Stone sobre o governo Bush, seu antigo vice-presidente, Dick Cheney, disse que os métodos aplicados pela CIA nos interrogatórios com supostos terroristas geraram resultados benéficos aos Estados Unidos. Quem assistiu ao filme sabe que ele mostra Cheney, no filme interpretado por Richard Dreyfuss, sugerindo ao chefe o uso de técnicas não convencionais nos interrogatórios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a velha tortura. Ainda que tenha algumas restrições à obviedade de Oliver Stone, o filme tem o mérito de colocar pingos nos is do vocabuláro americano. É aquele sujeito, com aquela equipe, que eles elegeram e reelegeram. Foi aquela guerra, sem razões, que eles apoiaram. Ok, o país mais rico do mundo foi enganado. Mas o filme mostra que nem todos ali estavam sendo tolos. Os asseclas de Bush – e ele próprio, na minha opinião – sabiam o que estavam fazendo. Obama decidiu revelar como eram essas técnicas especiais de interrogatório, mas disse que ninguém será punido, já que apenas seguiam ordens na época tidas como legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É errado comparar situações históricas tão distantes, mas, neste caso, é difícil resistir a fazê-lo e até dar uma exagerada. Não eram esses os argumentos usados pelos oficiais nazistas em Nuremberg?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="196"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1010931&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="240" height="196" flashvars="midiaId=1010931&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tanque de links&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/04/23/em-ex-presidente-bush-visto-como-um-bufao-755398864.asp"&gt;Em W., ex-presidente Bush é visto como bufão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u554974.shtml"&gt;Oliver Stone discute W. com plateia de SP hoje&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://movies.nytimes.com/2008/10/17/movies/17ston.html"&gt;Crítica do New York Times&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8553567433551286906?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8553567433551286906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8553567433551286906&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8553567433551286906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8553567433551286906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/w-cheney-e-os-nazistas.html' title='&lt;em&gt;W.&lt;/em&gt;, Cheney e os nazistas'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-259195459752290430</id><published>2009-04-22T01:39:00.003-03:00</published><updated>2009-04-22T01:46:52.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cinema e jornalismo de primeira</title><content type='html'>O letreiro que abre o filme &lt;em&gt;Mataram a Irmã Dorothy&lt;/em&gt;, em cartaz nos cinemas nacionais desde a semana passada, já revela que o documentário a seguir é, na essência, um trabalho jornalístico. Com habilidade de repórter, o diretor Daniel Junge denuncia o absurdo da morte de Irmã Dorothy e mostra os bastidores das investigações e do julgamento do mandante e dos executores da missionária americana, que foi assassinada com seis tiros em fevereiro de 2005, em Anapu, no interior do Pará. Dá uma espiada no trailer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="196"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=901354&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="240" height="196" flashvars="midiaId=901354&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não haja imparcialidade na forma como Junge conta a história (o que, diga-se de passagem, não é um problema no cinema), é respeitado ali um princípio básico do jornalismo – a isenção. Os argumentos dos dois lados – dos advogados de defesa dos acusados e do promotor – são expostos tal qual foram apresentados. E eles falam por si: Dorothy Stang foi assassinada a mando de um fazendeiro local que seria preterido pela implantação do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, a principal bandeira da freira americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como reportagem, a forma como o diretor organiza a informação se destaca, assim como a qualidade dos depoimentos que ele obteve de todas as partes envolvidas, incluindo os assassinos. Usando abundante material de arquivo de reportagens com Irmã Dorothy, Junge edita com sabedoria entrevistas e imagens feitas nos julgamentos dos acusados. Entre o documentário clássico – que desenvolve uma argumentação para comprovar uma tese – e o cinema de observação – que se propõe a mostrar, teoricamente sem interferências, uma situação - &lt;em&gt;Mataram a Irmã Dorothy&lt;/em&gt; é, além de cinema, jornalismo de primeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-259195459752290430?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/259195459752290430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=259195459752290430&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/259195459752290430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/259195459752290430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/cinema-e-jornalismo-de-primeira.html' title='Cinema e jornalismo de primeira'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8156644663018505314</id><published>2009-04-19T13:06:00.015-03:00</published><updated>2009-04-20T17:51:29.925-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title type='text'>O céu dos nossos cachorros - final</title><content type='html'>Liberta, a Sasha gozou pouco a alforria. Começou a perder a força nas patas traseiras e quase não se levantava. Praticamente cega, só nos enxergava quando chegávamos bem perto. À grama, ela também não ia mais para as necessidades. Estivesse onde estivesse, na hora que fosse, ela não se controlava. Na dela, ficava o dia inteiro na mesma posição e só circulava para fazer suas duas ou três rondas diárias. Ainda assim, se fazia presente pelos latidos altos e intimidadores. No início do ano, quando percebi que em breve ela chegaria aos 10, brinquei que ela iria enterrar a todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não. Morreu ontem, depois de uma madrugada indigna de sexta para sábado. Pôs muito sangue pelo nariz, em coágulos. Sofrendo barbaridades, não podia mais viver sem a vitalidade que expunha, quando reivindicava o mesmo espaço dentro de casa que a Baby tinha, ou quando punha suas enormes patas brancas na janela da cozinha e, sorrindo, com o linguão pra fora, clamava por um pãozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutimos, na sexta à noite, dar a ela o mesmo final que demos à Bonnie. Contra a eutanásia em humanos, concordei em relação à Sasha, mas não sem dor. Os católicos dizem que os cães não têm alma, embora sejam criaturas de Deus. Já o filme &lt;em&gt;Fluke – lembranças de outra vida&lt;/em&gt; me lançou a dúvida se eles realmente são ou não espíritos. Sem poder responder, optamos pelo sacrifício do Scooby. Minha mãe e minha irmã, mais uma vez no front do problema, disseram que ela parecia serena e aliviada antes de receber a injeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no céu dos cães, que desde crianças somos levados a imaginar, ela deve ter encontrado a Baby ou, quem sabe, ter sido recebida por ela. Será que o acerto de contas já foi feito? Talvez façam as pazes ao perceberem que, além do ódio mútuo, há em comum o amor que ambas dedicaram a minha mãe, a mim, a minha irmã e ao meu cunhado. Aqui embaixo, só resta muita saudade e a certeza de que, de onde estiver – se é que está em algum lugar - ela e todos nossos caninos estão nos protegendo e mandando altíssimas doses do que eles mais sabem dar: paz, conforto, atenção, lealdade, amizade, carinho, e muito, muito amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8156644663018505314?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8156644663018505314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8156644663018505314&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8156644663018505314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8156644663018505314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/o-ceu-de-nossos-cachorros-final.html' title='O céu dos nossos cachorros - final'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3902613353169361368</id><published>2009-04-19T13:06:00.014-03:00</published><updated>2009-04-20T14:37:31.121-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title type='text'>O céu dos nossos cachorros - parte II</title><content type='html'>As últimas que se mudaram para nossa memória foram a cocker spaniel Baby, ano passado, e a Sashinha, ontem. Duas personagens de um mesmo carma, as biografias das duas se misturam, pois uma viveu para odiar a outra. Tiveram a relação mais doida que já acompanhei no mundo animal. Exceto a feminilidade, se estranhavam em tudo. A Baby era pequena, caramelo, com aquelas enormes orelhas penduradas. Extremamente carente, perturbou os donos até conseguir se tornar cachorrinha de madame, com direito a não querer compartilhar o jardim com os demais cães e a frequentar o espaço VIP de dentro de casa. Já a Sasha era o oposto. Grandalhona, estabanada, quase um potro, foi para o lado de fora tão logo completou quatro meses. Independente, só exigia atenção em dois momentos: quando a Baby estava dentro de casa, o que a fazia se sentir rejeitada (com razão), e quando oferecíamos a ela um de seus pratos favoritos: pão francês. Exceção da máxima dos opostos que se atraem, o excesso de diferenças entre Sasha e Baby foi explosivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cocker, medindo pelo menos um quarto da Sasha, impunha toques de recolher, cerceava sua liberdade de ir e vir e a enquadrava como se ela fosse a dog e a Sasha, a cocker. Tímido, quase envergonhado de seu tamanho, o Scooby aceitou durante muitos anos sua condição de excluído. Mas nós, eu em especial, nunca a excluíamos. Fazia de tudo para que se sentisse amada. E isso, posso dizer, ela era. Comprada num canil perto daqui de casa, a Sasha veio com a missão de nos proteger depois de um assalto que sofremos na porta de casa, quando levaram nosso carro. Talvez tenha sido por saber desse seu dever que ela, como a Bonnie, tenha teimado tanto em ficar entre nós. Para uma raça que dificilmente chega aos 10 anos, em maio próximo ela alcançaria a marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que muito da sobrevida que ela teve foi pela morte da Baby, durante uma briga entre as duas, no início do ano passado. Terceiro confronto, aquele foi fatal. Entrando no cinema, atendi o telefone e corri para casa, desesperado, quando ouvi minha mãe gritar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho, vem pra casa, a Sasha matou a Baby. Foi horrível, vem logo, pelo amor de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri, como se pudesse ajudar, mas foi em vão. A lógica animal tinha prevalecido e a Sasha, como uma negra que se alforriava, havia estraçalhado a Baby, que por tantos anos havia sido sua feitora. Minha irmã, meu cunhado e minha mãe tentaram fazer tudo. Tentaram apartar até com uma cadeira de ferro, que partiu no dorso da dog. A pequena e quase fascista Baby era sacudida no ar pela Sasha. Além da Baby, o derrotado ali fomos nós, que vimos como é inútil a eterna tentativa de humanizar os bichos de estimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Continua no próximo post&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3902613353169361368?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3902613353169361368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3902613353169361368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3902613353169361368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3902613353169361368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/o-ceu-de-nossos-cachorros-parte-ii.html' title='O céu dos nossos cachorros - parte II'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-588120559748916940</id><published>2009-04-19T13:00:00.002-03:00</published><updated>2010-03-11T01:43:21.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title type='text'>O céu dos nossos cachorros - parte I</title><content type='html'>A ideia para essas linhas chegou há umas semanas, acompanhada da intuição de que em breve minha cachorra, a dog alemão Sasha, estava para subir. Mais de um metro de altura, provavelmente uns 60 e tantos quilos, toda preta, peito e patas brancas, a Sashinha se mudou ontem de manhã para a minha lembrança. E, posso dizer sem titubear, lá estará para sempre – ou até a senilidade vir e, imperiosa, roubar também minhas memórias caninas. Sempre tive cachorros, com ênfase no plural. Já chegamos a ter seis de uma só vez. O Scooby (nós a chamávamos assim, já que era da mesma raça do personagem do desenho), pelos quase dez anos que nos protegeu, com seu porte de guarda, seu latido intimidador, sua postura de ataque, entrou no seleto hall dos cães inesquecíveis da minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro a participar desse grupo foi o Oscar, beagle que minha mãe e meu pai compraram em 1980, dois anos depois de se casarem. Nunca conheci um canino que tenha vivido mais que o Cazinho (todos nossos cães recebem nome e, de lambuja, alguns apelidos. Durou, acho que não por acaso, quase o mesmo tempo do casamento dos meus pais. Morreu aos 17, em 1997; o casamento faleceu pouco antes, em 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época dele, marcou sua pata na calçada da memória a terna e eterna Baal, a primeira pastora alemã que nos protegeu, acompanhou e deu amor. A segunda, espécie de reencarnação da fidelidade da Baal, foi a Bonnie, dona de um olhar dócil e compreensivo que só as mães têm. Apesar de nunca ter tido filhotes, ela foi mãe de várias gerações que por aqui passaram. Ajudou a criá-los, mesmo que não fossem pastores como ela, mostrando como deviam se comportar, a que ordens obedecer, como brincar. Com a gente, ela acompanhou barras pra lá de pesadas. Lembro, pequeno, de abraçá-la na busca do conforto que só os amigos dão. Certamente cônscia da sua importância, não se entregou à velhice e resistiu o quanto pôde à morte. Cega, vítima de sucessivos derrames, sem andar, a decisão de sacrificá-la foi dolorosa, mas necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas das educadas pela Boninha foram as labradoras Brida e Larissa. Do tipo amarelo, tinham diferentes os focinhos e os olhos. A primeira tinha fuço marrom e olhos verdes, a segunda era mais tradicional e sempre ostentava sua pureza de raça com os olhos escuros e o nariz preto. Ambas morreram precocemente, antes de completar três anos, deixando vazio o espaço de alegria que os labradores preenchem tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No território dos machos, além do Oscar, reinou o Sutter. Meio pastor alemão, meio vira-lata brasileiro, tinha a personalidade mais curiosa que por aqui já latiu. Quando jovem, gostava de murar a hera numa coreografia que parecia combinada com o cachorro do vizinho. Cada um do seu lado, os dois iam e voltavam, latindo, estranhando-se, tentando marcar o terreno já divido pelos seus donos e pelo concreto. Mais velhinho, tornou-se mais reservado e dava confiança para poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Continua no próximo post&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-588120559748916940?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/588120559748916940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=588120559748916940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/588120559748916940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/588120559748916940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/o-ceu-dos-nossos-cachorros-parte-1.html' title='O céu dos nossos cachorros - parte I'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1634487919337712763</id><published>2009-04-19T12:00:00.000-03:00</published><updated>2009-04-19T15:26:14.059-03:00</updated><title type='text'>Novidades no Textos etc</title><content type='html'>Quem se coça para vir ao blog e não se contenta com as atualizações que recebe no e-mail já deve ter percebido algumas das novidades que o blog vem implementando, como parte de sua Política de Comunicação para 2009. Depois de acaloradas discussões entre nossos 27 diretores, em evento realizado este mês na Costa do Sauípe, o &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt; decidiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abraçar o Twitter: o microblog mais famoso do mundo é soberano e quem a ele não se unir será alijado do mundo capitalista. Concluído isso, temos agora uma poderosa ferramenta de comunicação, atualizada ao longo do dia com notinhas, links, dicas e escabrosos comentários deste que vos fala. Para quem já tuíta, é só procurar por &lt;em&gt;textosetc&lt;/em&gt;. Os demais podem acompanhar pela barra lateral do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Demitir a equipe responsável pelo &lt;em&gt;Rádio Textos etc&lt;/em&gt;: aquilo ali tava um saco. Agora, para ouvir música no blog só pelas &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/search/label/Sele%C3%A7%C3%B5es%20musicais"&gt;&lt;em&gt;Seleções Musicais&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; ou em eventuais &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/search/label/Rel%C3%ADquias"&gt;&lt;em&gt;Relíquias&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Criar o &lt;em&gt;Tanque de links&lt;/em&gt;: algumas matérias terão, ao pé do texto, bons links para quem quiser ler, ver ou ouvir mais sobre o assunto. A novidade já &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2009/04/reliquias-o-garoto-do-festival-da.html"&gt;foi implementada no post sobre o compositor de Lobão tem razão&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O &lt;em&gt;Textosetcetianas&lt;/em&gt;, seção que mensalmente decora nosso blog com a obra de algum artista plástico, seguirá firme e forte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente é isso. Deitem e rolem, mas sem excessos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1634487919337712763?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1634487919337712763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1634487919337712763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1634487919337712763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1634487919337712763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/novidades-no-textos-etc.html' title='Novidades no Textos etc'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-7238088988902288187</id><published>2009-04-16T00:20:00.003-03:00</published><updated>2009-04-16T00:42:51.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relíquias'/><title type='text'>Relíquias: O garoto do Festival da Canção</title><content type='html'>Na semana de &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u550845.shtml"&gt;lançamento do novo álbum de Caetano Veloso, &lt;em&gt;Zii e Zie&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, não há relíquia que deva ser mais lembrada do que a lindíssima defesa que Caê fez de &lt;em&gt;Alegria Alegria&lt;/em&gt; no Festival da Canção, em 1968, a qual, é bom lembrar, o autor deste prestimoso blog só viu em vídeo. Ao vivo, assisti a um show dele e de Milton Nascimento, no Canecão, quando da época do lançamento do álbum com músicas criadas para o filme &lt;em&gt;O Coronel e o Lobisomem&lt;/em&gt;. Se ouvi-lo hoje impressiona, na época ele devia dar um nó na garganta. Pelo menos é isso que acontece ao ver o garoto de voz jovem e ar despretensioso arrebatar a plateia com uma música tão revolucionária esteticamente como era naquele momento &lt;em&gt;Alegria Alegria&lt;/em&gt;. Espia aí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qYxU8ur3su8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qYxU8ur3su8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tanque de links&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u550850.shtml"&gt;Crítica que Marcus Preto publicou na Folha de S. Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/antonio/posts/2009/04/15/um-olhar-sobre-zzzzzzz-177224.asp"&gt;No Globo: Antonio Carlos Miguel elogia composições, apesar do marketing&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="javascript:NewWindow('/cultura/audio/2009/11685/default.asp','',720,580,'no','no')"&gt;Ouça &lt;em&gt;Perdeu&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A base de Guantánamo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Lobão tem razão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-7238088988902288187?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/7238088988902288187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=7238088988902288187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7238088988902288187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7238088988902288187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/reliquias-o-garoto-do-festival-da.html' title='Relíquias: O garoto do Festival da Canção'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1512373265609537526</id><published>2009-04-15T00:26:00.005-03:00</published><updated>2009-04-15T01:07:35.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Por que parar, parar por quê?</title><content type='html'>Foi estranho e triste quando, há duas semanas, a agente literária espanhola Carmen Balcells, representante de grandes nomes da literatura latino-americana, como Isabel Allende e Mario Vargas Llosa, disse ao &lt;a href="http://latercera.com/contenido/727_114837_9.shtml"&gt;jornal chileno &lt;em&gt;La tercera&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; que seu cliente mais importante (responsável por mais de um terço de sua receita), o colombiano Gabriel García Márquez, "provavelmente não irá escrever nunca mais". A notícia foi estranha por ter sido divulgada pela agente e não por ele. E triste porque ele ainda é um dos melhores escritores em atividade. García Márquez foi, sem dúvida, o autor que mais li, influenciado talvez pelo magnífico &lt;em&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só era falsa a notícia, negada peremptoriamente por Márquez, como ele &lt;a href="http://www.eltiempo.com/culturayocio/libros_in/ARTICULO-WEB-PLANTILLA_NOTA_INTERIOR-4951151.html"&gt;disse ao diário colombiano &lt;em&gt;El Tiempo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; que "a única coisa certa é que eu não faço outra coisa a não ser escrever". Melhor assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando o gancho, o Idéias &amp; Livros, suplemento literário do Jornal do Brasil, foi a campo e &lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/04/10/e100418691.asp"&gt;publicou, no último sábado, um mosaico com as respostas de vários escritores à pergunta&lt;/a&gt;: o que o faria parar? O resultado foi ótimo. Cony disse que é definitiva sua aposentadoria da literatura (pelo menos, ainda contamos com suas ótimas colunas na Folha) e defendeu que é importante saber a hora de parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros pesos pesados, como João Ubaldo e Sérgio Sant'Anna, garantiram que ainda escreverão por muito mais tempo. "Quando eu era jovem e pouco vivido, tive a impressão de que a fonte secaria logo. Concordo totalmente com quem diz que o escritor escreve o mesmo livro toda vida, mas acho que esse mesmo livro vai se enriquecendo, com a vivência", disse Ubaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio escreve um romance ambientado em Praga para a coleção Amores Expressos (aquela que levou vários escritores para morarem um período numa grande capital do mundo e lá criarem uma história de amor). Aproveitou para dar a receita: "Sou leitor de E. M. Cioran, meu autor de 'ajuto-ajuda', que sempre fez pouco caso das ambições literárias, como aliás de todo o resto, e considera que o ser humano deve sair desta para nenhuma muito discretamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria vale ser lida também porque os repórteres Alvaro Costa e Silva e Alexandre Werneck fizeram a mesma pergunta a escritores mais novos e não tão consagrados, como Cecília Giannetti, autora do bom &lt;em&gt;Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi&lt;/em&gt;, e Joca Terron, de quem nunca li nada, mas já respeito pelos elogios que a crítica literária Beatriz Resende faz a ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1512373265609537526?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1512373265609537526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1512373265609537526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1512373265609537526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1512373265609537526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/por-que-parar-parar-por-que.html' title='Por que parar, parar por quê?'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3544062258747744569</id><published>2009-04-14T00:23:00.006-03:00</published><updated>2009-04-14T00:43:36.261-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Figurinha de braço erguido e bigode absurdo</title><content type='html'>A revista Piauí publicou este mês alguns cartuns de uma série do caricaturista e ilustrador alemão Achim Greser, chamada &lt;em&gt;Der Führer Privat&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;A Vida Privada do Führer&lt;/em&gt;, em que Hitler é exposto em toda a banalidade e ridículo de seu eventual cotidiano sem poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Passados quase setenta anos desde que Charlie Chaplin (com O Grande Ditador, de 1940) e Ernst Lubitsch (com Ser ou Não Ser, de 1942) satirizaram o nazismo, retratar o Führer em sua roupagem mais risível continua sendo quase tabu. Achim Greser, ao contrário, se dedica a apontar para o ridículo da figurinha de braço erguido e bigodinho absurdo, escondida pela máquina de propaganda do Terceiro Reich. (...) usa um traço deliberadamente ingênuo, quase infantil, para retratar Adolf Hitler como ele menos gostaria de ser visto: em toda a sua banalidade.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi meus favoritos, mas outros podem ser vistos &lt;a href="http://www.revistapiaui.com.br/edicao_31/artigo_928/Agruras_de_um_Fuhrer.aspx"&gt;no site da revista &lt;/a&gt;ou no livro &lt;em&gt;Der Führer Privat&lt;/em&gt; (editora Tiamat, Berlim). O que você acha de fazer humor com Hitler?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SeQD3fwUYKI/AAAAAAAAAb8/MptHCGJPdK4/s1600-h/hitler1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 373px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SeQD3fwUYKI/AAAAAAAAAb8/MptHCGJPdK4/s400/hitler1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324384911410618530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SeQEMgPaPOI/AAAAAAAAAcE/1TfmpumIDw4/s1600-h/hitler2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 373px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SeQEMgPaPOI/AAAAAAAAAcE/1TfmpumIDw4/s400/hitler2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324385272318278882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SeQEyiG6ptI/AAAAAAAAAcM/4VLazRmZzPk/s1600-h/hitler3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 373px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SeQEyiG6ptI/AAAAAAAAAcM/4VLazRmZzPk/s400/hitler3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324385925654554322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SeQE68gPxNI/AAAAAAAAAcU/iii9z0sUqhE/s1600-h/hitler4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 373px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SeQE68gPxNI/AAAAAAAAAcU/iii9z0sUqhE/s400/hitler4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324386070179071186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3544062258747744569?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3544062258747744569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3544062258747744569&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3544062258747744569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3544062258747744569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/figurinha-de-braco-erguido-e-bigode.html' title='Figurinha de braço erguido e bigode absurdo'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SeQD3fwUYKI/AAAAAAAAAb8/MptHCGJPdK4/s72-c/hitler1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-5227484061341651348</id><published>2009-04-13T13:58:00.003-03:00</published><updated>2009-04-13T14:40:15.724-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Nem Poliana nem apocalipse</title><content type='html'>Trecho da &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1304200924.htm"&gt;Entrevista da 2ª&lt;/a&gt;, na Folha de S. Paulo, com o consultor americano James L. McGregor, que vive há 22 anos na China, me fez pensar sobre a cobertura que a nossa mídia está fazendo da crise:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"O governo quer manter a sociedade feliz e confiante. Eles controlam a mídia, que vive repetindo "as coisas vão bem, estamos melhor que no resto do mundo". Como resultado, os chineses não estão deprimidos como os ocidentais.&lt;br /&gt;Enquanto isso, nos EUA a mídia mata o espírito, o ânimo. O discurso é apocalíptico."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Li isso e fiquei, meio de brincadeira, meio sério, pensando no que é melhor. É claro que é sempre preferível viver a realidade do que a anestesia, mas, às vezes, deve ser gostoso ficar suspenso num mundo cor de rosa... Achar que tudo é uma maravilha, que se vive num país perfeito. Só uma mídia controlada faria isso. Mas, é sempre bom frisar, uma mídia sem controle não é sinônimo de isenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, além do inerente (e real) noticiário negativo, há o interesse político em aproveitar a situação para minar a popularidade de Lula. Desde o início de 2006, quando os efeitos do mensalão pararam de agir sobre as pesquisas, tenta-se, sem sucesso, baixar os índices de aprovação dele. A crise econômica é a grande chance. James Carville, marqueteiro da campanha de 1992 de Bill Clinton, cunhou a já vulgarizada frase "É a economia, estúpido!" e, não sem razão, apontou que é nos bolsos dos cidadãos que os governos são realmente avaliados. As manchetes vêm se apegando a isso e sempre acham alguma forma de ligar o governo às causas dos problemas que surgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, cá entre nós, é preciso? Se o governo não conseguir diminuir os efeitos negativos, é claro que os índices de aprovação vão baixar. Ao criticar por criticar, a mídia esvazia o discurso e perde credibilidade. Entre o mundo de Poliana chinês e o apocalipse da cobertura brasileira, o melhor, para a mídia, para os leitores, para o país, seria a isenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-5227484061341651348?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/5227484061341651348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=5227484061341651348&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5227484061341651348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5227484061341651348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/nem-poliana-nem-apocalipse.html' title='Nem Poliana nem apocalipse'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3222492334045274390</id><published>2009-04-12T22:56:00.005-03:00</published><updated>2009-04-13T00:45:36.439-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A casa do roteiro</title><content type='html'>Hoje me deparei com um site de layout e proposta simples, mas rico para quem gosta de cinema. O &lt;a href="http://www.roteirodecinema.com.br/"&gt;Roteiro de Cinema &lt;/a&gt;é um depósito de referências sobre, obviamente, roteiro cinematográfico. Livros, softwares, grupos de internet, notícias, lista de roteiros para download, cursos, serviços, entidades, notícias sempre atualizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles já dispõem, entre outros, de 60 roteiros de longas, 45 de novelas, 210 de curtas e 14 de documentários. Sim, há gente que escreva roteiro para documentários. José Carvalho (&lt;em&gt;O primeiro dia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Deus é brasileiro&lt;/em&gt;), roteirista que &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2008/04/o-rockfeller-do-audiovisual-brasileiro.html"&gt;entrevistei aqui há um ano&lt;/a&gt;, é um dos que defendem a importância do script para dar a necessária estrutura narrativa ao documentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que a sua não seja aprender a escrever textos para a telona, é uma delícia ver os roteiros, como eles são feitos, e até, quem sabe, assistir a um filme com o script na mão. Eu já fiz isso e recomendo. Lá no site, tem roteiro para todos os gostos. De capítulos da novela &lt;em&gt;Celebridade&lt;/em&gt;, da TV Globo, ao excelente roteiro de &lt;em&gt;Cidade de Deus&lt;/em&gt;, escrito por Bráulio Mantovani (indicado ao Oscar pelo trabalho). Divirta-se e boa semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3222492334045274390?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3222492334045274390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3222492334045274390&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3222492334045274390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3222492334045274390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/casa-do-roteiro.html' title='A casa do roteiro'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-2215556982573283573</id><published>2009-04-11T03:24:00.004-03:00</published><updated>2009-04-11T03:57:10.970-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title type='text'>Não se preocupe, seja hipócrita</title><content type='html'>Enquanto europeus vão às ruas e organizam grandes protestos contra as demissões em massa, os americanos usam o computador. A tese é do historiador Michael Kazin, da Universidade de Georgetown. Segundo ele, enquanto demonstrações públicas, como passeatas ou greves, são fundamentais na hora de trabalhadores europeus fazerem pressão política, para os americanos "a internet serve hoje, de alguma forma, como o principal escoadouro" das reivindicações, por meio de blogs raivosos e envio de e-mails em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li sobre isso &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/04/05/weekinreview/05greenhouse.html?partner=rss&amp;emc=rss"&gt;numa matéria do &lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, que tentou encontrar uma resposta para essa diferença dos trabalhadores americanos em relação aos europeus, que logo se alvoroçam (basta lembrarmos das recentes manifestações em Londres, contra o G-20, e em Paris, criticando as demissões em massa). O jornal ouviu o historiador David Kennedy, da Universidade de Stanford, que defende a tese de que o individualismo é a principal força que os faz relutar tanto em ir para as ruas brigar por direitos trabalhistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor do livro &lt;em&gt;Freedom From Fear: The American People in Depression and War, 1929-1945&lt;/em&gt; (não lançado no Brasil, seria algo como &lt;em&gt;Liberdade Proveniente do Medo: os Americanos na Depressão e na Guerra&lt;/em&gt;), Kennedy cita um estudo de 1940 da psicóloga social Mirra Komarovsky, em que entrevistas com desempregados na época da Crise de 1929 mostravam como eles se sentiam culpados e envergonhados, como se tivessem falhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra possível explicação dada pelo professor seria uma peculiaridade desta geração, que teria encontrado outros meios de reivindicação, que não a ida às ruas. Soa mais convincente, no entanto, para explicar o porquê de se evitar eventos de massa, a explicação que um sindicalista dá na matéria: seria para não dificultar a chegada de verbas governamentais, que salvam os setores com dificuldade e impedem mais demissões. Ou seja: em vez de expor os problemas que existem numa economia doente, prefere-se escondê-los sob a desculpa da preservação de empregos. Don't worry, be hypocrite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-2215556982573283573?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/2215556982573283573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=2215556982573283573&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2215556982573283573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2215556982573283573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/nao-se-preocupe-seja-hipocrita.html' title='Não se preocupe, seja hipócrita'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1527556707230316286</id><published>2009-04-10T22:07:00.007-03:00</published><updated>2009-04-12T12:30:08.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seleções musicais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Punk tipo exportação</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sd_4ta7fvvI/AAAAAAAAAbs/e9KYFerEhaw/s1600-h/splan.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 138px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sd_4ta7fvvI/AAAAAAAAAbs/e9KYFerEhaw/s200/splan.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323246743781883634" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei por que cargas d'água não lembrei de postar aqui no blog os comentários sobre o show do Simple Plan, a que assisti, a trabalho, na última semana de março. Sei que no jornalismo notícia velha é notícia morta, mas acho que essa ainda tem lá seu frescor. Espero que sim. Para quem conhece pouco ou nada sobre a banda, como eu antes de receber o convite para o show, preparei uma seleção de algumas músicas mais famosas. Está logo depois do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu soubesse do relativo sucesso que eles fazem no Brasil, confesso que me surpreendi ao ver a banda canadense fazer borrar o rímel de quase todas as garotas e, vá lá, garotos que se acotovelaram no Citibank Hall para assistir à etapa carioca da atual turnê, que misturou músicas dos três álbuns do grupo. Abstraindo a compreensível euforia dos fãs, de visual &lt;em&gt;mezzo&lt;/em&gt; emo, &lt;em&gt;mezzo&lt;/em&gt; teen, o show foi um belo repeteco de repertório, brincadeiras, gestos e truques já feitos em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Recife. No dia seguinte, o grupo ainda se apresentaria em Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre Bouvier (voz), Chuck Comeau (bateria e voz), David Desrosiers (baixo e voz), Sebastian Lefebvre (guitarra e voz) e Jeff Stinco (guitarra) podem se orgulhar de ter um público fiel no Rio de Janeiro. Mas nem tão amplo como das outras vezes que vieram à cidade. O Citibank Hall estava pela metade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O show ter sido marcado num dia de semana prejudicou muito, porque o público deles é principalmente adolescente. As pessoas têm aula amanhã", tentava justificar uma fã responsável pelo site do grupo no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os que lá estavam se esbaldaram com o pop punk (muito mais pop do que punk) do grupo, que completa dez anos em 2009. O hit &lt;em&gt;Generation&lt;/em&gt; abriu o show e deu play nas lágrimas dos fãs. A cada música, era uma nova sessão de amigas se entreolhando e gritando "É aquela!". Algumas até, por que não?, se beijando. E foi nesse acorde que viram outras também famosas, como &lt;em&gt;I’m just a kid&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Addicted&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;I’d do nothing&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Perfect&lt;/em&gt;, do álbum &lt;em&gt;No pads, no helms... Just Balls&lt;/em&gt; (2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do segundo disco, &lt;em&gt;Still not getting any&lt;/em&gt; (2004), vieram os dois maiores sucessos no Brasil, &lt;em&gt;Shut-up&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Welcome to my life&lt;/em&gt;, além de &lt;em&gt;Jump&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Crazy&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Me against the world&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Untitled&lt;/em&gt;, que, para ser executada, requereu uma operação repetida em quase todos os shows do grupo mundo afora. As luzes se apagam, os fãs acham que é só um daqueles momentos em que devem gritar freneticamente por bis, e, tchan tchan tchan, o vocalista Pierre Bouvier aparece no fundo da casa de espetáculos e, uau, pega todos de surpresa. Ou melhor: não pega ninguém de surpresa, já que fã de verdade já estava cansado de ver o truque repetido em escala globa nos vídeos da banda no YouTube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas do terceiro e mais recente álbum, &lt;em&gt;Simple Plan&lt;/em&gt; (2008), tiveram um significado importante para fãs mais antigos, pouco satisfeitos com as mudanças de rumo que o grupo têm dado na carreira. O último álbum é fruto da parceria com produtores de grandes artistas pop, como Nate "Danja" Hills, que trabalha com Nelly Furtado, Justin Tamberlake e Britney Spears. As críticas de que a banda pop punk estaria se tornando uma boy band como tantas outras vieram do lado da mídia especializada e de muitos fãs, decepcionados com o tom ainda mais meloso de muitas das canções do último álbum. Sabidamente mais famosos fora do que dentro do Canadá, os cinco tocaram &lt;em&gt;Take my hand&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The end&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Your love is a lie&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;When I’m gone&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Time to say goodbye&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;No love&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Save you&lt;/em&gt;, composta por Bouvier para seu irmão que se recuperava de um câncer. Entre uma e outra love song, teve espaço para um medley que incluiu o hit lésbico &lt;em&gt;I kissed a girl&lt;/em&gt;, de Katy Perry, e &lt;em&gt;Summer love&lt;/em&gt;, de Justin Timberlake. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elogios ao Rio de Janeiro, bebericadas de caipirinha ("uma das melhores coisas do Brasil"), e declarações de amor às brasileiras ("vocês são lindas") marcaram o batido repertório não musical do show. Depois de, ao longo da noite, agradecer 17 vezes com um "muito obrigado", em bom português, Bouvier ainda anunciou que camisas contendo cinco entradas para o backstage estariam à venda por R$ 50 do lado de fora. Uma baixinha de óculos, provavelmente lembrando dos shows de rock, tirou a blusa e mostrou um infantil top azul com coraçõezinhos vermelhos, no exato momento em que o vocalista apontava para a plateia e bradava o clichê "I love you". Mas era isso que todas (e todos) os fãs estavam esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova-iorquina Robyn Smolenky, de 20 anos, veio com a namorada Emily Munzenberg, da mesma idade, para assistir ao show que já perdeu a conta de quantas vezes viu. Levando a tiracolo o ursinho feito a mão que daria ao baixista David Desrosiers, Robyn exibia com orgulho as bandeiras de arco-íris tatuadas e o visual dark contrastando com o longo cabelo loiro. Para lembrar a maior loucura que já fez pelo ídolo, a moça é rápida. Desenrola um cartaz até então guardado debaixo do braço e sorri. Nele, está escrita a frase que simboliza o tanto de sex appeal que há no sucesso dos bonitos, mas musicalmente inexpressivos garotos canadenses: "Please, turn me straight" (Por favor, me transforme em heterossexual).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyMzk*MTQyNTk*MDYmcHQ9MTIzOTQxNDQ3MzQ2OCZwPTE4MDMxJmQ9Jmc9MSZ*PSZvPWQyNGViN2UyMDA4OTQ4MmU4NWJjZTgzMjc*NzEzODEz.gif" /&gt;   &lt;center&gt;&lt;p style="visibility:visible;"&gt;&lt;object type="application/x-shockwave-flash" data="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/mff-mpodmin.swf" height="208" width="158" style="width:158px;height:208px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/mff-mpodmin.swf" /&gt;&lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;param name="scale" value="noscale" /&gt;&lt;param name="salign" value="TL" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"/&gt;&lt;param name="flashvars" value="myid=20505349&amp;path=2009/04/10&amp;mycolor=B1D636&amp;mycolor2=E5EDDA&amp;mycolor3=203303&amp;autoplay=false&amp;rand=1&amp;f=4&amp;vol=100&amp;pat=0&amp;grad=true&amp;ow=158&amp;oh=208"/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1527556707230316286?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1527556707230316286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1527556707230316286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1527556707230316286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1527556707230316286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/04/punk-tipo-exportacao.html' title='Punk tipo exportação'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/Sd_4ta7fvvI/AAAAAAAAAbs/e9KYFerEhaw/s72-c/splan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-7036308868955278914</id><published>2009-03-29T17:38:00.007-03:00</published><updated>2009-04-10T22:54:24.730-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Nem mocinhos nem vilões</title><content type='html'>Passadas quatro décadas e meia do Golpe Militar de 1964, ainda há material histórico a ser descoberto, situações a ser esclarecidas e muitas experiências esmiuçadas em relação aos 21 anos do período militar. Isso ficou provado nos últimos dias com a série de revelações feitas pelos repórteres Bernardo Mello Franco e Evandro Éboli, da sucursal do jornal &lt;em&gt;O Globo &lt;/em&gt;em Brasília. A dupla se debruçou sobre as atas das reuniões do Conselho de Segurança Nacional, liberadas quase na íntegra pelo governo, e, entre outras coisas, descobriram como o ditador Costa e Silva se opôs momentaneamente ao &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2009/01/ai-5-exige-didatismo.html"&gt;endurecimento do regime&lt;/a&gt;, pleiteado pelos oficiais da chamada linha dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Bernardo Mello Franco faz, na matéria de capa do jornal, outra revelação que, se confirmada, pode manchar a biografia de um dos mais importantes homens públicos que o Brasil teve na segunda metade do século passado. Leonel Brizola, segundo arquivos secretos do extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), teria recebido propina de empresas de ônibus e bicheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se usar o bom senso na análise dessas novidades históricas e evitar a compreensiva e maniqueísta tendência que todos nós temos de julgar como mocinhos ou vilões personagens históricos. Nem Brizola nem Costa e Silva têm biografias que possam vestir essa carapuça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-7036308868955278914?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/7036308868955278914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=7036308868955278914&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7036308868955278914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7036308868955278914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/03/nem-mocinhos-nem-viloes.html' title='Nem mocinhos nem vilões'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8094661030355489135</id><published>2009-03-26T01:47:00.005-03:00</published><updated>2009-03-26T02:08:10.706-03:00</updated><title type='text'>Cinema é a melhor parte do noticiário</title><content type='html'>O noticiário de cinema é um dos mais surpreendentes atualmente, já que a política não desempenha mais essa tarefa com talento (pensando bem, é até arriscado dizer isso com os políticos que temos). Mas veja se não concorda: acabei de chegar em casa, cansado, e, como forma de relaxar, fui dar uma olhada no Google Reader (para quem ainda não conhece, clique &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Reader"&gt;aqui&lt;/a&gt;), e me deparo com as seguintes manchetes, publicadas hoje na seção de Cinema do G1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1058851-7086,00.html"&gt;1)&lt;/a&gt; Nicole Kidman, Antonio Banderas e Freda Pinto (protagonista do ótimo &lt;em&gt;Quem quer ser um milionário?&lt;/em&gt;) vão estrelar filme de Woody Allen&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1058522-7086,00.html"&gt;2)&lt;/a&gt; Jim Carrey, Sean Penn e Benicio Del Toro serão &lt;em&gt;Os Três Patetas&lt;/em&gt; em nova versão&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1058359-7086,00.html"&gt;3)&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Titanic&lt;/em&gt; vai voltar aos cinemas em versão 3D digital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentando rapidamente cada uma das notícias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Diane Keaton, Mia Farrow, Scarlet Johanson. Acho Nicole Kidman meio estranha no ninho das Woody girls, não acham? // Bela tacada de marketing convidar a linda Freda Pinto.&lt;br /&gt;2) Não há a mínima chance de eu assistir Jim Carrey fazendo comédia. Não vou conseguir prestar atenção no filme, pensando que, a qualquer momento, ele pode imitar um bicho, contar as piores piadas da história do cinema ou fazer uma daquelas caretas detestáveis. Pena gastarem o tempo de um excelente ator como Sean Penn.&lt;br /&gt;3)Titanic foi a maior bilheteria da história do cinema. Foi, pretérito perfeito do indicativo. Já era, já passou. Faz alguma coisa nova - e interessante - aí, James Camerom!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8094661030355489135?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8094661030355489135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8094661030355489135&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8094661030355489135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8094661030355489135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/03/cinema-e-melhor-parte-do-noticiario.html' title='Cinema é a melhor parte do noticiário'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8097319425373866458</id><published>2009-03-18T23:23:00.003-03:00</published><updated>2009-03-18T23:50:16.239-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textosetcetianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes plásticas'/><title type='text'>Textosetcetianas homenageia Clodovil</title><content type='html'>Ok, ok, eu admito que invento umas seções aqui no blog e depois ignoro completamente que elas existem. A pobre da &lt;em&gt;Textosetcetianas&lt;/em&gt;, que deveria escolher todo mês um artista plástico cuja obra serviria como layout para o blog, é o maior exemplo. Tentando achar uma desculpa: como em fevereiro estivemos em merecidas férias, este mês ela volta em edição extraordinária, para homenagear o estilista-apresentador-deputador-gay-mor Clodovil Hernandez. Clô, para os íntimos (que eu, graças ao bom Deus, não era). Quem melhor para homenageá-lo do que uma das mais coloridas artistas plásticas contemporâneas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beatriz Milhazes, cujos quadros são verdadeiros carnavais caleidoscópicos, explodiu nos anos 90, apesar de ter sido uma das participantes da mítica &lt;em&gt;Como vai você, Geração 80?&lt;/em&gt;, exposição da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio) realizada em 1984 e responsável por lançar alguns dos principais artistas plásticos brasileiros dos últimos 25 anos. O auge de Milhazes foi quando uma de suas telas  (&lt;em&gt;O Mágico&lt;/em&gt;, pintada em 2001) alcançou, em maio do ano passado, num leilão da casa Sotheby’s, em Nova York, US$ 1,049 milhão. Ela bateu o próprio recorde: sua tela &lt;em&gt;Laranjeiras&lt;/em&gt; (2002/2003) havia sido vendida por US$ 465 mil em leilão da Christie’s, em Londres, em outubro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro escolhido para compor o layout do &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt; (assinantes, só entrando no site para ver) foi o &lt;em&gt;Noites de verão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.fortesvilaca.com.br/"&gt;site da galeria Fortes Vilaça&lt;/a&gt;, de São Paulo, encontrei um bom texto, que resume do ponto de vista artístico o trabalho de Milhazes. Reproduzo-o abaixo, aproveitando para indicar o livro &lt;em&gt;Arte brasileira contemporânea - Um prelúdio&lt;/em&gt; (Silvia Roesler Edições de Arte), do crítico Paulo Sérgio Duarte, um ótimo guia para quem está perdido nas rápidas (e, muitas vezes, efêmeras) mudanças na arte contemporânea brasileira. Bom, aí vai o texto sobre ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A cor é um elemento estrutural na obra de Beatriz Milhazes. Seu repertório inclui questões relativas à abstração geométrica, ao carnaval e ao modernismo, assim como ao concreto e ao neoconcreto brasileiros, à op e pop art. Beatriz pinta flores, arabescos, alvos e quadrados sobre uma superfície de plástico, para depois transferi-los para a tela. Nas colagens, sobrepõe camadas de cor utilizando-se de papéis de bala e sacolas de compras, criando uma harmonia de excessos, cujo impacto pictórico espelha a sua pintura.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8097319425373866458?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8097319425373866458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8097319425373866458&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8097319425373866458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8097319425373866458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/03/textosetcetianas-homenageia-clodovil.html' title='Textosetcetianas homenageia Clodovil'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-7425835051828089408</id><published>2009-03-14T10:28:00.004-03:00</published><updated>2009-03-14T10:49:59.214-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>P-o-r    d-e-n-t-r-o    d-o    S-o-l-e-t-r-a-n-d-o</title><content type='html'>Enfileirados como os sete filhos do capitão Von Trapp, do filme &lt;em&gt;A noviça rebelde&lt;/em&gt;, os 27 novos participantes do &lt;em&gt;Soletrando&lt;/em&gt;, quadro de soletração do programa de Luciano Huck na TV Globo, entraram no estúdio E do Projac, no último dia 6, para uma maratona de gravações que também se estenderia pelo dia seguinte e só hoje, dia 14, reestrearia sua terceira edição. As 18 meninas e os nove garotos ficaram em formação de time de futebol e, conversando com o apresentador, disseram não estar nem um pouco nervosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eles não estavam nervosos, o mesmo não se pode dizer do estado de espírito do resto da produção, que, pouco antes, preparava tudo para a entrada deles. Luciano reclamava com o DJ My Boy e com a produção, sobre o som que não havia entrado com o vídeo de apresentação dos meninos, enquanto recebia a cantora Sandy, recém-formada em Letras e pronta para ajudar os participantes do quadro a escolher entre o “s” e o “ç” (embora ela admita que não brincou muito de soletração na época do 'abre a porta, Maria Chiquinha'). "Sou amigo de toda a família de Sandy, e com cada um tenho assuntos diferentes. Meus papos com ela são sempre os mais intelectualizados", diz um entusiasmado Luciano Huck. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro recebido pelo apresentador foi o encarregado de escolher as palavras que serão soletradas, o professor Sérgio Nogueira, que destacou a inclusão das regras da reforma ortográfica como a grande novidade do &lt;em&gt;Soletrando 2009&lt;/em&gt;. Entre as que tiveram a grafia modificada, as únicas das eliminatórias, não estarão aquelas cujas regras de ortografia estão em aberto, como o caso de algumas palavras hifenizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquema de superprodução da gravação do &lt;em&gt;Soletrando&lt;/em&gt; fez parecer que o quadro é um programa isolado, já que o cenário é especialmente montado, um pouco diferente daquele que, todo sábado, está no &lt;em&gt;Caldeirão do Huck&lt;/em&gt;. É claro que muita coisa é parecida. O Russo também é assistente de palco, o Luciano também fala dos patrocinadores e, como todo programa que tem plateia, também agradece aos heróis que se deslocam de lugares como Santíssimo, Olaria e Nilópolis para chegar ao Projaquistão (brincadeira que se costuma fazer com a distância dos estúdios da TV Globo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra curiosidade dos bastidores: esses heróis que partem de todo o Rio são entretidos pelo dançarino Fly, antes de Luciano entrar em cena. O aquecimento do público inclui um concurso entre meninas que se candidatam para dançar funk, e entrar na briga por uma camisa do programa, além de vários ensaios para que todos saibam de cor os gritos de guerra que em breve deveriam entoar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de alunos é formado por representantes de seus respectivos estados, escolhidos após seletivas regionais entre 2.189 escolas. Depois das 13 semanas de disputa, haverá uma homenagem a Monteiro Lobato, com a doação da obra completa do escritor para as bibliotecas das escolas dos alunos participantes. O autor de &lt;em&gt;Reinações de Narizinho&lt;/em&gt; também emprestará seu nome para um troféu dado ao vencedor. Este aluno levará ainda uma bolsa de R$ 100 mil para ajudar seus estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lançamento da nova edição do quadro, Luciano Huck aproveita para rebater algumas críticas que recebeu nas edições anteriores, como o risco do programa espalhar a ideia de que soletrar é a melhor forma de se alfabetizar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O &lt;em&gt;Soletrando&lt;/em&gt; é um jogo que entretém e também ajuda a educar. Existem várias outras formas mais modernas de se alfabetizar, e esta, definitivamente, não é a função do programa", diz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-7425835051828089408?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/7425835051828089408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=7425835051828089408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7425835051828089408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/7425835051828089408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/03/p-o-r-d-e-n-t-r-o-d-o-s-o-l-e-t-r-n-d-o.html' title='P-o-r    d-e-n-t-r-o    d-o    S-o-l-e-t-r-a-n-d-o'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-2160371409852237043</id><published>2009-03-09T23:29:00.005-03:00</published><updated>2009-03-10T00:06:15.353-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política cultural'/><title type='text'>Estava demorando</title><content type='html'>Demorou, mas a crise chegou com força total na cultura. Tim Festival periga de acabar, Oi Noites Cariocas em 2010 já era, Orquestra Petrobras Sinfônica está com salários atrasados e assim deverá permanecer até abril, Armazém Companhia de Teatro quase na mesma, Cia. de Dança Deborah Colker também no chá de cadeira à espera da mãe Petrobras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos são vários, país afora, e mostra como a farinha pouca obriga outros departamentos das grandes empresas a roubar o pirão do marketing cultural. Triste é pensar no possível fim de tradicionais e importantes eventos como o Tim Festival, antigo Free Jazz, que, desde 1985, totalizou pelo menos 22 edições (em 2002, durante a transição do patrocínio da Souza Cruz para a Tim, não houve o festival). Sem um festival de rock que lhe substitua, visto que o Claro que é rock não foi pra frente, o Tim Festival vai aprofundar o abismo em que os festivais musicais (festivais?) da cidade se encontram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem para o Oi Noites Cariocas, que, depois de cair do Morro da Urca para o Píer Mauá, deve cair de vez. Sucesso também nos anos 80, comandado pelo multimídia Nelson Motta, quando era simplesmente Noites Cariocas, o festival havia voltado sob a batuta inteligente do marketing cultural da antiga Telemar. Agora, parece que a operadora não vai conseguir manter a ligação. A linha está ocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quem canta, os males espanta, o mesmo pode não acontecer com quem dança. Débora Colker, a mais famosa coreógrafa brasileira, que deve estrear em breve a única atração de 2009 do Cirque de Soleil, concebida e dirigida por ela, também está na lista dos que correm o risco de perder o mãetrocínio da estatal. Ainda há esperança no fim do túnel (túnel?), pois só na sexta passada, com a divulgação dos R$ 33,91 bilhões de lucro, a Petrobras começou o cálculo de quanto sobrará para os incentivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos 21 anos de parceria com a Petrobras. Entendemos o fato de que ela precisou de mais tempo para elaborar seus contratos, neste cenários de crise mundial", tentou contemporizar o maestro assistente e oboísta da Petrobras Sinfônica, Carlos Prazeres, em entrevista ao Globo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantas ameaças, dentro e fora da esfera cultural, o jeito, meu caro amigo, é apertar a reza, confiar em Santo Antônio e torcer para que, além da nossa diversão, sejam poupados o meu, o seu, o nosso emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Este é o primeiro post do ano sobre política cultural, a nova seção do blog. Sugestões para novos posts são pra lá de bem-vindas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-2160371409852237043?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/2160371409852237043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=2160371409852237043&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2160371409852237043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2160371409852237043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/03/estava-demorando.html' title='Estava demorando'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6020701089626874278</id><published>2009-03-05T19:19:00.004-03:00</published><updated>2009-03-05T19:25:31.773-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Freud explica Lula, Collor e Sarney</title><content type='html'>Não sei se &lt;a href="http://colunas.epoca.globo.com/guilhermefiuza/2009/03/05/espuria-e-a/"&gt;o comentário do blog do Guilherme Fiúza&lt;/a&gt;, autor de &lt;em&gt;Meu nome não é Johnny&lt;/em&gt;, é engraçado ou triste, mas faz sentido. Ó um trecho aí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Sarney é um deus para Lula. Pode parecer estranho, mas em psicanálise é muito simples. Quando o negócio do ex-operário era jogar pedra em vidraça, o imperador maranhense era presidente da República – sonho de consumo de Lula. Um dia ele chegaria lá. Um dia ele seria igual a Sarney, como um filho quer ser igual ao pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleito presidente, Lula imediatamente foi beijar a mão de Sarney. E não escondeu isso de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma história bonita, que agora se completa com a entrada de Collor em cena. Lula também nunca escondeu de ninguém que chegar à presidência foi para ele um final feliz. Governar era sobremesa – e ele já estava empanturrado. Além da bênção de Sarney, a presidência como ascensão social o colocava finalmente na mesma casta de Collor. &lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6020701089626874278?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6020701089626874278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6020701089626874278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6020701089626874278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6020701089626874278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/03/freud-explica-lula-collor-e-sarney.html' title='Freud explica Lula, Collor e Sarney'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-6924595910358116218</id><published>2009-03-03T19:02:00.002-03:00</published><updated>2009-03-03T19:04:24.875-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A sala de aula na sala de cinema</title><content type='html'>Quase um ano depois de uma Palma de Ouro em Cannes e duas semanas depois de uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, &lt;em&gt;Entre os muros da escola &lt;/em&gt;chega no próximo dia 13 às telas do Rio. O filme, dirigido por Laurent Cantent, mostra o cotidiano de uma sala de aula do subúrbio francês, marcado pela diversidade étnica e pela tensa relação entre professores e alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que a hetereogeneidade étnica, o tema central da história é a situação limite a que podem ser expostos professores e alunos dentro da sala de aula. A rebeldia dos estudantes, extremamente críticos em relação ao ambiente escolar e ao processo educacional, misturada ao desrespeito recíproco de professores e alunos, cria um barril de pólvora educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permeado de discussões éticas e pedagógicas, o filme e o diretor também foram premiados com o César 2009, considerado o Oscar francês. O sucesso é um pouco desproporcional, porque o filme não é tudo isso, mas vale a pena ser visto pelas discussões éticas que suscita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-6924595910358116218?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/6924595910358116218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=6924595910358116218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6924595910358116218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/6924595910358116218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/03/sala-de-aula-na-sala-de-cinema.html' title='A sala de aula na sala de cinema'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1427357279465017218</id><published>2009-03-02T10:17:00.005-03:00</published><updated>2009-03-02T10:31:03.395-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>Feliz ano novo na surdina</title><content type='html'>Estourados os últimos champanhes no alvorecer do carnaval, o &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt; imita o Brasil e dá hoje, no primeiro dia útil do ano, a largada para 2009. Já que o ano termina em outubro, é hora de correr para aproveitar o pouco tempo que resta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar nisso, o lobby dos grandes grupos de comunicação do país não perdeu tempo. Na surdina, o governo editou semana passada uma norma que proíbe as redes comerciais e as emissoras públicas estaduais de emitirem multiprogramação em suas frequências digitais. Com isso, um canal digital não pode mais ser dividido em quatro, sem perda de qualidade dos sinais. Foi por água abaixo o que era uma das vantagens da nova tecnologia, que seria um motor de abertura do mercado audiovisual do país, extremamente concentrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato, assinado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), atende a interesses das grandes redes privadas, que não querem a concorrência de novos canais, e vai contra não só os profissionais desse mercado, como também contra todo o público, que continuará a disfrutar de uma programação tão pouco diversificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando as más notícias de lado, desejo a todos os leitores um excelente começo de ano e peço desculpas pelas férias tiradas sem sobreaviso. Prometo que vou me autoflagelar ou fazer uma greve de fome no melhor estilo Garotinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1427357279465017218?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1427357279465017218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1427357279465017218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1427357279465017218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1427357279465017218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/03/feliz-ano-novo-na-surdina.html' title='Feliz ano novo na surdina'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3481327773136373256</id><published>2009-02-09T00:41:00.004-02:00</published><updated>2009-02-09T00:59:21.044-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relíquias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Relíquias: Bem mais que a chica dos turbantes</title><content type='html'>Do texto de Ruy Castro, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0802200908.htm"&gt;na Folha desse domingo (íntegra é exclusiva para assinantes), &lt;/a&gt;sobre Carmem Miranda, a cantora que faria cem anos hoje e que foi muito mais do que a &lt;em&gt;chica&lt;/em&gt; dos turbantes e frutas na cabeça que enlouqueceu Hollywood:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;De setembro de 1929 a maio de 1939 (com direito a uma curta prorrogação em setembro de 1940), Carmen Miranda gravou 281 músicas no Brasil, em discos avulsos de 78 rpm -uma música por face, como se dizia. Se na época já existisse o álbum convencional de 12 faixas, isso equivaleria a 23 LPs -mais de dois por ano, durante dez anos. Se se fizer os cálculos baseados nas avaras possibilidades dos 78s, Carmen lançou uma média de 2,5 músicas por mês, todo mês, chovesse ou fizesse sol, durante aqueles dez anos. Nenhuma outra cantora brasileira, antes, durante ou depois, chegou perto de tais números - até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mais do que isto, Carmen levou um jeito novo de cantar -esperto, moleque, malicioso- em oposição ao "sentimento" ou "sinceridade" dos outros cantores. Com um drible de língua, podia-se ouvi-la sublinhar certas palavras ou extrair conteúdos insuspeitos de um verso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o poder da máquina é arrasador. Quando Carmen foi trabalhar nos Estados Unidos, teve de deixar para trás seu grande instrumento de trabalho -as sutilezas da língua portuguesa- e trocá-lo por sua graça como dançarina e comediante e limitar seu repertório a músicas mais simples, como "Mamãe Eu Quero" e "Touradas em Madri". Em Hollywood, por imposição da indústria, os turbantes, os balangandãs e as saias só fizeram crescer. Nada de mal nisso -mas esta foi a Carmen que o mundo passou a conhecer e que, ironicamente, o Brasil também pôs no lugar da cantora que tinha quebrado tudo.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a relíquia em questão, garimpada nos porões do Youtube, é o documentário &lt;em&gt;Carmen Miranda&lt;/em&gt;, de 1969, dirigido por Jorge Ileli. O anúncio pelo &lt;em&gt;Repórter Esso&lt;/em&gt; de sua morte e a comoção gerada pela notícia são o ponto de partida de Ileli. Divirta-se com o filme, dividido em duas partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_Dxyf7ELQE4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_Dxyf7ELQE4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gZRJuetVgh4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gZRJuetVgh4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3481327773136373256?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3481327773136373256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3481327773136373256&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3481327773136373256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3481327773136373256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/02/reliquias-bem-mais-que-chica-dos.html' title='Relíquias: Bem mais que a &lt;i&gt;chica&lt;/i&gt; dos turbantes'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-3113640650887571813</id><published>2009-02-02T11:04:00.004-02:00</published><updated>2009-02-02T11:20:32.826-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><title type='text'>O 'Bolsa' da Míriam</title><content type='html'>Por tudo que escreveu e falou nos últimos seis anos, a jornalista Míriam Leitão está longe de pertencer ao rol dos defensores do governo, do PT, e muito menos do Lula. Exatamente por isso, sua coluna de anteontem, 31 de janeiro (disponível gratuitamente para cadastrados &lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/miriam/post.asp?t=bolsas-familias&amp;cod_post=157759&amp;a=496"&gt;no site do Globo&lt;/a&gt;, merece ser lida por todos aqueles que têm dificuldade de entender a importância do Bolsa Família para o Brasil. Abaixo, para facilitar as coisas, o texto na íntegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Bolsas &amp; famílias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Míriam Leitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o governo ampliou o Bolsa Família, entendeu-se como gastança federal. Quando o BNDES comprou ações da Aracruz e da Votorantim, entendeu-se como medida contra a crise. Com a primeira decisão, o governo vai gastar R$ 500 milhões de reais e beneficiar 1,3 milhão de famílias pobres; com a segunda, está gastando R$ 2,5 bilhões para beneficiar quatro famílias ricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caso, o governo está incluindo no programa quem tem renda familiar de R$ 137 per capita por mês. No segundo caso, é impossível calcular a renda familiar dos beneficiados. O grupo Votorantim, da família Ermírio de Moraes, e a Aracruz, das famílias Lorentzen, Almeida Braga, Moreira Salles e Safra, fizeram maus negócios na aposta no mercado futuro de câmbio. Perderam muito dinheiro. O BNDES financiou a compra da Aracruz pela Votorantim e ele mesmo comprou um bloco de ações, pagando acima da cotação de mercado. No dia seguinte, o valor das ações caiu mais e os avaliadores de risco deram às ações perspectiva negativa. Sinal de que era um mau negócio e que a junção das duas empresas havia criado outra muito endividada, à qual o BNDES se juntou como um dos donos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos em questão têm muitos ativos que podem vender, e, com isso, sair da encalacrada em que entraram. Tanto é que a Votorantim, ontem mesmo, vendeu para o grupo Camargo Corrêa, por R$ 2,6 bilhões, a participação que tinha na CPFL, num negócio que será quitado por capital próprio e captação da Camargo junto ao mercado privado. Outros negócios ocorrerão neste momento de crise. A Votorantim saiu da CPFL porque não quer focar em energia; a Camargo comprou porque quer focar em energia. Se o BNDES for menos paternalista, se o governo parar de usar o Banco do Brasil e a Caixa para ajudar empresas, o mundo empresarial fará sozinho boas reestruturações de negócios neste momento de crise. O BNDES entrou na Votorantim-Aracruz porque temia que a Aracruz fosse comprada por uma empresa estrangeira. Qual o problema se fosse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil há quem se escandalize cada vez que aumenta o gasto com os pobres, e não faz conta alguma do que o estado gasta com subsídios aos ricos. Os empréstimos do BNDES são com taxas de juros mais baixas do que as pagas pelo Tesouro para se financiar. Há um gasto do Tesouro implícito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bolsa Família não é entendido nem por quem o faz. Tem sido temido pela oposição, que vê nele a razão da popularidade do presidente Lula. Tem sido defendido pelos petistas, pela mesma crença. É criticado por quem acha que esse dinheiro está sendo subtraído da educação. É atacado por falsos fiscalistas, que não veem os grossos volumes de dinheiro que saem pelos muitos ralos que subsidiam os ricos no Brasil. É desmoralizado por quem, no governo, acha que a exigência de contrapartida e a fiscalização podem ser negligenciadas. Foi criticado pelo ministro Mangabeira Unger, com argumentos espantosos, preconceituosos e elitistas. Falando dias atrás ao repórter Bernardo Mello Franco, ele revelou que pensa que os pobres preferem ser pobres, teriam a cultura do “pobrismo” e que o programa deveria se concentrar nos “batalhadores”, aqueles que estão às portas da classe média: “O ponto nevrálgico é escolher corretamente o alvo. Muitas vezes tenta-se abordar o núcleo duro da pobreza com programas capacitadores, e aí não funciona. Populações mais miseráveis são cercadas por um conjunto de inibições, até de ordem cultural, que dificulta o êxito desses programas”, disse o ministro, que depois tentou dizer que foi mal interpretado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão do nosso ministro do sei-lá-o-quê, como o define Elio Gaspari, o governo deveria direcionar os recursos do Bolsa Família aos quase-classe média, os “pobres viáveis”. Faltou completar o raciocínio e dizer o que deve ser feito com os pobres e miseráveis brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pobres deveriam ter preferência no dinheiro público. Nunca tiveram, nem mesmo agora. Uma rede de proteção social é ação civilizatória. Mas os avanços dos estudos das políticas sociais já provaram que melhor é construí-la não como um fim em si, mas como um meio de pavimentar o caminho para a mobilidade social através da educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há conflito entre recursos para o Bolsa Família e recursos para a educação. Recentemente, conversei com uma professora de alfabetização do ensino público do Espírito Santo. Ela dá aulas na parte mais pobre de Vitória, e lá 70% das crianças estão no Bolsa Família. O programa tem foco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro do lulismo é que mesmo com o mérito de ter ampliado o antigo Bolsa Escola para o Bolsa Família, no fundo, vê o programa como arma eleitoreira. A maneira correta de fazer essa transferência do dinheiro dos impostos aos mais pobres seria a mais impessoal possível, não como um favor paternalista de uma espécie de “pai dos pobres”, mas como direito do cidadão. Milhões desses pobres jamais serão absorvidos no mercado de trabalho. Não por culpa deles, ministro Mangabeira, mas pelos erros do país que os relegou ao analfabetismo e à privação crônica. Os filhos deles, no entanto, têm muita chance. Se persistirmos.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-3113640650887571813?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/3113640650887571813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=3113640650887571813&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3113640650887571813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/3113640650887571813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/02/o-bolsa-da-miriam.html' title='O &apos;Bolsa&apos; da Míriam'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-904149136618454722</id><published>2009-02-01T12:57:00.005-02:00</published><updated>2009-02-01T14:36:48.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Como crianças num carrossel</title><content type='html'>&lt;em&gt;A metrópole e a vida mental&lt;/em&gt;, um ensaio de 1903 do sociólogo alemão Georg Simmel, é perfeito para se ampliar uma das discussões subjacentes ao filme &lt;em&gt;O lutador&lt;/em&gt;, que estreia no próximo dia 6 de fevereiro. A história gira em torno de Randy "Carneiro" Robinson (interpretação impecável que rendeu uma indicação ao Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator a Mickey Rourke, o galã anos 80 de &lt;em&gt;9  1/2 semanas de amor&lt;/em&gt;), um lutador de meia idade decadente, que já fez muito sucesso, mas agora enfrenta as consequências de uma vida desregrada e é impedido de continuar lutando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SYXOh9FAxcI/AAAAAAAAAbU/dVaRtx9QUhU/s1600-h/wrestler.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SYXOh9FAxcI/AAAAAAAAAbU/dVaRtx9QUhU/s320/wrestler.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297867619397846466" /&gt;&lt;/a&gt;Embora o ingresso valha por diversos outros motivos, como o bom retrato que faz de ex-famosos que não conseguem lidar com a distância dos holofotes, o que mais me impressionou no filme foi a brutalidade das cenas de luta livre, que mostram uma carnificina à la &lt;em&gt;Paixão de Cristo&lt;/em&gt; (não o evento religioso, mas o filme de Mel Gibson). E é nesse ponto que me lembrei do ensaio de Simmel, que fala das consequências da vida na metrópole sobre o indivídio, e explica como, para conseguir viver em grandes cidades, o homem vai aos poucos anestesiando-se e incorporando como naturais diversas experiências que vive. Aplicada ao cinema e aos meios audiovisuais em geral, a idéia de Simmel nos faz pensar como sucessivas cenas de violência e carnificina de filmes como &lt;em&gt;Paixão de Cristo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Silêncio dos Inocentes&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt;, acabam por acostumar o espectador, que passa a se chocar cada vez menos com esse tipo de imagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas cenas de briga de &lt;em&gt;O lutador&lt;/em&gt; - muito bem filmadas por Darren Aronofsky -, os adversários usam grampeadores uns nos outros, cortam-se com giletes para aumentar a quantidade de machucados no rosto e enfiam arames farpados na pele para rasgar o tecido e fazer jorrar ainda mais sangue. É impossível evitar o desconforto na cadeira do cinema ou deixar de ouvir as expressões de incredulidade da parte da plateia que ainda não se anestesiou e se questiona como pode existir aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a razão para entender por que dois homens sobem num ringue e perdem litros de sangue enquanto se flagelam, ou ainda para entender como pode existir público que aplaude uma atrocidade dessas, é respondida numa frase de Randy "Carneiro" Robinson. Ao ser alertado pela stripper Cassidy de que poderia infartar caso entrasse novamente numa luta, Randy responde que ele só se machuca de verdade quando sai do ringue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza do filme está em mostrar como isso, que para muitos é uma selvageria, é tão humano quanto o sobe-e-desce de crianças num carrossel. A barbaridade de grampos pregados na carne e tecidos rasgados é a forma de vida escolhida por esses gladiadores contemporâneos. Às vezes, quem sabe, pode realmente ser menos dolorosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-904149136618454722?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/904149136618454722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=904149136618454722&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/904149136618454722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/904149136618454722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/02/como-criancas-num-carrossel.html' title='Como crianças num carrossel'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SYXOh9FAxcI/AAAAAAAAAbU/dVaRtx9QUhU/s72-c/wrestler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-2594839408907954868</id><published>2009-01-30T07:10:00.001-02:00</published><updated>2009-02-01T03:21:41.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textosetcetianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes plásticas'/><title type='text'>Textosetcetianas: Os rabiscos de Jackson Pollock</title><content type='html'>O Google &lt;a href="http://666kb.com/i/b5xr39tr0m972lhzb.jpg"&gt;ter trocado a logo do site por um quadro de Jackson Pollock&lt;/a&gt;, pintor americano que faria aniversário anteontem se vivo fosse, me deu uma boa ideia para uma nova seção aqui do Textos etc. Resolvi batizá-la de &lt;em&gt;Textosetcetianas&lt;/em&gt;, não me pergunte por que, pois nem eu sei a resposta. O que eu sei é que todo mês a imagem do alto do blog vai ser o quadro do artista selecionado para a &lt;em&gt;Textosetcetianas&lt;/em&gt; da vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estreante, é claro, é o próprio Pollock, cuja parte da obra &lt;em&gt;The Key&lt;/em&gt; já ilustra o topo do nosso site, no lugar da colagem que estava lá há meses. Além dela, abaixo há uma seleção de mais seis quadros e uma foto de Pollock. Morto em 1956, ele revolucionou a arte moderna americana ao deixar de lado o simples automatismo psíquico da criação e procurar mostrar o resultado do simples ato de pintar. O movimento é sua maior característica, fruto de um método próprio de criação: ele caminhava sobre suas imensas telas enquanto pintava. Daí ter originado um movimento artístico que ficou conhecido como &lt;em&gt;Action Painting&lt;/em&gt;, que acabou sendo a forma que o expressionismo abstrato passou a ser conhecido nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No chão eu estou mais à vontade, me sinto mais perto, mais uma parte da pintura, já que desse jeito eu posso andar nela, trabalhar dos quatro lados e estar literalmente 'dentro' dela", disse em 1947. Segundo ele, o fato de deixar a tinta fluir naturalmente não o afastava do processo de criação, já que ele podia controlar o fluxo. Admitia, no entanto, que só depois de terminar tinha a noção do que havia feito, do sentido que aquilo tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espontânea, livre e instintiva é a pintura de Pollock: é um espaço sem tempo, sem lugar. É o espaço polisensorial. Não há volumes. Há uma sucessão de rabiscos e manchas coloridas", diz &lt;a href="http://www.diretoriodearte.com"&gt;o blog Diretório de Arte&lt;/a&gt;. Curioso pensar os nomes que ele dava para esse aglomerado de simples rabiscos. Na galeria &lt;em&gt;Textosetcetianas&lt;/em&gt;, que você pode ver clicando na imagem abaixo, você percebe isso. Por que cargas d'água o quadro &lt;em&gt;The tea cup&lt;/em&gt; (uma xícara de chá) tem esse nome? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mistérios que tornam ainda mais interessante o prazer de ver a mistura de cores, de formas e, sem preconceitos, de rabiscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="width:194px;"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" style="height:194px;background:url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat left"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com.br/guiamado/TextosetcetianasJacksonPollock?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/_j2Duv6a9SOI/SYD1DD3V8QE/AAAAAAAAAaM/fHwt52BgGoQ/s160-c/TextosetcetianasJacksonPollock.jpg" width="160" height="160" style="margin:1px 0 0 4px;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align:center;font-family:arial,sans-serif;font-size:11px"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com.br/guiamado/TextosetcetianasJacksonPollock?feat=embedwebsite" style="color:#4D4D4D;font-weight:bold;text-decoration:none;"&gt;Textosetcetianas - Jackson Pollock&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-2594839408907954868?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/2594839408907954868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=2594839408907954868&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2594839408907954868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/2594839408907954868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/01/textosetcetianas-os-rabiscos-de-jackson.html' title='Textosetcetianas: Os rabiscos de Jackson Pollock'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_j2Duv6a9SOI/SYD1DD3V8QE/AAAAAAAAAaM/fHwt52BgGoQ/s72-c/TextosetcetianasJacksonPollock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-1690972975687873510</id><published>2009-01-28T15:36:00.004-02:00</published><updated>2009-01-28T16:09:52.676-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Os livros do dono da Folha</title><content type='html'>Em breve devo contar neste blog, menos por cabotinagem do que por curiosidade, a (gostosa) experiência que tive nesse início de ano ao ter de escolher em qual de três das mais importantes redações brasileiras eu iria trabalhar (&lt;em&gt;TV Globo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt;). Mas não se afobe não, que nada é pra já. Esse comentário só serve para justificar meu interesse pela lista de livros recomendados por Otávio Frias Filho, diretor de redação da &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt; e filho de Otávio Frias de Oliveira, dono da &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt; morto em 2007. Como não escolhi a &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt; (nem a &lt;em&gt;TV Globo&lt;/em&gt;), mas sim &lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt;, meu interesse por tudo que diz respeito ao mais importante jornal do país aumentou muito. Freud explica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em Freud, confesso que me surpreendeu a presença de um livro dele, ultimamente tão rechaçado, nessa tal lista que encontrei hoje &lt;a href="http://ricardolombardi.ig.com.br/"&gt;no blog &lt;em&gt;Desculpe a Poeira&lt;/em&gt;, de Rodrigo Lombardi&lt;/a&gt;, jornalista da &lt;em&gt;Abril&lt;/em&gt;. Dos sete que Otávio Frias indica, eu faria o mesmo com &lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A metamorfose&lt;/em&gt;, o que é raro nessas listas das quais eu sempre discordo. Essa discordância, aliás, é explicada pelo próprio Otávio Frias logo no início do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colei abaixo a explicação e a lista dele, e aproveito para fazer a pergunta: quais são seus sete livros favoritos? Vale tudo: de Sidney Sheldon a James Joyce! Aproveito também para reforçar a sugestão do Otávio, para que pessoas não acostumadas a ler coisas fora de suas especialidades técnicas tomem coragem para começar por essa lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“É difícil transmitir a experiência da leitura. Um livro que foi importante para uma pessoa não será para outra. Toda lista de livros recomendados, além de incerta, é sempre arbitrária. Mesmo assim, ela precisa seguir algum critério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta lista é composta de livros que eu gostaria de ter lido quando tinha 17 anos, época em que é comum estar numa encruzilhada. Claro que podem ser lidos em qualquer época, em outras encruzilhadas. Pessoas que nunca tiveram tempo de ler fora de sua especialidade técnica e agora desejam fazê-lo talvez queiram experimentar alguns destes livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os sete (na verdade, quatro romances, uma tragédia, uma novela e um ensaio) são considerados excelentes em seu gênero. Quase todos falam de dilemas aos quais somos mais sensíveis quando jovens, quase todos têm um protagonista jovem. A maioria foi escrita no século XX. São livros para iniciantes: na vida ou na leitura adultas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo esta lista de ordem pessoal, acrescento dois comentários. Nela deveria constar algum livro de Nietzsche, mas prevaleceu a ponderação de que é um escritor pernicioso para jovens, que não deveriam se desfazer tão cedo de suas fantasias idealistas. O outro é que fiz minha própria lista quando tinha 17 anos, mas evidentemente nunca a segui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. A Montanha Mágica, de Thomas Mann (tradução de Herbert Caro, editora Nova Fronteira)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante breve hospedagem em luxuoso sanatório suíço destinada a se estender por muitos anos, o incauto Hans Castorp é disputado por dois inquilinos, o solar Settembrini e o noturno Naphta. Se o primeiro encarna o otimismo histórico fundado na razão e na ciência, o segundo solapa suas convicções brandindo as verdades contidas no mal. O debate entre os dois é um exuberante passeio pela história das idéias. Castorp também cursa educação sentimental com a esquiva Clawdia Chauchat, neste livro em que o amor -e a própria sanidade- são tomados como variações da doença. Thomas Mann é um escritor circunspecto, apesar do senso de humor: como numa caminhada pelas montanhas, pode levar certo tempo até que o leitor se adapte ao ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. A Metamorfose, de Franz Kafka (tradução de Modesto Carone, editora Companhia das Letras)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso.” A primeira frase mais famosa, talvez, de toda a literatura resume o problema narrado nesta desconcertante novela em que um caixeiro viajante amanhece nesse deplorável estado. Embora pareça uma “bugstory” de ficção científica, o conto não apenas omite os meios e motivos pelos quais se deu tão insólita transformação, como a aborda em estilo prosaico, corriqueiro. Note o descompasso entre a extravagância do que é relatado e a forma seca, quase burocrática, com que o autor narra. Muitos dos textos de Kafka ficaram inacabados, mas os outros tampouco têm um desfecho. A história parece se esfumar até desaparecer sem explicações. O enigma pode ser Deus, o desencantamento do mundo moderno ou a própria literatura: o leitor decide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Crime e Castigo, de Dostoiévski (tradução de Paulo Bezerra, editora 34)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos adolescentes se identificam com o “rebelde sem causa” que protagoniza este romance e se deixam embriagar pela atmosfera febril em que ele perambula entre tavernas e bordéis. Raskolnikof é um estudante radical, idealista e ambicioso que se espelha em Napoleão, o mito do homem comum, mas extraordinário, para quem não existem limites. Como de hábito em Dostoiévski, os abismos da experiência humana, onde pureza e abjeção se tocam, são focalizados por um ângulo detetivesco que reconstitui ou -caso deste livro- desdobra um homicídio. Muitos acham que o grande escritor russo é melodramático e prolixo demais para o gosto contemporâneo. Continua sendo, porém, um autor para jovens: seus livros dramatizam, com potência inigualável, os dilemas existenciais que a rotina da vida adulta não demora a soterrar no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Hamlet, de William Shakespeare (tradução de Millôr Fernandes, editora L&amp;PM)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas vezes você ainda vai tropeçar com essa peça teatral na vida -filmes, citações, paródias- que o melhor talvez seja ler de uma vez. É considerada quase por unanimidade como a maior obra do maior poeta e dramaturgo de todos os tempos, o que não é pouco. Tem também seus desafetos. Para estes, a peça é longa demais, desenvolve sub-tramas em excesso, é desconexa, confusa e no final, sem saber o que fazer com os personagens, o autor mata quase todos numa carnificina cômica pelo excesso. Para a maioria dos críticos porém, Hamlet cria o sujeito moderno na literatura: alguém que se interroga e se transforma durante a narrativa, revelando espessuras interiores em parte ambivalentes, em parte inatingíveis. De quebra, trechos da mais alta poesia. O triângulo entre pai, mãe e filho, que domina a peça, permitiu a Freud “psicanalisar” Hamlet, reduzindo-o a um caso particular do complexo de Édipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. O Mal-estar na Civilização, de Sigmund Freud (tradução brasileira sob a revisão de Jayme Salomão, editora Imago)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos autores dão à sua época não apenas o espírito, mas o quadro de referências e até o vocabulário. É o caso de Dante no século XIV, Voltaire no XVIII e Freud no XX. A influência de suas idéias extrapolou a psicologia clínica para se irradiar por todos os campos da cultura e da arte. Este ensaio é talvez o texto mais ambicioso, ao menos quanto ao tema, do criador da psicanálise: o assunto é o próprio desenvolvimento da sociedade até hoje, o que possibilita a Freud transferir seus achados do psiquismo individual para o coletivo. Em seu esquema de pensamento, as vantagens obtidas com a civilização material dependem de um grau crescente de repressão das energias instintuais, desviadas para tais objetivos de longo prazo. O preço a pagar pela vida em sociedade é uma ampla renúncia ao desejo, que se converte em frustração e enfermidade, daí o mal-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. O Estrangeiro, de Albert Camus (tradução de Valérie Rumjanet, editora Record)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meursault perde sua mãe e não consegue sentir nada durante o velório. Numa cidade do litoral argelino, ele atravessa os dias -um passeio de ônibus, um mergulho no mar, uma tarde com a namorada- como se a superfície das coisas tivesse existência própria, embora incompreensível. Sem saber como nem o porquê, ainda que a cena seja longamente descrita, ele mata um árabe com quem cruza ao caminhar na praia, atordoado pelo sol a pino. Assiste, então, ao próprio julgamento como se fosse o de outra pessoa. O isolamento desse personagem num mundo que não faz mais sentido é um dos pontos altos da literatura moderna. Situa também o existencialismo de Camus, para quem o sentido da experiência humana só pode ser determinado pelo agir do próprio sujeito diante de opções que ele é livre para tomar ou rechaçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. O Fio da Navalha, de W. Somerset Maugham (tradução de Lígia Junqueira Smith, editora Globo)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos ambientes endinheirados de Chicago, Isabel ama Larry, mas termina se casando com Gray. Entre a vida de aventuras e desprendimento material que o namorado lhe oferece e a estabilidade de um bom casamento, ela não hesita muito. Voltarão a se encontrar; após uma recaída romântica, porém, Isabel, já agora mulher madura, confirma sua decisão anterior. Enquanto isso, após viagens e estudos, Larry se converteu em adepto de filosofias orientais. O livro é um desses romances ingleses amenos e agradáveis, em que os requintes da vida nos círculos elegantes são descritos com graça e contrapostos, no caso, à cativante personalidade “alternativa”, pré-hippie, do herói. No desfecho, uma penetrante e esclarecedora discussão sobre religião, vida e morte.”&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-1690972975687873510?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/1690972975687873510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=1690972975687873510&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1690972975687873510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/1690972975687873510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/01/os-livros-do-dono-da-folha.html' title='Os livros do dono da &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt;'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-5155163783894016119</id><published>2009-01-17T01:31:00.005-02:00</published><updated>2009-01-18T03:53:10.658-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title type='text'>Taxi driver</title><content type='html'>Um amigo (não daqueles amiguinhos que levam o nome por uma dessas convenções bobocas da vida, mas daqueles que levam por merecimento - e levarão existências afora) acaba de chegar dos Estados Unidos, onde foi passar Natal e Réveillon. Mal ele pôs os pés fora do avião, fiz uma encomenda: que tal contar para os milhões de leitores do &lt;strong&gt;Textos etc&lt;/strong&gt; suas impressões da América em crise? Que país você encontrou, com seu olhar de cineasta que sabe como contar uma boa história? Depressivo? Eufórico? &lt;em&gt;Blazé&lt;/em&gt;? Ao ouvir a resposta positiva ao convite, relaxei, pois sabia que em breve meus leitores receberiam um belo texto. Com vocês, o resultado, assinado por Luís Gustavo Ferraz, cineasta, mineiro e meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Taxi driver&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Luís Gustavo Ferraz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 2007, eu estava de férias em Cascais, balneário vizinho a Lisboa, Portugal. Uma das melhores coisas de lá era o esquema de empréstimo de bicicletas pela secretaria de turismo. Foi assim, pedalando, que conheci as praias da cidadezinha e adjacências. Um dia, quando parei para comer um sanduíche numa dessas praias, um sujeito se aproximou e me pediu a bicicleta emprestada, para fazer uma entrega de não-lembro-o-quê.  Ele disse que voltaria em 10 minutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiado como bom mineiro, em condições normais eu teria dito não, constrangido. Mas após seis meses de intercâmbio na Europa, disse sim. É que ao longo desse tempo fiquei muito impressionado com a solidariedade, a hospitalidade ou o que chamo de “espírito de albergue” dos jovens europeus. Conheci gente de quase todos os países da região, em parte graças às viagens que fiz e em parte graças aos europeus em intercâmbio na Espanha, onde morei. O programa de intercâmbio entre as universidades de lá, o “Erasmus”, é muito intenso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, porém, é um preâmbulo para falar de outra viagem, a minha segunda saída do Brasil, quase um mês atrás. A minha irmã, Paula, fez 15 anos, ganhou de presente uma viagem aos Estados Unidos e eu, o irmão sortudo, ganhei de presente a missão de acompanhar, proteger, traduzir e agasalhar a caçula da família no exterior. Enquanto a viagem à Europa fora um intercâmbio acadêmico, esta última foi simplesmente um passeio; mas isso não evitou que eu fizesse inúmeras comparações, algumas exageradas e outras com alguma razão, entre esses dois pedaços do planeta, afinal os dois únicos que conheço fora do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da empolgação natural de quem pretende se divertir à beça no país mais rico do mundo, entre musicais da Broadway e montanhas-russas de parques temáticos, parti com a expectativa extra de conhecer a “América” num momento diferente, em que a tradicional pujança econômica dá lugar à maior crise desde 1929. Mas o fato é que cheguei a Nova York, porta de entrada por excelência daquele país, e não encontrei nenhum sinal palpável da crise, além das manchetes dos jornais e da TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a iminência do Natal, as ruas estavam apinhadas de gente, comprando, comprando, comprando. Papai Noel não parecia economizar um centavo, apesar da crise que se instalara definitivamente em outubro passado. O que havia era uma atmosfera contagiante, todos com seus pacotes e apressados para adquirir o próximo, tudo coberto de neve e iluminado com muito neón. É claro que vários dos felizardos eram turistas estrangeiros, mas a maioria eram nova-iorquinos ou turistas americanos – você percebe pelo sotaque e pelas feições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da imensa concentração de pessoas, o contato com o outro era bem menor do que eu havia visto e vivido em Madri e na Europa de forma geral. Difícil ver gente se conhecendo num bar ou restaurante, quando a garçonete quer que você saia logo para que entre o próximo cliente. Tive a impressão de que esse raciocínio fordista perpassa todas as situações sociais e de que todas as situações sociais se desdobram em situações de consumo – o que atingiria o ápice exatamente no Natal, quando a troca de dinheiro por produtos se intensifica sobre os balcões. Digo que é uma “impressão” porque é bem possível que essas comparações acabem em generalizações injustas, que não aprendi a evitar, apesar das aulas de antropologia. A Europa, muito embora tenha desenvolvido um elogiável senso de comunidade, ainda padece, paradoxalmente, de muito nacionalismo e xenofobia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só consigo compreender e explicar de uma forma a grande festa do consumo que vi, em meio a uma crise tão aguda: os americanos são mestres na produção de espetáculos. Enquanto a CNN confirmava as expectativas, dizendo que aquele seria o pior Natal para o comércio em muito tempo, nada disso transparecia no clima de feira da Quinta Avenida. Há uma TV de LCD em cada cômodo e um SUV na garagem de muitos lares americanos, mas, de repente, não há dinheiro para pagar o teto que abriga tudo isso. Assim estourou a bolha das hipotecas, primeiro grande sinal da crise que estava por vir. O espetáculo das aparências escondia (e ainda esconde, acredito) muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na era do virtual, os bancos emprestam grana que não existe para gente que não pode pagar. Os cidadãos são irresponsáveis, sim, mas a questão é muito mais profunda: existe toda uma lógica de consumo que os estimula a gastar. Tradicionalmente, os Estados Unidos são um dos países que menos poupam em todo o mundo, e não é à toa que nestes tempos difíceis haja uma campanha publicitária incentivando o povo americano a economizar. Foi só no primeiro dia em Orlando, início da última parte da viagem, que conheci alguém que parecia realmente disposto a atender ao chamado dessa publicidade bastante incomum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito se chamava Albert e era engenheiro, mas, desde novembro, dirigia todas as noites o táxi que então nos levava de um dos parques da Disney de volta para o hotel. O carro era da cooperativa do irmão, e com o dinheiro extra ganho ao volante ele estava se precavendo contra a crise. Lamentou sobre os crescentes índices de desemprego e o fiasco generalizado da era Bush. Sobre Obama, falou esperançoso: “Ele é muito jovem e pode não ter muita experiência, mas nós precisamos de mudança”. E, com precisão econométrica, completou: “Dentro de seis meses a um ano, tudo terá voltado ao normal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;200 voltas de montanha-russa depois, a crise se fez esquecer. O espetáculo venceu. Ele é o que me encanta de verdade na cultura americana. Veio 2009, um réveillon em plena Disney, repleto dos melhores votos e perspectivas. Eu provavelmente só teria pensado na crise de novo quando o amigo e blogueiro Guilherme me pediu que escrevesse este texto – caso não tivesse acontecido o seguinte: no penúltimo dia da viagem, um homem de paletó e calça brancos se aproximou de mim num ponto de ônibus. Disse que precisava de dinheiro para tomar um táxi e chegar a tempo ao funeral da filha, por isso tentou me vender o seu relógio de pulso, um Omega que parecia legítimo, por meros 20 dólares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei os 20 dólares para ele e não aceitei o relógio. Posso até ter sido vítima de um golpe, mas sinceramente acho que não fui. Nem é essa a questão, para mim. A questão é a necessidade de criar uma relação de compra e venda numa situação como aquela. Sem fé na solidariedade, o homem se agarrou naquilo que, mesmo em tempos de crise, rege uma parcela grande demais, a meu ver, das relações sociais na América, e que talvez esteja na origem mais profunda da própria crise: a troca material em excesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cascais, quando um estranho também havia me abordado com uma história que poderia ser mentira, eu também havia lhe dado crédito, exatamente como agora. Naquela ocasião, o sujeito voltou com a bicicleta em perfeito estado dentro dos 10 minutos prometidos, tempo que eu havia levado para comer o meu sanduíche de queijo e atum numa praia de Portugal. Um ano e meio depois, na Flórida, tirei outro dos meus sanduíches de viagem da mochila. À primeira mordida, uma história puxou a outra, uma viagem puxou a outra e, enquanto o homem tomava o táxi com os meus 20 dólares, voltei a fazer comparações.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-5155163783894016119?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/5155163783894016119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=5155163783894016119&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5155163783894016119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/5155163783894016119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/01/taxi-driver.html' title='Taxi driver'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-8372099014382203925</id><published>2009-01-15T21:58:00.003-02:00</published><updated>2009-01-15T22:14:17.755-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O tempo não para - nem o filme</title><content type='html'>Estreia amanhã o documentário sobre os Titãs, &lt;em&gt;Titãs, A Vida Até Parece uma Festa&lt;/em&gt;, que tive o prazer de assistir no último Festival do Rio, a convite da produção. O filme é feito todo a partir de material filmado pela banda durante 21 anos, entre 1986 e 2007. São cenas dos bastidores a que ninguém nunca teve acesso, como o processo de composição do grupo, a escolha das músicas que entrariam ou não num disco, as polêmicas como a prisão de Tony Beloto, quando ele foi flagrado com drogas, e outras coisas mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas histórias ainda são do tempo em que os Titãs ainda eram Marcelo Frommer e Nando Reis também. As despedidas dos dois são contadas, sendo que eles preferem manter a versão (que até pode ser verdadeira) de que Nando saiu numa boa. A morte de Frommer e a mensagem que todos eles gravaram juntos uma coletiva de imprensa sobre o acontecimento também está lá e é o momento mais bonito - e triste - do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição do filme, dirigido pelo titã Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves - que dirigiu o clipe &lt;em&gt;Epitáfio&lt;/em&gt;, em 2002 -, é o mais impressionante, pois encadeia com destreza uma grande quantidade de material de arquivo, nem sempre bem filmado ou com boa qualidade. O filme não para. Em momento nenhum você deixa de bater o pé e até de cantar as músicas de uma das melhores bandas pop brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, coloquei o vídeo de uma entrevista que eu filmei para a Globo.com no dia da exibição do Festival. A tempo: a tal Ângela a que o Branco Mello faz menção é a mulher dele, a atriz Ângela Figueiredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="196"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=890777&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="240" height="196" flashvars="midiaId=890777&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-8372099014382203925?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/8372099014382203925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=8372099014382203925&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8372099014382203925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/8372099014382203925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/01/o-tempo-no-para-nem-o-filme.html' title='O tempo não para - nem o filme'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-4555504034516303578</id><published>2009-01-12T21:19:00.002-02:00</published><updated>2009-01-12T22:50:57.715-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>Não, não se vá...</title><content type='html'>São 9:19 da noite e aproveito para escrever no intervalo comercial de &lt;em&gt;A Favorita&lt;/em&gt;, novela das oito da Globo que termina essa semana, apesar dos milhares de snifs que eu e tantos outros telespectadores não cansam de enxugar. João Emanuel Carneiro, a primeira novidade em duas décadas entre o primeiro time de novelistas da emissora, merece todo o mérito por esse sucesso. &lt;em&gt;A Favorita&lt;/em&gt;, &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2008/05/o-realismo-covarde-de-duas-caras.html"&gt;ao contrário de sua antecessora, &lt;em&gt;Duas Caras&lt;/em&gt;, &lt;/a&gt;não pretendeu romper com nenhum paradigma do folhetim. Pelo contrário. Reafirmou todos eles, capítulo a capítulo, sem vergonha de ser novela. E das boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério entre quem era a mocinha e quem era a vilã até deu contornos de transgressão ao folhetim, mas eles restringiram-se ao primeiro terço da novela, como, aliás, sempre foi previsto. Até a maravilhosa revelação da vilania de Flora (a angelical Patrícia Pillar) e da divindade de Donatela (uma Cláudia Raia sempre ameaçadora, com aquelas suas pernas gigantescas e sensualmente perigosas), ficamos num delicioso jogo de quem-matou-Odete-Roitman. Depois de colocados os pingos nos is, o jogo deu lugar a uma gastrite que só piorava a cada gancho (jargão para se referir ao final de uma cena ou capítulo que praticamente obriga o telespectador a estar no dia seguinte em frente à TV) criado por João Emanuel. E, vamos combinar, ele sabe criar gancho como ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi só de bons ganchos que se fez o sucesso da novela que ora termina, para desespero dos suicidas em potencial. O ambiente noir criado pela produção, a trilha incidental meio de máfia italiana, a criativa abertura de cores escuras, uma São Paulo soturna como só ela sabe ser, tudo isso transformou Triunfo na &lt;em&gt;Gotham City &lt;/em&gt;do ABC paulista. Até o climão sertanejo foi digerível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que houve erros. Esquecer que se tem uma Rosi Campos no elenco é imperdoável. Mas tudo bem. As atuações brilhantes, nada menos que brilhantes, de Patrícia Pillar, Ary Fontoura, Milton Gonçalves, Lilia Cabral, Mauro Mendonça e Murilo Benício compensam eventuais desvios. O crescimento de atores como Cláudia Raia, Cauã Raymond e Mariana Ximenes também foi bom de acompanhar. Duro foi aguentar &lt;a href="http://textosetc.blogspot.com/2008/12/os-olhos-oblquos-de-cau-raymond.html"&gt;uma ou outra careta de Cauã &lt;/a&gt;e todas as de Carmo Dalla Vechia. Seu Zé Bob foi sofrível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SWveI1QjNkI/AAAAAAAAAVA/FaWOd6-qzRA/s1600-h/favoritos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 167px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SWveI1QjNkI/AAAAAAAAAVA/FaWOd6-qzRA/s320/favoritos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290566430593594946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;Os favoritos&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nem um pouco doloroso foi assistir desde o dia 2 de junho aos seis capítulos semanais da trama que foi de 37 pontos de audiência no mês de estreia a quase 50 nos capítulos-chave. Graças ao bom Deus o brasileiro, em se tratando de novela e partida de futebol, sabe reconhecer o que é bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-4555504034516303578?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/4555504034516303578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=4555504034516303578&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4555504034516303578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/4555504034516303578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/01/no-no-se-v.html' title='Não, não se vá...'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_j2Duv6a9SOI/SWveI1QjNkI/AAAAAAAAAVA/FaWOd6-qzRA/s72-c/favoritos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26968462.post-614786040284323954</id><published>2009-01-08T12:33:00.007-02:00</published><updated>2009-01-08T13:40:36.404-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Maysa não é TV</title><content type='html'>O mais interessante em &lt;em&gt;Maysa&lt;/em&gt;, minissérie da Globo no ar desde segunda-feira, não são os diálogos de Manoel Carlos, a produção esmerada, tampouco a trilha sonora baseada nas músicas da cantora, que não chega a ser novidade. O fantástico ali é a fotografia. Engana-se quem pensa que está assistindo TV. Aquilo ali é cinema, e não poderia ser diferente, já que é um diretor de fotografia de cinema que está por trás das duas câmeras digitais modelo Arri-D21 que filmaram toda a trajetória de Maysa, de 1950 até sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome dele é Affonso Beato, um dos melhores profissionais da área no Brasil, fotógrafo de filmes tão diferentes quanto &lt;em&gt;A rainha&lt;/em&gt;, de Stephen Fears, &lt;em&gt;Tudo sobre minha mãe&lt;/em&gt;, de Almodóvar, e &lt;em&gt;O dragão da maldade contra o santo guerreiro&lt;/em&gt;, clássico de Glauber Rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devoto assumido da película, Beato teve que usar uma tecnologia digital que simula a película para clicar a minissérie, já que os custos de se filmar em película as dezenas de horas de uma produção como essa encareceria demais o projeto. Também é curioso pensar como são diferentes as fotografias de trabalhos como &lt;em&gt;A rainha&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Tudo sobre minha mãe&lt;/em&gt; e essa minissérie, &lt;em&gt;Maysa&lt;/em&gt;. Beato pertence a uma linha de diretores de fotografia que não impõem uma única estética a todos os filme que clicam. Ele entende que cada trabalho é um trabalho e procura servir à história com um determinado tratamento, condizente com o que aquela obra exige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta assistir à minissérie para se perceber que dessa vez a escolha também foi acertada. Coloquei abaixo um trecho do capítulo de ontem, cujo enquadramento inicial é genial, embora não saibamos quem é o dono da ideia, o próprio Beato ou o diretor Jayme Monjardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="196"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=945333&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="240" height="196" flashvars="midiaId=945333&amp;autoStart=false&amp;width=240&amp;height=196" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26968462-614786040284323954?l=textosetc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textosetc.blogspot.com/feeds/614786040284323954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26968462&amp;postID=614786040284323954&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/614786040284323954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26968462/posts/default/614786040284323954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textosetc.blogspot.com/2009/01/maysa-no-tv.html' title='&lt;em&gt;Maysa&lt;/em&gt; não é TV'/><author><name>Guilherme Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850439784495578568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
